Aluna de Fisioterapia faz Mestrado na França

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Swed Cayammi vai concluir o curso de Fisioterapia com a Colação de Grau no próximo dia 14 e está ansiosa. É que já no dia seguinte (15) ela vai viajar para a França, onde vai cursar o Mestrado em Atividades Físicas Adaptadas em Saúde pela Université de Franche-Comté – UFC. Swed já fez intercâmbio com o Ciência Sem Fronteiras na mesma universidade, que fica em Besançon, capital da região de Franche-Comté.

Já com o 6º período concluído, a estudante foi à UFC no fim de fevereiro de 2014 e voltou exatamente um ano depois. “Quando voltei, concluí os 7º, 8º e 9º períodos”, conta. Lá, Swed tinha sido alocada pelo programa para estudar a área que vai cursar no mestrado, que investiga questões de atividades físicas feitas por paratletas. “Eu já me interessava depois do 6º período, porque eu tinha trabalhado com paralisia cerebral para paratletas”, revela.

Swed já vai entrar no segundo ano do Mestrado porque tinha adquirido um grande arcabouço teórico na área em Franche-Comté e com a produção do seu TCC no Unipê. “Foi bem interessante porque eu ganhei tempo também. Eles aceitaram meus estudos aqui por meio de uma solicitação minha”, apontou. As aulas iniciam em setembro e Swed vai contar com bolsa de estudos do programa Victor Hugo, que é da UFC.

Tendo se aprofundado em Besançon e depois, no Unipê, Swed defendeu há pouco o TCC intitulado Avaliação do Alcance Manual de Paratletas Espásticos Praticantes de Bocha. “Nesse trabalho, a gente avaliava a capacidade de alcançar qualquer objeto com paratletas que tinham paralisia cerebral. A partir daí, comparamos o alcance com quem praticava e com que não praticava”, apresentou.

“A gente chegou à conclusão, mesmo com uma amostra pequena, que a diferença entre eles era pouca. O que influenciava mesmo eram as espasticidades. A espasticidade é o componente tensor do músculo, é a alteração de tônus muscular, ela tem aumento do tônus muscular”, explicou.

Em Besançon, Swed pretende fazer outras formações específicas, além do próprio Mestrado, como o RPG, que é uma técnica de correção postural, e o Kinesio Taping, fitas adesivas utilizadas por atletas que servem para estabilização articular, desvios musculares ou músculos mais fracos.

“Ao mesmo tempo que estou com o coração apertado em ir, porque não tive tempo com a família, e vai ser mais um ano longe, eu estou ansiosa para começar logo a formação”, disse, revelando que também irá buscar novas experiências profissionais.

Fonte: Assessoria de Comunicação – ASCOM


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