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» Política de Pesquisa (súmula)
A pesquisa no UNIPÊ faz parte do processo de ensino/aprendizagem objetivando a qualidade do ensino para uma melhor formação do aluno, sendo também parte do processo permanente de formação e capacitação docente.
A promoção, acompanhamento e avaliação das atividades de pesquisa são da competência da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, com apoio da Coordenadoria de Pesquisa e das Comissões de Pesquisa dos Cursos de Graduação.
Os alunos recebem formação de iniciação científica participando, mediante seleção, em projetos de pesquisa elaborados e desenvolvidos pelos docentes. O modelo de referência, no que diz respeito à iniciação científica, é o PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) do CNPq.
Em função do número de projetos de pesquisa aprovados o Reitor, com base na exposição de motivos da Coordenadora Geral de Pesquisa, atribui uma quota semestral de bolsas de iniciação científica para cada curso de graduação. Para serem aprovados os projetos devem ser avaliados, em primeira instância, pela Comissão de Pesquisa de cada curso de graduação e, em segunda instância, pela Coordenadoria de Pesquisa . A seleção dos alunos para participar da iniciação científica é feita mediante processo seletivo e a atribuição de bolsas aos projetos de pesquisa atende a critérios de mérito estabelecidos pela Coordenadoria de Pesquisa.
A instituição teve seu Comitê de Ética em Pesquisa aprovado pelo CONEP (Comitê Nacional de Ética em Pesquisa) em 2008.
As atividades de pesquisa são regidas por normas e diretrizes aprovadas pelo CONSEPE (Conselho de Pesquisa e Extensão). As normas e diretrizes estão reunidas respectivamente nos documentos ”Estrutura Organizacional e Normas Reguladoras da Pesquisa” e “Programa de Iniciação científica do Unipê - Diretrizes para a Iniciação Científica”. Tanto as normativas como as orientações e informações relativas à pesquisa institucional constam do site do Unipê.
Anualmente, na primeira semana de novembro, é realizado o Encontro de Iniciação Científica do Unipê. Outros encontros, jornadas e seminários relativos à pesquisa são organizados eventualmente, tanto pela Coordenadoria de Pesquisa como pelos cursos de graduação. O registro e divulgação das atividades de pesquisa é feito, entre outros , com a publicação anual dos Catálogos de Pesquisa e dos Anais dos Encontros de Iniciação Científica. Docentes e alunos são estimulados a publicar os resultados das pesquisas na revista da instituição, Revista Unipê, assim como em outros veículos. A instituição conta com uma gráfica que apóia a publicação da Revista Unipê, de livros e coletâneas
Todos os pesquisadores, alunos e docentes, são registrados na plataforma Lattes. Em 2008 foi implantado, no cadastro dos docentes, um sistema digital de registro da produção científica a partir da plataforma Lattes.
O Unipê consta no Cadastro Institucional do CNPq .O registro dos Grupos de Trabalho no Diretório Nacional de Pesquisas não foi possível pelo fato da instituição não oferecer ainda pós- graduação stricto sensu. O fomento continuado de linhas de pesquisa visa conferir um perfil específico e diferenciado à instituição ao tempo em que se possibilitará, no futuro, a implantação da pós-graduação stricto sensu.
Inicialmente, o único documento que dava alguma indicação sobre a pesquisa nos Centros Universitários era a Portaria no 2.041 do MEC, de 22 de outubro de 1999, que estabelecia critérios adicionais aos já existentes na legislação, com vistas à organização dos Centros Universitários. Nela as “atividades integradas de pesquisa discente” eram consideradas, junto com a extensão e a capacitação docente, umas das bases da excelência do ensino, função específica dos Centros Universitários.
A referência à pesquisa foi considerada exígua e pouco esclarecedora. Prova disso é que a ABMES ( Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior), reunida em Brasília, em 13 de agosto de 1997, discutiu a questão, entre muitos outros temas considerados polêmicos a respeito dos Centros Universitários. Diante da indefinição reinante, o UNIPÊ optou por manter um certo nível de pesquisa, vinculado a problemas regionais e/ou disciplinas específicas, envolvendo sempre a participação discente num programa de iniciação científica.
É necessário distinguir entre o tipo de pesquisa desenvolvida nos centros universitários e aquela pesquisa que é própria das universidades e dos grandes institutos de ciência e tecnologia. A pesquisa básica, aquela que trabalha na fronteira do conhecimento, é exclusiva dos grandes centros de pesquisa associados, direta ou indiretamente, nas mais importantes universidades. Ela requer grandes investimentos públicos e privados, principalmente públicos.
A pesquisa nos centros universitários é associada aos projetos pedagógicos dos cursos, objetivando a qualidade do ensino e a formação do aluno, fazendo parte do processo de ensino-aprendizagem. Significa dizer que é uma questão de postura pedagógica frente à formação intelectual e profissional do aluno. Este tipo de pesquisa deve ser praticado em todas as instituições de ensino de nível superior.
O Decreto n0 4.914, de 11 de dezembro de 2003, no seu art. 20 determina que os centros universitários, já credenciados ou em fase de credenciamento, “deverão comprovar, até 31 de dezembro de 2007, que satisfazem o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão” , previsto no art. 207 da Constituição Brasileira. O Decreto não faz, aparentemente, distinção, entre os dois tipos de pesquisa, a básica e aquela associada ao processo de ensino-aprendizagem. É que esta distinção está, prevista na lei n0 10.172, de 9 de janeiro de 2001, que aprovou o Plano Nacional de Educação. Este determina entre seus objetivos e metas: “incentivar a generalização da prática da pesquisa, como elemento integrante dos processos de ensino-aprendizagem em toda a educação superior (grifos nossos), inclusive com a participação de alunos no desenvolvimento da pesquisa”.
O Plano Nacional de Educação faz a devida diferenciação entre a pesquisa básica, função das universidades, em estreita articulação com as instituições de ciência e tecnologia, e a pesquisa como parte do processo de ensino-aprendizagem própria de qualquer ensino que se pretenda de nível superior. Nessa perspectiva, e em uma iniciativa primeira, o UNIPÊ implantou uma política de pesquisa e de iniciação científica desde 1997.
A iniciação científica proporciona uma formação mais sólida e completa para que o jovem enfrente as exigências do atual mercado de trabalho. O mercado precisa de um profissional capaz de se adaptar rapidamente às constantes e variadas mudanças. Hoje têm mais chances de sucesso o profissional com uma boa formação humanística e científica do que o superespecialista que tanto se valorizava anos atrás. Os rápidos avanços científicos e tecnológicos tornam rapidamente obsoletos processos industriais, bem como técnicas e especialidades profissionais. Obter e manter o emprego depende, cada vez mais, da solidez de uma formação que permita a constante reciclagem e adaptação às novas realidades do mercado.
Mais do que os conhecimentos adquiridos sobre um determinado tema de pesquisa, ou a metodologia e técnicas de pesquisa aprendidas durante o processo de iniciação científica , já por si valiosos, o importante é o estímulo recebido para cultivar uma mente sempre aberta à mudança, um espírito inquieto, atento e perquiridor. Essas são as grandes qualidades, não só dos cientistas, mas dos grandes profissionais, dos empreendedores e conquistadores de todos os tempos. Esses valores passam ao largo e dispensam classificações meramente burocráticas e passageiras, entre universidades de pesquisa e universidades de ensino.
A pesquisa é também parte do processo permanente de formação e capacitação do docente. O estabelecimento de linhas de pesquisa específicas de cada curso, apoiando o projeto pedagógico e configurando um determinado perfil de curso, confere uma maior continuidade às pesquisas, aprofundando o conhecimento em determinadas áreas . O conhecimento acumulado numa determinada área de concentração é um celeiro para a elaboração de monografias e o surgimento de dissertações de mestrado e teses de doutorado.
A oferta de cursos de pós-graduação stricto sensu não é obrigatória para os Centros Universitários. Porém, nada impede que, no futuro, o UNIPÊ possa vir a oferecer cursos desse porte. Um dos requisitos para a implantação da pós-graduação stricto sensu é a previa existência de pesquisa consolidada nas áreas de concentração propostas.
» O padrão de pesquisa no UNIPÊ: medidas concretas de implantação
Implementando uma política de pesquisa com vista ao futuro, o UNIPÊ adotou, como modelo, o padrão de qualidade do CNPq/PIBIC. Foi adotada, de forma progressiva e continuada, uma série de medidas: elaboração de normas institucionais para o desenvolvimento das atividades de pesquisa e diretrizes para a iniciação científica dos alunos, criação de um sistema de concessão de bolsas de iniciação científica e de comissões de pesquisa em cada curso, registro dos dados sobre a pesquisa num banco de dados, incentivo à avaliação e à publicação.
As comissões lideram o processo de implantação de linhas de pesquisa específicas para cada curso, sendo também responsáveis pela avaliação dos projetos e relatórios de pesquisa, em primeira instância, antes de serem submetidos à aprovação da Coordenadoria de Pesquisa.
Desde 1998, os projetos de pesquisa devem ser apresentados num formulário próprio, contendo todos os itens exigidos de um projeto de pesquisa científica.
As temáticas abordadas pelas pesquisas são da maior atualidade e importância nas diferentes áreas do conhecimento só para dar alguns exemplos: os novos rumos do Direito o Trabalho, a terceira idade, a AIDS, a gravidez na adolescência, a juventude, suas preocupações , perspectivas e projetos de vida, os indicadores de qualidade e as dificuldades empresarias , as intervenções urbanísticas, o turismo, a evolução urbana e a qualidade de vida, dentre outros, todos voltados para a nossa realidade regional.
As pesquisas devem ser concluídas, obrigatoriamente, com algum tipo de publicação. A publicação é incentivada, não apenas na Revista do UNIPÊ, ou através da Editora do UNIPÊ , no caso dos livros, coletâneas ou boletins de pesquisa - sempre à disposição dos pesquisadores - mas igualmente em veículos de circulação nacional e amplo reconhecimento científico.
Em 2000, juntamente com a criação das primeiras comissões de pesquisa e a concessão de bolsas de iniciação científica aconteceu o primeiro encontro de iniciação científica e a publicação do primeiro catálogo de pesquisa.
Inicialmente, e até 2004, os encontros de iniciação científica aconteciam atrelados à chamada “Semana Didática”, ocasião em que docentes do UNIPÊ e convidados assistiam a palestras e debates acadêmicos. Só a partir de 2004 os encontros de iniciação científica ficaram a parte da “Semana Didática” e ganharam espaço próprio, importância e visibilidade, sendo registrados nos Anais de Iniciação Científica.
As normas e diretrizes que regem a pesquisa, revistas e atualizadas, foram aprovadas pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão -CONSEPE, e ratificadas pelo Reitor do Unipê através da Resolução Num. 32 de 12 de agosto de 2008.
Desde 2001, pesquisadores e alunos em iniciação científica passaram a ser cadastrados no Curriculum Lattes do CNPq.
Anualmente a Editora do Unipê publica o Catálogo de Pesquisa e os Anais do Encontro de Iniciação Científica.
» Integração Ensino, Pesquisa e Extensão
Em 2005 teve início uma política de ação conjunta das coordenadorias de pesquisa e de extensão com a finalidade de incentivar e avaliar a integração do ensino da pesquisa e da extensão. Para tal foram promovidas duas estratégias iniciais: a implementação de um projeto modelar de integração ensino/pesquisa/extensão e a celebração de um encontro conjunto das coordenadorias de pesquisa e extensão que aconteceu no dia 9 de novembro com ocasião do IV Encontro de Extensão que teve como tema "A integração do Ensino da Pesquisa e da Extensão" e contou com a participação das duas coordenadorias, de pesquisa e de extensão. As apresentações deveriam, não apenas relatar a experiência do seu projeto de extensão, mas mostrar a sua ligação com a pesquisa e em que tinha contribuído para a melhoria do ensino. A experiência foi registrada numa publicação patrocinada por ambas coordenadorias.
A primeira etapa do projeto modelar de interação do ensino/pesquisa /extensão consiste numa pesquisa sobre a percepção da instituição do casamento entre os estudantes do UNIPÊ, os valores atribuídos ao mesmo, a visão das palavras do Evangelho relacionadas ao tema, o conhecimento da legislação brasileira sobre casamento, união estável e temas correlatos, assim como as opiniões sobre temas polêmicos, como a união legal entre pessoas do mesmo sexo. Esta pesquisa será desenvolvida com a participação de vários cursos e profissionais de diferentes áreas do conhecimento, de forma a torna-la transdisciplinar. Dela participarão alunos de iniciação científica.
Numa segunda etapa , levando em conta os resultados da pesquisa, serão promovidos cursos e ações de extensão junto à comunidade.Numa terceira etapa, a luz das experiências junto à comunidade, a pesquisa será ampliada e aprofundada, em outros universos e com outras metodologias mais sofisticadas para retornar mais uma vez às ações e cursos de extensão. O ensino de várias disciplinas de vários cursos será enriquecido com a experiência. Muitos alunos de iniciação científica serão beneficiados na sua formação e as publicações resultantes enriquecerão o currículum de todos os participantes, projetando o UNIPÊ como Instituição de Ensino.
Em 2008 foi implementada a primeira parte do Plano Estratégico da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão - PRPGE. No bojo do Plano várias ações foram direcionadas para registrar, em projetos e relatórios, a integração Ensino, Pesquisa e Extensão de forma a elaborar relatórios estatísticos anuais como subsídio para a avaliação e o planejamento acadêmico.
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