Como já foi citada em postagens anteriormente, a Importância do Profissional da Saúde no Controle da Infecção Hospitalar. Pensando nisso, corroborando sobre este tema, a Equipe da ASCOM FISIO, entrevistou a Enfermeira Rebecca Brito.
Para que não a conhece, Rebecca Brito é graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Santa Emília de Rodat, com mais de 15 anos de experiência na área. Atualmente é preceptora de Estágio na disciplina de Clínica Médica do curso de Enfermagem do UNIPE e atua na Coordenação de Enfermagem do HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO. É especialista em Administração Hospitalar e coordena também a Comissão de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH) e a Coordenação na Unidade Terapia Intensiva do mesmo Hospital. Atuou na docência na disciplina Assistência em Terapia Intensiva para Técnicos de Enfermagem. Ou seja, ninguém mais competente para falar sobre este assunto de tamanha importância, não só para os profissionais da saúde, como também para a sociedade.
Entrevista:
Quais são as Ações da Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar aqui no Hospital São Vicente de Paulo?
Nós realizamos treinamentos com os profissionais no combate a Infecção Hospitalar, fazendo todo um levantamento pra levantar as culturas presentes no Hospital e consequentemente, evitar a incidência do aumento da infecção. Além da parte de Educação e Saúde com a Equipe.
Nós temos treinamentos com os profissionais, mostramos o uso correto da luva, a gente diz: “Vamos lavar as mãos, Vamos lavar as mãos…”, mas se eu lavo as mãos e não faço um uso adequado das luvas, espalho a IH. Vou dar um exemplo da Fisioterapia: Eu calço a luva, desço a grade do leito, manuseio o paciente, logo após subo a grade e pego a caneta, escrevo ou evoluo na conduta, depois tiro a luva e retorno para pegar na mesma grade sem a luva, em seguida vem outro profissional, ou o médico e vai tocar naquela grade que você contaminou.
O que acontece caso algum profissional for flagrado descumprindo alguma norma da CCIH?
Bem, a CCIH não pode ter caráter punitivo, ela tem caráter educativo, porque se nós formos punir, nós não iremos aderir o profissional e o paciente a nossa causa. Nós trabalhamos com ele de uma forma educativa, demostrando que, se eles controlarem a infecção hospitalar, vão proteger a eles mesmos… Porque se eu agir da forma correta, eu protejo o meu paciente e eu me protegendo também. Se eu trabalho num hospital, com Infecção Hospitalar eu acabo levando essa Infecção pra casa, então preciso tomar várias medidas, para uma proteção como um todo.
O Processo de educação tem que ser constante, não é uma Palestra que você ministra de maneira isolada e acabou… Tem que ser continuo, porque o que acontece, o profissional na repetição dessa conduta diariamente, acaba entrando num “modo automático” e não consegue perceber que está contaminando tudo.
Qual a Importância do Profissional da Saúde no Controle da Infecção Hospitalar (IH)?
Ele vai evitar a disseminação da IH! Quando eu tenho um profissional bem preparado, orientado, consciente, eu vou evitar a disseminação da infecção de vários pacientes, consequentemente evitar surtos, diminuir o número de óbitos, o uso abusivo de antibióticos que acabo gerando uma resistência desses pacientes aos antibióticos comuns, levando a tomar antibióticos bem potentes, gerando um custo maior pro Hospital.
Ações da CCIH no Hospital São Vicente
A Equipe do Blog de Fisio agradece a Enfermeira Rebecca Brito por nos ceder essa entrevista e por toda a atenção que tratou a nossa Equipe.
Entrevista e Fotos: Basílio Henrique (Acadêmico de Fisioterapia – UNIPÊ)
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