set 18

Atenção alunos do Curso de

 Psicologia,

Estão aberta as inscrições para os alunos interessados em participar da Ação Social UNIPÊ, no dia 26 de setembro de 2009. As atividades serão desenvolvidas em cinco bairros de João Pessoa: Bancários, Lagoa e Tambaú.

A Ação Social é uma excelente oportunidade para por em prática os conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula. PARTICIPEM!

 

TEMOS POUCAS VAGAS!

 

Os interessados deverão imprimir a ficha de inscrição do BLOG, preencher e entregar na Secretaria do curso até o dia 21 de setembro de 2009.

Coordenação de Psicologia

 

Candidato a Ação Social

Informações do Candidato

Nome:

Matrícula:

Período:

Telefone:

Email:

Marque um local para trabalhar:

 

Tambaú, Lagoa e Bancários.

Data:

Assinatura:

set 16

Shirlei Praxedes Pereira e Tatiane Schneider

Acadêmicas do 8° período de Psicologia

UNIPÊ – João Pessoa

Supervisionado pela Professora : Mônica Bandeira

O primeiro médico a fazer uma descrição clínica sobre a Síndrome de Down (SD) foi John Langdon Down, médico inglês que, em 1866, denominou a síndrome como “mongolismo”. Em 1958, descobriu-se que a síndrome tratava-se de uma alteração do cromossomo 21, isto é, ao invés de possuir 46 cromossomos por célula agrupados em 23 pares, o indivíduo apresentava 47.

Caracterizada por um atraso do desenvolvimento, tanto das funções motoras como das funções mentais, a SD faz com que o seu portador apresente algumas características específicas: quando bebê são molinhos e pouco ativos, perímetro cefálico menor, face com contorno achatado, nariz pequeno e cavidades nasais estreitas; pálpebras apertadas, boca e orelhas pequenas dentre outras.

Em relação ao desenvolvimento, as funções motoras e cognitivas estão interligadas, pois quanto ao desenvolvimento motor, às crianças com SD apresentam um atraso que depende muito da estimulação e interação da criança com seu meio, já o desenvolvimento cognitivo é decorrente da interação da criança com o ambiente e das mediações feitas a esta criança por pessoas próximas.

Esta mediação tem como ferramenta o lúdico-recreativo. As atividades centradas no prazer e no caráter lúdico possibilitam o aprimoramento das habilidades motoras humanas de modo progressivo por meio de brincadeiras, jogos, danças, entre outros, desenvolvendo com maior facilidade os aspectos, físico, motor, cognitivo, emocional e intelectual.

Dessa forma, os jogos de exercício, são uma forma de assimilação funcional e repetitiva, que formam hábitos, e esquemas sensório-motores. Quando algo se estrutura como forma, é assimilado, tende a ser repetido, gera prazer, satisfação e cria hábitos. A repetição de hábitos é fonte de significados, e pode ter sentido funcional ou estrutural.

A aprendizagem, através da brincadeira, torna-se função motivadora, ajudando, assim, o sindrômico de Down a desenvolver confiança em si e suas capacidades, começando a ter maior percepção a respeito do outro. Por este motivo, tanto o lúdico, como o ambiente no qual a criança está inserida, são importantes para seu desenvolvimento.

Mesmo que a brincadeira do portador de SD seja similar ao da criança normal, ela vai tender a ser menos explorativa, sendo importante apoiar-se em brincadeiras como, jogos com regras para que se tenha uma participação útil no trabalho de estimulação de sua sensibilidade, hábitos posturais e equilíbrio.

Com reeducação psicomotora e por meio de suas vivências, e interação com o mundo, a criança é levada a adaptar-se socialmente e tomar parte no seu processo de ensino-aprendizagem, pois o brincar aumenta a confiança em si mesma e em suas próprias capacidades e, a propósito, vencem seus limites explorando novos conceitos que a ajudarão a atingir a independência.

Entretanto, vale ressaltar que a família é parte importante nesse processo de desenvolvimento da criança com Down, pois a mesma constitui o sistema social que mais contribui de forma significativa, mesmo que outros sistemas como escolas possam contribuir para o seu desenvolvimento. Por isso, torna-se imprescindível que os pais sejam acolhidos em sua dor ao saberem da necessidade especial do filho para que os mesmos possam restabelecer a importância de seu papel na vida da criança.

Esse acolhimento por parte de profissionais e familiares é importante, pois possibilita que os pais se dediquem com mais veemência ao filho e se disponham ao cuidado necessário para seu pleno desenvolvimento emocional. Portanto, essa interação só vem a somar para o crescimento da criança com SD e possibilitar a sua inserção na sociedade.

Assim sendo, é no seio da família que a imagem estereotipada do portador de SD começa a mudar, tendo em vista que é através da brincadeira, do lúdico e do ambiente que ele é capaz de desenvolver habilidades e potencialidades que permitirão ter uma vida independente por meio das ferramentas que lhes foram oferecidas.

Por possuírem a singularidade inerente a cada ser humano, cada uma irá crescer e se desenvolver de acordo com suas particularidades, com oportunidade de compartilhar descobertas que revelem suas potencialidades, o que fará com que sua contribuição, por meio de seu trabalho no futuro, seja reconhecido pela sociedade. Portanto, respeitá-los como cidadão faz parte de uma sociedade democrática.

Referências

COUTO, T. H. A. M. (2007). A mãe, o filho e a Síndrome de Down Dissertação de mestrado, Centro de Ciências da Vida, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC-Campinas, 134p.

Reescrevendo a Síndrome de Down por Meio de Brincadeiras. Disponível aqui

SILVA, Nara Liana Pereira; DESSEN, Maria Auxiliadora. Crianças com síndrome de Down e suas interações familiares. Psicol. Reflex. Crit.,  Porto Alegre,  v. 16,  n. 3,   2003 .   Disponível aqui.

.