ago 24

Caros amigos. Temos certeza que muitos profissionais da área de saúde não sabem o que nós, do curso de fisioterapia do UNIPÊ, fazemos no seio de uma equipe multiprofissional dentro do setor de Hemodiálise. Muitos se perguntam: como isto acontece? O que podemos fazer por esta população? Enfim… hoje, estamos aqui para dizer a vocês que podemos fazer… MUITO. Instigados por estas perguntas e com o apoio do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), hoje Hospital-Escola do UNIPE, que tudo começou e de forma pioneira nas regiões Norte e Nordeste do País na atividade de fisioterapia durante a hemodiálise.

A Doença Renal Crônica (DRC) é considerada um problema mundial de saúde pública, em decorrência de sua incidência que vem aumentando a cada dia devido, principalmente a prevalência dos casos de diabetes mellitus e hipertensão arterial na população. Estima-se que o número de pessoas com Doença Renal (DR), no Brasil, é da ordem de 1,4 milhões de indivíduos e destes 70.872 aproximadamente recorrem à hemodiálise (KLAFKE, MORIGUCHI, BARROS, 2005).

A fisioterapia, através de suas técnicas de atuação nas disfunções osteomioarticulares, neurológicas e cardio-respiratórias, contribui de forma significativa na prevenção, no retardo da evolução e na melhoria de várias complicações apresentadas pelo paciente renal.

Existem, atualmente, poucos estudos nessa área, assim como poucos trabalhos desenvolvidos no Brasil, justificando a importância de ampliar a atuação da fisioterapia em toda a clientela de pacientes renais e desenvolver pesquisas que comprovem a eficácia do tratamento fisioterapêutico.

Mediante a todas essas possibilidades e preocupados com o compromisso social na formação do aluno e na ação comunitária que professores e alunos do UNIPÊ, junto com os demais profissionais da equipe do HSVP em seus diversos setores; seja na Enfermaria, CTI e principalmente na Hemodiálise trabalham com muito amor, dedicação e orgulho.

Após consolidar o setor de hemodiálise na disciplina de Estágio Supervisionado I, decidimos seguir com mais um projeto com o objetivo de minimizar e melhorar as complicações inerentes da doença, bem como aumentar a auto-estima destes pacientes proporcionando assim uma qualidade de vida mais intensa aos pacientes, familiares e seus cuidadores.

Hoje, o projeto de extensão Fisioterapia na Hemodiálise funciona no HSVP nos dois turnos, mediado pelos docentes: Adriana Gomes, Annuska Vieira, Ana Margarida do Valle Rocha, Ana Maria Delgado Santos, José Heriston Morais e Rosa Camila Gomes Paiva. Conta com a participação de 14 alunos, 04 alunos observadores e de 06 egressos que desenvolvem diversas atividades na área de prevenção e minimização das complicações através de palestras educativas, rodas de conversa, atividades lúdicas e atendimentos fisioterapêuticos antes, durante e após as sessões de hemodiálise. Além disso, a terapia é estendida com orientação e dinâmica de grupo para os cuidadores e cinesioterapia laboral com os técnicos de enfermagem, que se dedicam com tanto afinco a profissão tão árdua.

Deixamos aqui nossa mensagem e convidamos todos vocês a conhecer nosso trabalho e a se envolver nessa atividade.

Profª Ana Margarida do Valle Rocha

Coordenadora do Projeto de Extensão “Fisioterapia na Hemodiálise”



ago 15

O Curso de Fisioterapia está inscrevendo alunos para projetos de monitoria, pesquisa e extensão até o próximo dia 20. O Processo Seletivo será realizado no período de 21 a 25 de agosto, no campus da instituição, na Capital paraibana. As inscrições podem ser feitas na Coordenação do curso, no Bloco M (Sala 202), das 7h00 às 19h00. Serão oferecidas 19 meias-bolsas distribuídas entre as melhores notas dos projetos. Maiores informações poderão ser adquiridas na Coordenação do curso de Fisioterapia, pelo telefone 2106 9273.

Confira, abaixo, o número de vagas oferecidas em cada projeto.

Projetos de Monitoria N° de vagas
Anatomia I 01 vaga
Anatomia II 01 vaga
Citologia e Histologia (turma A e U) 01 vaga cada
Cinesioterapia I (turma A) 01 vaga
Cinesioterapia II (turma A e U) 01 vaga cada
Fisioterapia Geral I (Turma A e U) 01 vaga cada
Fisioterapia Geral II (Turma A e U) 01 vaga
Neuroanatomia 02 vagas
Bases, Mét. e Técnicas de Avaliação em Fisioterapia (turma A e U) 01 vaga cada
Massoterapia e Manipulação (Turma U) 01 vaga
Fisioterapia Aplicada à Ortopedia e Traumatologia (turma A e U) 01 vaga cada
Fisioterapia Aplicada à Pneumologia (turma A) 01 vaga
Fisioterapia Aplicada ao Sistema Cardiovascular (turma A) 01 vaga cada
Fisioterapia Aplicada a Neurologia (Turma U) 01 vaga
Fisioterapia Aplicada a Geriatria (Turma A e U) 01 vaga cada
Fisioterapia Aplicada a Pediatria (Turma U) 01 vaga
Fisioterapia Aplicada a Ortopedia e Traumatologia (turma A e U) 01 vaga cada


Projetos de Pesquisa N° de vagas
Efeitos da posição vertical na fase ativa do trabalho de parto 02 vagas

01 vaga observador

Perfil dos trabalhadores portadores de deficiência física do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ através de abordagem ergonômica 02 vagas

01 vaga observador

Fisioterapia e seus benefícios no câncer do tecido ósseo e conectivo 02 vagas

02 vagas observador

Humanização e práticas de saúde entre profissionais e gestores em unidades de saúde da família em João Pessoa 03 vagas

02 vagas observador


Projetos de Extensão N° de vagas
Equoterapia como modalidade alternativa direcionada à crianças com necessidades especiais 02 vagas

02 vagas observação

Fisioterapia na Saúde da Mulher 03 vagas

02 vagas observação

Fisioterapia na Hemodiálise 04 vagas

04 vagas observação

Intervenção Fisioterapêutica em neonatos e crianças hospitalizadas com comprometimento pulmonar 06 vagas

02 vagas observação

Educação e Promoção em Saúde no âmbito escolar: uma experiência na Escola Estadual Pedro Lins Vieira de Melo 02 vagas

04 vagas observação


ago 8

Na última quarta-feira, dia 06 de agosto, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgou o resultado do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) de 2007,realizado no dia 11 de novembro em 1375 locais de provas de 613 municípios.

O Enade, que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências.

A prova do ENADE/2007, avaliou os cursos de agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia fonoaudiologia, medicina veterinária, medicina, nutrição, odontologia, serviço social, tecnologia em agroindustria, tecnologia em radiologia, terapia ocupacional e zootecnia.

A boa notícia é que o Curso de Fisioterapia do UNIPÊ recebeu o 2º MELHOR CONCEITO DO ESTADO, entre todas as Instituições de Ensino de Fisioterapia. Os resultados podem ser observados na página do Inep.

ago 6

A época de conclusão de curso de graduação é uma das fases mais críticas da vida de qualquer pessoa. Dentre as opções de pós-graduação disponíveis, está a Pós-Graduação strictu sensu, que engloba o Mestrado e Doutorado. Este é o tipo de formação ideal para quem gosta e quer se dedicar ao Ensino e Pesquisa.

Os cursos de Graduação e Pós-Graduação dão total prioridade à contratação de profissionais mestres e doutores, portanto, para aqueles que querem seguir a carreira acadêmica, não há outra alternativa.

O Mestrado é um curso que, atualmente, tem duração média de 2 anos. Pode ser de dois tipos: o Mestrado Acadêmico (também chamado de Mestrado Científico) e o Mestrado Profissional. As próprias universidades têm dúvidas sobre o que diferencia estes dois tipos de mestrado. Segundo o Parecer 79/2002 do CNE/CES, estes dois tipos de Mestrado “conferem grau e prerrogativas idênticas, inclusive para o exercício da docência”, e como todo programa de pós-graduação strictu sensu “tem a validade nacional do diploma condicionada ao reconhecimento do curso”. Ou seja, o diploma de um Mestrado Acadêmico vale o mesmo que um diploma de Mestrado Profissional, em qualquer faculdade ou universidade, em qualquer lugar do Brasil. Então qual a diferença entre esses dois tipos de mestrado? A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em sua página de “Perguntas mais freqüentes” (http://www.capes.gov.br/duvidas#3), responde a essa questão da seguinte forma: “Mestrado Profissional é a designação do mestrado que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Esta ênfase é a única diferença em relação ao acadêmico. (…) Responde a uma necessidade socialmente definida de uma capacitação profissional de natureza diferente da propiciada pelo mestrado acadêmico e não se contrapõe, sob nenhum ponto de vista, à oferta e expansão desta modalidade de curso, nem se constitui em uma alternativa para a formação de mestres segundo padrões de exigência mais simples ou mais rigorosos do que aqueles tradicionalmente adotados pela pós-graduação.” Ou seja, o Mestrado Profissional não veio substituir o Acadêmico (que já existe há mais tempo), apenas veio trazer uma opção de Pós-Graduação strictu sensu com ênfase na qualificação profissional.

No Brasil, existem 8 Programas de Pós-Graduação strictu sensu na Área de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (para mais informações, clique aqui). Os 8 oferecem Mestrado Acadêmico, e apenas 2 oferecem também o Doutorado. Cinco destes programas estão no Estado de São Paulo (UNINOVE, UFSCAR, UNESP, UNIMEP e UNICID), dois estão localizados em Minas Gerais (UFMG e UNITRI), e apenas um está no Rio Grande do Norte (UFRN). Uma boa notícia é que recentemente foi aprovado o Mestrado Acadêmico da UFPE, e a expectativa é que ainda este ano seja lançado o edital de seleção para os alunos da turma pioneira.

Mas então você poderia se perguntar: “E como é possível que tenhamos tantos professores mestres e doutores, se existem tão poucos mestrados e doutorados em Fisioterapia no Brasil?” Resposta: Nós podemos entrar nos mestrados em áreas afins. Ou seja, nós podemos desenvolver trabalhos em qualquer área, desde que exista um link entre a Fisioterapia e a linha de pesquisa do orientador ao qual se está concorrendo à vaga. Na própria UFPB temos diversos programas de Mestrado e Doutorado, como por exemplo o de Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Educação, Engenharia de Produção, etc. O que muitos fisioterapeutas fizeram: procuraram se informar das linhas de pesquisa, com seus respectivos orientadores, e se submeteram aos processos seletivos. Assim se formou a esmagadora maioria dos mestres e doutores que temos hoje na Fisioterapia.

Os Mestrados Profissionalizantes são mais comuns na Área da Saúde Coletiva, onde temos 34 Mestrados Acadêmicos e 13 Mestrados Profissionalizantes no Brasil, além de 17 Doutorados. Mais informações aqui.

No site da CAPES (http://www.capes.gov.br/) é possível encontrar todos os cursos reconhecidos e recomendados com os respectivos conceitos, que vão de 1 a 7. A implantação de Cursos de Mestrado e Doutorado requer o preenchimento uma série de exigências, por isso ainda existem poucos programas no Brasil. Mas a tendência é que nos próximos anos esse número aumente, assim como a quantidade e qualidade das pesquisas desenvolvidas , bem como dos artigos científicos que virão como conseqüência.

Jailson Ferreira- Professor do curso de Fisioterapia do UNIPÊ.

 

 

ago 4

show_room_vernier_1651.jpg Primeiramente, caros colegas, é importante destacar alguns pontos importantes desta proposta do governo Federal que veio a somar com o Programa Saúde da família já existente em nosso país, no qual o fisioterapeuta não estava inserido dentro da equipe básica, formada pelo médico, enfermeira, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde e posteriormente, o odontólogo. Considerando o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família, a melhoria da qualidade e resolutividade da Atenção Básica, está sendo proposta, com apoio, incentivo e empenho do UNIPE, a criação do NASF - Núcleo de Apoio à Saúde da Família, pela portaria N° 154, de 24 de Janeiro de 2008 cujo objetivo rege a ampliação da abrangência e o escopo das ações da atenção básica, bem como sua resolubilidade, apoiando a inserção da estratégia de Saúde da Família na rede de serviços e o processo de territorialização e regionalização a partir da atenção básica. O NASF é constituído por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, incluindo o fisioterapeuta, os quais trabalham em parceria com os profissionais das equipes de Saúde da Família, atuando diretamente no apoio as equipes e na unidade na qual o NASF está cadastrado. Essa relação prevê uma revisão da prática do encaminhamento com base nos processos de referência e contra-referência, ampliando-a para um processo de acompanhamento longitudinal de responsabilidade da equipe de Atenção Básica/Saúde da Família, atuando no fortalecimento dos seus atributos e papel de coordenação do cuidado no SUS. A equipe é composta por no mínimo cinco profissionais, definidos pelos gestores municipais, dentre as seguintes ocupações: Médico Acupunturista, Assistente Social, Professor de Educação Física, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico Ginecologista, Médico Homeopata, Nutricionista, Médico Pediatra, Psicólogo, Médico Psiquiatra e Terapeuta Ocupacional. O seu funcionamento também ocorre paralelamente ao do PSF do município, com carga horária de 40 hs semanais, podendo envolver dois profissionais com 20hs semanais cada. É importante destacar que a composição será definida pelos gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações, por isso, é necessário um estudo do perfil de cada cidade a ser implantada. Tendo em vista, a magnitude epidemiológica dos transtornos mentais, recomenda-se que cada NASF conte com pelo menos 1 (um) profissional da área de saúde mental. Um NASF poderá prestar apoio a equipes de Saúde da Família de mais de um município, o que chamamos de consórcios entre os municípios menores em habitantes. Sendo assim, o profissional fisioterapeuta habilitado a atuar na promoção e proteção da saúde, prevenindo e reabilitando em níveis individual e coletivo, é de suma importância a sua inserção dentro deste programa. Associado ao PSF, suas práticas se traduzem em um novo modelo de atenção que abrange e privilegia toda a comunidade, ganhando resolutividade e efetividade, valorizando a nossa profissão por todos que são assistidos e os assistem. Tornando-nos agentes ativos transformadores do processo saúde-doença da nossa população, o que implica numa melhoria da qualidade de vida de todos. Afinal, somos profissionais que buscamos uma harmonia que vai além do corpo (físico), mas de todo um convívio social. Como fisioterapeuta, especialista em PSF e Saúde Pública, vejo como sendo uma oportunidade brilhante de mostrarmos o nosso papel, com estratégias e ações sólidas, que no futuro não muito distante, darão doces e bons frutos.

Dra Rachel Cavalcanti Fonseca

Fisioterapeuta da Atenção Básica e Docente do UNIPÊ

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