fev 21

No último dia  09 de fevereiro, a coordenação e os alunos do curso de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) mantiveram a ideia diferente e divertida de recepcionar os “feras”. Pelo segundo ano consecutivo, os calouros participaram do Bloco “Portadores da Folia”, da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), que saiu às ruas da Capital.

Em clima de Carnaval, feras e veteranos cairam na folia durante mais um “Trote Solidário”.

A iniciativa buscou fazer com que os calouros já compreendam o espírito da solidariedade e da humanização, que são imprescindíveis para a formação na área da saúde.

nov 21

Queridos alunos e professores, muitas especulações têm surgido diante da discussão do Ato Médico, aumentadas ainda mais,  essa semana, em virtude da insatisfação provocada por um capítulo da novela Viver a Vida.

Observando as constantes dúvidas e visando promover maiores esclarecimentos sobre o projeto de Lei e as ações que vem sendo efetuadas pelos Conselhos, Sindicatos e Associações,  próxima terça-feira dia 24/11, às19h30min na FUNAD, o Crefito 1 estará promovendo uma reunião para discussão da repercussão da aprovação do “ato médico” nas nossas prerrogativas profissionais. Contamos com a participação de todos!

E Por fim, buscando demonstrar que estamos todos juntos nessa luta, abaixo seguem os ofícios enviadaos pelo Crefito-SP  e do Crefito 6 à Rede Globo de Televisão.

CREFITO-SP SE MANIFESTA SOBRE NOVELA VIVER A VIDA
Leia ofício enviado à Rede Globo sobre capítulo 55, de 16/11

A:
Roberto Irineu Marinho, Presidente das Organizações Globo
Manoel Carlos, autor da novela Viver a Vida
Fabrício Mamberti, Diretor Geral da novela Viver a Vida
Jayme Monjardim, Diretor de Núcleo da novela Viver a Vida

Caros Roberto, Manoel, Fabrício e Jayme:

Em primeiro lugar, gostaríamos de parabenizar a Rede Globo de Televisão pela alta qualidade de seus programas. No entanto, no dia 16/11/2009 a Globo veiculou um diálogo na novela Viver a Vida que entendemos ser inapropriado e desrespeitoso para com os profissionais da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional. Em especial foi dito:

DR. MORETTI: Agora, seu programa de reabilitação! Esse aqui é o Dr. Alexandre, seu fisiatra.
DR. ALEXANDRE: Olá, Luciana!
LUCIANA: Olá! Tudo bom?
DR. ALEXANDRE: Tudo, e com você?
LUCIANA: Hum. Ó, já vou logo avisando que eu sou mais bonita do que sou aqui, tá?
(Dr. Alexandre e Dr. Moretti riem)
DR. MORETTI: O Dr. Alexandre, ele vai comandar toda a sua reabilitação. Ele vai programar a sua fisioterapia, terapia ocupacional e outras necessidades. Enfim, ele vai monitorar e acompanhar a sua recuperação até o fim.
(Luciana sorri)
DR. ALEXANDRE: O tratamento é lento. Ele requer muita disciplina e força de vontade. Você vai ter que ter paciência, mas podemos começar os exercícios de fisioterapia hoje mesmo, tudo bem? Luciana, estamos todos juntos e empenhados.

A Constituição Federal determina que o cidadão é livre para fazer o que quiser a menos que uma lei explicitamente o proíba. Isso inclui o exercício de qualquer profissão ou ofício. As profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional estão regulamentadas no Brasil desde 1969 pelo Decreto-lei nº 938. De acordo com esses regramentos, apenas os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem diagnosticar, prescrever e executar tratamento em suas respectivas áreas de atuação, de forma autônoma.

Admiramos e aplaudimos as virtudes dos médicos, mas cabe a eles a prescrição medicamentosa e a intervenção cirúrgica. O diálogo veiculado na novela Viver a Vida estimula o exercício ilegal das profissões de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais por médicos com especialidade em fisiatria.

Os modernos sistemas de saúde do mundo estão fundamentados na oferta dos serviços de saúde por equipes multidisciplinares, onde cada profissional respeita e admira as virtudes que cada um agrega à vida saudável. Nesse sentido, os 150 mil fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais se sentiram ofendidos com o diálogo veiculado na novela, no qual o médico fisiatra deixa claro que o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional atuarão sob sua tutela. As decisões sobre tratamentos de reabilitação são tomadas de forma consensual entre os membros das equipes multidisciplinares de saúde e não de forma hierárquica, como mostrado no diálogo acima. Ao contrário do que é afirmado, o fisiatra não possui a prerrogativa legal e muito menos as habilidades e competências para coordenar e prescrever os serviços de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

O Estado brasileiro realiza hoje 1 bilhão de consultas médicas no SUS, com duração máxima de 5 minutos. Essas consultas estão gerando meio bilhão de exames a um custo bilionário com medicamentos. No entanto, temos 50 milhões de portadores de doenças crônicas e ainda vivemos uma década a menos do que poderíamos. A solução para os graves problemas de saúde do Brasil inclui a oferta de serviços das equipes multidisciplinares de saúde à população.

Contamos com a sensibilidade de Vossas Excelências para que o Brasil possa admirar e aplaudir as virtudes dos profissionais da saúde. Não temos dúvida que o Brasil mais uma vez terá a oportunidade de assistir às virtudes que as ciências da Fisioterapia e Terapia Ocupacional oferecem na reabilitação das milhares de vítimas dos acidentes de carros. Contamos com a pronta recuperação da personagem Luciana, interpretada pela atriz Alinne Moraes. A recuperação de seus movimentos devolverá e dará vida com graciosidade a essa bela personagem. O sucesso da cirurgia feita pelas mãos do brilhante neurocirurgião Dr. Moretti, a correta prescrição medicamentosa do excelente fisiatra Dr. Alexandre, completada pela atuação brilhante do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional é a materialização da vida que clama pelo respeito e pela paz nas equipes multidisciplinares de saúde.

Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo

nov 9

Introdução: O processo de envelhecimento traz modificações de ordem física, social e psíquica. O declínio físico associado a ocorrência de doenças crônico-degenerativas leva em muitos casos à perda da capacidade funcional dos idosos tornando-os dependentes ou parcialmente dependentes para as suas AVD’S. Idosos institucionalizados possuem mais limitações funcionais se comparado aos residentes em comunidades, essas limitações associadas à co-morbidades contribuem para o descondicionamento físico, risco de quedas e Síndrome da Imobilidade. Preservar a mobilidade geral nesta população é um desafio para os profissionais de saúde que prestam assistência em Institutos de Longa Permanência. Este trabalho tem como objetivo descrever uma experiência acadêmica desenvolvida no Instituto de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Vila Vicentina Júlia Freire da Cidade de João Pessoa - Paraíba. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo descritivo e exploratório, de natureza qualitativa. O trabalho fora desenvolvido por discentes do 8 período, da disciplina de Estágio Supervisionado I, do curso de graduação em Fisioterapia do Centro Universitário UNIPÊ. Descrição da Atuação: O tema escolhido para desenvolver a atividade em grupo com os idosos institucionalizados foi “Semana do Movimento Corporal”, cujo objetivo principal era estimular a manutenção da mobilidade geral, melhorar a interação social e estimular a memória. A atuação ocorreu nos dias 18/08/09 e 20/08/09 com duração de 2 horas cada e teve a participação de 23 idosos sendo 14 do sexo feminino e 9 do sexo masculino. Entre os idosos existiam os que eram dependentes, parcialmente dependentes e independentes para as atividades básicas da vida diária. No início e no final da intervenção foi verificada a pressão arterial de cada idoso. Cada dia foi realizada uma dinâmica de apresentação da equipe estimulando a interação entre os acadêmicos e os idosos e a memória. Para a dinâmica foram utilizados crachás contendo o nome de cada integrante que ao se apresentar solicitava a repetição do nome pelos idosos. Foi enfatizada através de música e coreografias, que simulavam atividades básicas da vida diária, a importância para os idosos de manter a independência funcional, dentro dos limites individuais diante das AVD’S como alimentação, banho, transferências e higiene pessoal. Foi realizada uma sequência de exercícios de aquecimento e alongamento da musculatura cervical, membros superiores e tronco, associado ao uso da música, bolas e bastões. As intervenções de ambos os dias foram finalizadas com um Bingo objetivando estimular a interação social, memória e coordenação motora. Considerações Finais: Visto que o grupo era heterogêneo quando a sua funcionalidade, buscou-se em toda a atuação realizar adaptações para que todos os idosos pudessem participar das atividades dentro de suas limitações. Visando alcançar o objetivo proposto sugerimos a integração e capacitação dos cuidadores e dos demais profissionais de saúde envolvidos no processo de cuidado, de modo que ofereçam suporte necessário e adequado para os idosos em suas AVD’S sem, contudo tira-lhes a funcionalidade.

Palavras-Chaves: Promoção da saúde, institucionalização, capacidade funcional.

 Rhayssa Rhaquel S. Melo (rhayssa@click21.com.br)¹ Lorena Gadelha (camillagadelh@hotmail.com)¹ Christina (achristina_fisio@hotmail.com) CamillaAlexandraRachel Fonseca (rachelcfjp@hotmail.com)² Delgado²Márcia                                                                          

¹ Discentes do curso de Graduação em Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ

² Docentes do curso de Graduação em Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ

 

out 30

Apesar da luta e de diferentes ações e campanhas de combate à violência contra a mulher, no mundo inteiro, a realidade cotidiana mostra números que revelam uma sociedade violenta contra as mulheres.A violência contra a mulher consiste em qualquer ato de violência que tem por base o gênero resultando em dano ou sofrimento de natureza física, sexual ou psicológica. ¨É qualquer conduta, ação ou omissão de discriminação, agressão ou coerção ocasionada pelo simples fato da vitima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados¨(CONSELHO DAS NAÇÕES UNIDAS,1992).

Entre os tipos de violência que são: a violência de gênero, doméstica, familiar, física, institucional, moral, sexual e psicológica. A violência física é a forma de violência que além de danos a estrutura corporal da mulher causa traumas psicológicos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 10 a 50% das mulheres já sofreram agressões físicas. Um outro tipo de violência contra a mulher que agride além de sua integridade moral e física é a violência sexual, consta no código penal brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 12 a 25% das mulheres já foram atacadas ou sexualmente agredidas. De uma forma geral cerca de 33% das mulheres já sofreram algum tipo de violência.

Mesmo considerando aspectos sociais, culturais e religiosos, a realidade da violência contra a mulher a nível mundial mostra algo de relevante preocupação. No Canadá uma em cada dez mulheres já foi agredida por seus companheiros e menos de 20% recorram à polícia. E o Japão, que apresenta traços marcantes de submissão das mulheres, dados da Associação de Investigação sobre Violência Conjugal concluiu que 78,5% das mulheres que vivem com seus maridos ou companheiros sofrem maus tratos masculinos, e menos de 5% denunciaram. Calcula-se que no Brasil, em cerca de 15 milhões de lares, as mulheres sofrem violência doméstica.

Na Paraíba os dados também impressionam, segundo dados da organização não governamental Centro da Mulher 8 de Março, foram registrados de janeiro de 2009 a setembro do mesmo ano, 30 assassinatos, 17 tentativas de homicídios e 40 mulheres foram vitimas de estupro. E esses dados ainda podem ser mais alarmantes levando em conta que muitas mulheres não registram queixas ou não procuram ajuda junto aos órgãos competentes.

O Impacto da Lei Maria da Penha: O Brasil é o 18º da América Latina a contar com uma lei específica para os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher .A lei Maria da Penha, que é a lei Nº 11.340 de 7 de agosto de 2006, que entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, tem como propósito previnir, punir e erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher praticada no âmbito doméstico, familiar ou de relacionamento íntimo do agente do fato, independentemente da natureza do crime e de quem o pratique, podendo ser homem, mulher, filho(a), empregador(a).

A origem do nome da lei é uma Homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes que em 1983, em Fortaleza(CE), sofreu duas tentativas de homicídio por seu então marido Marco Antonio Herredia Viveiros (colombiano, professor universitário de economia). A primeira, com um tiro que a deixou paraplégica e a segunda, por meio de choques elétricos.

Essa lei promoveu grandes mudanças na legislação penal e processual penal, como também na assistência as mulheres vítimas de violência. Alguns aspectos relevantes são: não permite aplicação de penas ou medidas alternativas; não permite a suspensão condicional do processo sendo obrigatória a instauração do inquérito policial e da prisão em flagrante; a lesão corporal dolosa simples é pública incondicionada; triplicação da pena máxima de um para três anos de detenção; aumento dos mecanismos de proteção às vítimas, como a saída do agressor de casa, a proteção dos filhos e o direito da mulher ter de volta seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor; a integridade física e psicológica da mulher é assegurada pelo Juiz; acesso prioritário à remoção quando servidora pública, integrante da administração direta ou indireta, tendo manutenção do vinculo trabalhista e afastamento por 6 meses; a assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar compreenderá o acesso aos benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo os serviços de contracepção de emergência, a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e outros procedimentos médicos necessários e cabíveis nos casos de violência sexual. A Lei Maria da Penha também admite laudos ou prontuários médicos dos serviços de saúde como prova.

O enfrentamento da violência contra a mulher foi escolhido como eixo temático de trabalho do grupo de estágio supervisionado na Maternidade Frei Damião no mês de Setembro. O tema foi trabalhado por professores e alunos por meio de painel integrado e vídeos.

Para nós foi muito gratificante o debate sobre o tema. Através da  pesquisa textual e as discussões em grupo pudemos verificar que a violência contra a mulher, infelizmente é um fato bastante incidente na sociedade e necessita do envolvimento de todos para o enfrentamento deste quadro. Enquanto fisioterapeutas pudemos discutir como identificar o ciclo de violência e como proceder nos serviços de saúde.

Não se justifica nenhum motivo para agressão contra a mulher!

Acadêmicos: André Freire Santa Rosa e Thiago Morais Ferreira (Estágio Supervisionado II – Maternidade Frei Damião)

 

 

out 27

INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional no Brasil apresenta um expressivo crescimento decorrente de fatores, como a redução da taxa de fecundidade e os avanços da biotecnologia. Devido a todas essas transformações, vários estudos estão sendo desenvolvidos visando propor uma melhor qualidade de vida para a população idosa, principalmente para aqueles que se encontram institucionalizados. Estes por sua vez, apresentam um maior nível de dependência funcional o que leva a transformações como a perda ou redução das redes de apoio e relações sociais, da autonomia de pensamento e de vontade, da privacidade e da individualidade, acarretando problemas sociais e de saúde de forma a interferir no que denomina-se empoderamento; que caracteriza-se pela habilidade das pessoas conseguirem um entendimento e controle sobre suas forças pessoais, sociais, econômicas e políticas agindo para uma melhoria de sua qualidade de vida. OBJETIVO: Diante do exposto, buscamos relatar a vivência da Instituição de Longa Permanência (ILP) Vila Vicentina Júlia Freire, localizada na cidade de João Pessoa – PB, onde observamos a ação dos cuidadores para com os residentes, durante o período de Agosto a Setembro de 2009. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo do tipo descritivo e exploratório, de natureza qualitativa, onde a amostra foi composta por 62 idosos com diversas afecções crônicas e distúrbios psicológicos comuns do processo de envelhecimento, e 5 cuidadores. O período de coleta de dados ocorreu durante a disciplina Estágio Supervisionado I através das estagiárias de fisioterapia do 8º período do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No decorrer da análise verificou-se que com  a escassez de tempo e número inadequado de cuidadores, os idosos perdem sua autonomia, acentuando assim o declínio de sua funcionalidade, pois durante as atividades de vida diária os cuidadores precisam estimular a participação dos idosos durante a execução das mesmas ou que a realizem por conta própria. Para avaliar a capacidade funcional, foram observaradas algumas atividades como: as refeições, os cuidados com a higiene pessoal, ao vestir-se e transferir-se, e até mesmo em atividades mais simples, como beber água; o que inconscientemente exacerba todo o grau de dependência do residente nos seus aspectos emocional, social e físico comprometendo assim, a sua qualidade de vida. CONCLUSÃO: Logo, é fundamental desenvolver alternativas que viabilizem uma melhor capacitação das pessoas que prestam serviços nas instituições para garantir um maior grau de satisfação dos idosos no que diz respeito a qualidade de vida por meio de atividades que orientem e eduquem os mesmos. Além disso, é importante destacar que os profissionais de saúde são agentes essenciais em promover o empoderamento a esta população idosa em crescente ascensão, agindo de forma humanizada, integralizada e introduzindo ações que alcancem esse objetivo, mas que levem em consideração os aspectos sócio-culturais de cada indivíduos. Desta forma, uma boa qualidade de vida será atingida na terceira idade.

 

Palavras-chaves: empoderamento, institucionalização, qualidade de vida.

 

Alexandra Christina Santos da Silva (achristina_fisio@hotmail.com)*

Maria Cláudia de Araújo Nascimento (mclaudia.fisio@hotmail.com)*

Thayana Nara Gomes de Medeiros (thayanagmedeiros@gmail.com)*

Márcia de Oliveira Delgado (modfisio@yahoo.com.br) **

Rachel Cavalcanti Fonseca (rachelcfjp@hotmail.com) **

* Dicentes do Curso de Graduação de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa-Unipê

** Docentes do Curso de Graduação de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa-Unipê

 

 

out 22


A hemofilia é uma desordem hereditária da coagulação sanguínea, devido à deficiência funcional dos fatores de coagulação . A coagulação sanguínea é o resultado da conversão de uma proteína solúvel (fibrinogênio) em uma proteína insolúvel (fibrina), a qual forma o coágulo sanguíneo. Para que haja a conversão é necessário que ocorra fenômenos mecânicos, químicos e físico-químicos, como espasmo vascular, formação de tampão plaquetário, formação de coágulo sanguíneo e posteriormente, o crescimento final de tecido fibroso no interior deste coágulo para fechar o orifício do vaso. Estas reações conseqüentes de um seccionamento de um vaso necessitam de diversos fatores de coagulação. Na hemofilia ocorre uma ou várias modificações do mecanismo hemostático, o qual se torna insuficiente para prevenir ou coibir a hemorragia.

A hemofilia é um distúrbio da coagulação sangüínea geneticamente determinada, assim pode ser transmitida tanto pelo pai, quanto pela mãe e pode ser classificada em quatro tipos: tipo A, decorrente da insuficiência do fator VIII, sendo a mais comum das insuficiências hereditárias de fatores de coagulação, cerca de 85 %; a hemofilia B é a segunda mais frequente, com cerca de 15%; a hemofilia C é rara e a de von Willebrand ocorre aproximadamente 1 em cada 1.000 pessoas, incidindo na mesma proporção tanto em homens quanto em mulheres. Tanto a hemofilia A, quanto a B são herdados como traços ligados ao X, de modo que quase todos os indivíduos acometidos são do sexo masculino e as mulheres são portadoras e quase sempre assintomáticas, já que elas tem dois cromossomos X e o gene normal do seu segundo X impedirá o gene da hemofilia de expressar-se.

As hemofilias caracterizam-se clinicamente pelo aparecimento de sangramentos, que ocorrem após traumatismos de intensidade mínima. A hemartrose é o elemento clínico mais característico da hemofilia, tendo distensão, dor, impotência funcional, como manifestações clínicas. Esses derrames articulares são sempre provocados por microtraumas e são mais freqüentemente notados nas grandes articulações, sendo o joelho a articulação mais envolvida, isto se deve ao maior suporte de carga ou solicitação dessa articulação. Os hematomas musculares são a segunda causa mais comum de sangramentos em hemofílicos graves, podendo ocorrer espontaneamente ou após microtraumas. Caso não tratados de forma adequada podem resultar em organização fibrosa, com contratura muscular. A artropatia compreende o estágio final da hemartrose, acometendo principalmente os joelhos, tornozelos, cotovelos e coxo-femorais. A gravidade destas alterações degenerativas é geralmente, proporcional ao número de hemartroses ocorridas. Tem como características mais proeminentes a perda da movimentação articular, contraturas em flexão e a intensa atrofia da musculatura, secundária ao desuso.

Nos casos mais graves e avançados, a articulação pode apresentar-se anquilosada, com perda da mobilidade. O diagnóstico é sugerido por uma história de derrame articular após microtraumas, história familiar compatível com a herança ligada ao cromossomo X e presença de artropatia ao exame físico. Entretanto, será confirmado o diagnóstico através dos dados laboratoriais: tempo de coagulação mais prolongado, alargamento de tromboplastina parcial ativada e a identificação do fator de coagulação em deficiência pelo teste de geração da tromboplastina, outro recurso utilizado para diagnóstico da hemofilia é a reação de cadeia de polimerase: detecção de portadores do gen hemofílico, a clonagem e a caracterização dos gens possibilitam a análise genética da detecção de portadores e o diagnóstico pré- natal de PCR. O diagnóstico final, é dado pela dosagem da atividade dos fatores, que informará o tipo e gravidade da doença. O tratamento conservador baseia-se na reposição de fatores de coagulação, o mais utilizado, apesar de não representar a cura para o indivíduo hemofílico, possibilita o controle de episódios hemorrágicos. A terapia genética está em fase de experimentação, permite que células com genes VIII e IX sejam induzidas a sintetizar os fatores de que necessitam, tem como ponto limitador ainda seu alto custo e a não abrangência significativa para os portadores dessa coagulopatia.

A fisioterapia nestes pacientes tem como objetivos principais: trabalhar as fases do desenvolvimento neuropsicomotor normal, alem de prevenir incapacidades e melhora da função. Para que isto ocorra é necessário o tratamento precoce, já que hemorragias recorrentes podem levar a deformidade, contraturas, hipotrofias musculares e até mesmo a anquilose. Assim, o tratamento fisioterapêutico apresenta três fases: atenção precoce ao paciente, tratamento durante os episódios hemorrágicos e reabilitação das seqüelas incapacitantes do aparelho locomotor. O tratamento fisioterapêutico, no entanto, deve estar associado ao tratamento clínico, visto que a reposição do fator deficiente é essencial para manutenção da hemostasia sanguínea do paciente durante os episódios de hemorragia.

Alguns cuidados podem ser tomados pelos pais e cuidadores para evitar possíveis complicações, como: forrar com protetores o berço para evitar traumas diretos e como consequência a hemorragia; dar banho manipulando levemente articulações; não levantar a criança através do estiramento contínuo dos membros superiores, pois existe a possibilidade de causar hemartrose de ombro; não induzir a criança ao ortostatismo precoce para não desencadear hemartrose; quando ela começar a engatinhar deve ser colocado luvas, para joelho para proteger articulações e áreas sensíveis; evitar usar roupas apertadas, pois podem ocasionar equimoses e hematomas; nas calças compridas, costurar proteção acolchoada nos joelhos e nas nádegas, para amortecer as quedas; colocar piso antiderrapante no chão do banheiro. É importante a prática de atividades físicas pelo hemofílico orientadas por profissionais competentes, pois trará vários benefícios como: músculos mais fortes para proteger as suas articulações e assim ajudar a reduzir os sangramentos espontâneos, assim como o controle do peso e consequentemente a eliminação da sobrecarga nas articulações. No entanto, nem todas as atividades físicas são indicadas para pacientes hemofílicos. Atividades como artes marciais, o boxe são atividades que merecem cuidado. Contudo, atividades como caminhadas e natação são consideradas seguras.

Acadêmicas de fisioterapia: Kathlyn Cavalcanti e Ana Clécia.

Meryeli S de Araújo Dantas e Isolda Maria Barros Torquato (Docentes do Centro Universitário de João Pessoa- UNIPÊ)

out 20

O projeto de extensão “Fisioterapia e seus benefícios no câncer de tecido ósseo e conectivo assiste a pacientes com patologias oncológicas no Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, buscando oferecer atendimento qualificado a indivíduos com seqüelas. O mesmo iniciou como projeto de pesquisa em agosto em 2007 e a partir de fevereiro de 2009 passou a ser projeto de extensão. Atualmente, é composto por três docentes e oito discentes, sendo quatro regulares e quatro observadores. As atividades são realizadas no complexo de ortopedia e reumatologia da Clínica Escola de Fisioterapia do UNIPÊ, nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 13:00 às 15:30h. A proposta metodológica envolve ações de promoção, proteção e reabilitação da saúde aos usuários e promove a socialização entre docentes, discentes e usuários, além de incentivo ao desenvolvimento de trabalhos científicos.

 

Docentes: Paula Brito ,Aliceana Menezes e Pollyana Abreu

 

Discentes Regulares: Ellen Marie Duarte, Jackelline Savana, Thayana Nara Gomes e           Rayanne

 

Discentes Observadores: Suamy Rabelo, Rhayza Helene, Jordânia Carolina  e Francisco de Assis

 

 

out 16

Ao longo desses 40 anos a fisioterapia vem se consolidando como Ciência da Saúde, mostrando o seu real valor e necessidade como interventora no processo de promoção, manutenção e recuperação das condições de saúde da população, ocupando hoje um lugar de destaque entre as inúmeras profissões da área de saúde.

            É visível o quanto evoluímos ao longo destes anos.  Hoje são 140 mil fisioterapeutas e mais de 200 mil estudantes espalhados pelos quatro cantos do Brasil, agregamos novas especializações, conquistamos novos espaços, etc. Mas isso é sinônimo de valorização profissional?

Hoje, parece que o profissional fisioterapeuta tem vergonha de dizer sua
profissão; seja pela má remuneração, pelo sub-emprego, seja pelos valores absurdos que lhes são pagos pelos planos de saúde, os quais pagam  não pela tabela própria e sim pela malfadada tabela AMB. Dignidade em saúde se alcança com respeito. Respeito ao cidadão e ao profissional na execução e remuneração de seus atos.

Quantos de nós temos prazer em sermos fisioterapeutas? Quantos amam de verdade esta profissão? Grandes problemas freqüentemente necessitam de soluções bem simples, mas de difícil execução. Nossos problemas cessariam com uma simples e tão difícil UNIÃO DA CATEGORIA.

Aos seus 40 anos a fisioterapia, finalmente, alcança a maturidade suficiente para se organizar e lutar, percebendo a necessidade de ter uma identidade clara perante a sociedade e de ser dignificada. Tudo isto está sendo feito em prol de nossa categoria em uma ação jamais vista, onde nomes não interessam e sim ações positivas visando uma causa maior. Devemos nos aliar a todos os movimentos que convergem para um único sentido: a vitória final de nossa categoria contra os que desejam nos prender à submissão e aos baixos valores remuneratórios. O primeiro passo para que possamos conquistar o valor que nos é de direito será dado através da Mobilização Nacional pela Dignidade da Fisioterapia, no dia 25 de novembro, em frente ao Congresso Nacional em Brasília, tendo como objetivos:

- Chamar a atenção da Mídia, Poder Público e da Sociedade para a situação atual da Fisioterapia Brasileira;

- Adoção imediata do Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos;

- Aprovação do PL 5393/09 que dispõe sobre o piso salarial da Fisioterapia e Terapia Ocupacional;
- Demonstrar a união e a força da classe;

- Apoiar e fortalecer as entidades representativas da profissão - COFFITO, CREFITO’s, Associações e Sindicatos;

- Implantação da Saúde Funcional como Política Nacional de Saúde;

- Ações em homenagem aos 40 anos da Fisioterapia.

           

Faça parte desse novo momento da Fisioterapia no Brasil, a mobilização é um direito e dever de todos os 140 mil profissionais fisioterapeutas e os mais de 200 mil estudantes de fisioterapia, mesmo que não possa estar lá presente, divulgue essa causa e lute pela sua profissão!

Acesse o site da mobilização: http://www.paralisacaofisio.gratix.com.br/

 

Luan César Ferreira Simões (aluno do 8° período do Curso de Fisioterapia do UNIPÊ)

João Pessoa, outubro de 2009.

out 15

Parabéns aos educadores, formadores e transformadores, mestres e também aprendizes, incansáveis, sonhadores, lutadores… enfim… professores que compõem o curso de Fisioterapia do UNIPÊ.
Obrigada por contribuirem, constantemente, com as propostas pedagógicas discutidas, sugeridas, as ideias e ideais que visam a formação de seres humanos realmente “humanos” e tão necessários na nossa área da saúde.
Que possamos comemorar juntos, muitas vezes, essa e outras datas especiais e sempre com novos sonhos, desejos… ideias e ideais…

Segue um texto para que nunca esqueçamos da beleza, importância e grande responsabilidade que temos.

QUALIDADES DO PROFESSOR”

Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

                    Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.

                    É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

                    E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

                    E ter imaginação para sugerir.

                    E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

                    E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

                    Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

                    Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

                    E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.

 

 

Texto de Cecília Meireles, extraído do livro Crônicas de Educação

Parabéns a nós todos!

Mariana de Brito Barbosa

Coordenadora do Curso de Fisioterapia

 

set 29

O acesso à justiça se tornou nos últimos anos o ingresso possível e palpável a uma garantia de amparo judicial aos bens que de alguma forma venham sofrer algum tipo de dano material, patrimonial ou moral. Enfrentar o número exacerbado de ações judiciais é uma realidade contemporânea vivenciada cada vez mais pelos profissionais de saúde. São agentes de danos provocado em seus clientes ávidos, cada vez mais, por restabelecer o equilíbrio social desintegrado com a situação de prejuízo suportado na forma de indenização ao provar a responsabilidade pelos atos e fatos que pretensamente venham violar o direito a vida, a integridade física e a uma apropriada prestação de serviço.

É certo, que a prevenção é ainda a melhor forma de defrontar com os transtornos e os dessaranjos que um processo judicial acarreta na vida de um profissional desta categoria. Muitos ainda precisam tomar consciência de agir sob a égide da precaução. Em vez disso, só tomam atitudes quando o problema se materializa, para daí rever ações a partir de um cenário confuso,  ameaçador e intimidativo da ação do Estado como manifestação jurisdicional quando se afigura como parte em um processo judicial.

Verifica-se que o país vem sofrendo considerável transformação no que diz respeito à relação das pessoas com o Poder Judiciário. Nunca se viu demasiadas ações nos tribunais brasileiros dos mais variados interesses. Desfazendo a noção de que o brasileiro sempre cordial e afeito a relações sociais mais calorosas, estreitam de maneira irremediável as resoluções de seus litígios nas mesas de audiências. Explica-se tal fenômeno diante do panorama atual de conscientização das pessoas em relação aos seus direitos. Da própria evolução social seguida do avanço tecnológico,o que proporcionou o surgimento de novas situações e novos riscos. Esse cenário cria uma situação de ordem econômica com repercussão no próprio padrão de exigência na prestação do serviço, a partir do momento que serviços especializados, manejados com recursos de alta tecnologia refletem no custo que por sua vez requer que os resultados sejam perfeitos. Em verdade, o próprio Poder Judiciário vem fertilizando o campo do acesso através dos benefícios da justiça gratuita e de alguns institutos jurídicos que são conhecidos por amparar os pólos mais fracos da relação jurídica como se vê nas leis do consumidor.

Em relação ao profissional de saúde as ações judiciais recaem nas ações de indenização fundamentadas a partir de uma lesão decorrente da prestação do serviço realizado em desconformidade com a técnica ou revestida dos elementos de culpa: negligência, imperícia e imprudência. O fundamento jurídico assenta-se na responsabilidade civil que na inteligência do artigo 942  do Código Civil de 2002 prescreve que “ os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.” É difícil conceber a idéia de que uma indenização poderá invadir a esfera patrimonial e incidir sobre bens que o profissional levou uma vida inteira para adquirir. No entanto, para o profissional da fisioterapia essa realidade poderá se configurar de maneira verossímil no momento em que se analisa a profissão do ponto de vista técnico através do manejo de seus recursos e de suas técnicas. Todas muito simples, no entanto geradora de riscos. Não é irreal pensar que em numa mobilização passiva em um paciente idoso com osteoporose avançada e contratura de bíceps ao alongar o braço isto poderá provocar uma luxação ou uma fratura no paciente. Manipular um ventilador mecânico de forma equivocada poderá acarretar repercussões clinicas que poderão levar o paciente ao óbito. Reabilitar um paciente hemiplégico no treino de marcha, em um pequeno descuido do profissional,  poderá levá-lo a queda seguida de fratura de fêmur. O que dizer dos tratamentos estéticos que o Direito classifica como de obrigação de resultado, no qual a ocorrência de dano já condiciona o autor do prejuízo como responsável ao pagamento do reparo independente de comprovação de culpa em audiência. Pequenos exemplos que enseja a demanda de uma ação judicial acompanhada de todas as suas conseqüências.

Pensar que uma ação judicial é problema “menor” que poderá ser traçado sem ecoar sobre o patrimônio – mesmo que a culpa seja exclusiva da vítima, o que afasta a responsabilidade do profissional – é um engano. Um profissional demandado para se fazer representado na justiça deverá constituir um advogado para elaboração de um projeto de defesa. As custas judiciais deverão ser bancada pelas partes, principalmente quando na necessidade de se provar algo, recorre-se ao assistente técnico(peritos). Tudo isso é um abalo enorme no orçamento muitas vezes constringido do profissional. Ademais não se imagina a possibilidade do réu não se vê no infortúnio de enfrentar audiências constrangedoras e a repercussão negativa que um processo judicial poderá enodoar, muitas vezes, uma imaculada carreira profissional, afastando clientes.

Mesmo quando as alegações são infundadas, ainda que venha ganhar a causa, os famosos honorários de sucumbência( valor a ser pago pela parte vencida) muitas vezes não serão revertidos para os custos demandados em sua defesa diante da situação econômica precária do autor. É importante destacar que muitas vezes, sob o arrimo da intenção pretensiosa de se buscar dinheiro fácil é que algumas pessoas com algum conhecimento da prática jurídica movem ações judiciais se garantindo na dificuldade do profissional provar o alegado diante da complexidade de avaliar prontuários, convocar testemunhas e elaborar termos de consentimentos etc.

Imperioso reforçar a importância da prevenção e atuar no seu ofício visando obter os resultados utilizando os meios adequados em conformidade com sua habilitação técnica, com observância aos cuidados recomendados pela experiência, atuando de forma tempestiva, não precipitada, sensata e moderada. Nunca atuar displicente, com falta de precaução indiferente as cautelas necessárias. Evitar agir com total desleixo, despreparado e com insuficiência de conhecimento técnico para o exercício da profissão. Uma outra alternativa seria se filiar a um seguro de responsabilidade civil que na ocorrência de um dano lesivo a algum paciente o seguro cobriria os custos judiciais e de indenização.

Dostoievsky Ernesto de Melo Andrade -  Advogado OAB-PB 13.328

Fisioterapeuta Intensivista do Hospital Unimed João Pessoa

Professor do Curso de Fisioterapia do UNIPÊ da disciplina Estágio Supervisionado I – Terapia Intensiva

Dúvidas Jurídicas: dostoievsky.andrade@bol.com.br

 

 

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