dez 30

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, na ultima sexta-feira (19/12), a Lei Complementar 128/08 (PLP02/07) que faz ajustes na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. A Lei foi publicada, nesta segunda-feira (22), no Diário Oficial da União.

Dentre as principais mudanças destaca-se a transferência dos escritórios de serviços contábeis do anexo V para o anexo III da tabela do Super simples, reduzindo a carga tributária para a categoria.

Outro ponto é a criação de uma nova categoria do Simples Nacional, o Microempreendedor Individual. Empreendedores individuais com receita bruta anual de até R$ 36 mil ao ano, que empregam até três pessoas e que optem pelo Simples Nacional, ficarão isentos de grande parte dos tributos. Além de pagar em média R$ 50 mensais de INSS.

O projeto permitirá ainda que novos setores econômicos sejam inclusos no Simples Nacional, principalmente, da área de saúde. Também poderão ser incluídas, entre outras, empresas de decoração e paisagismo; de instalação, reparos e manutenção em geral; de próteses; de corretagem de seguros; de consertos; e de escolas de ensino médio e pré-vestibulares.

A Fenacon buscou incansavelmente pela aprovação da matéria. O presidente da Federação, Valdir Pietrobon, articulou diversas vezes com parlamentares, ministros e entidades representativas para garantir a aprovação do projeto.

Para Pietrobon essas alterações representam uma das maiores vitórias da classe empresarial contábil. Ele destaca ainda o quanto a lei contribuirá para o crescimento econômico. “Aos poucos estamos fazendo a verdadeira Reforma Tributária para os micro e pequenos empresários desse país”.

Fonte: Fenacon Notícias - Ano III - Número 271, Brasília 22 de dezembro de 2008.

dez 29

Na última década, o cenário da educação brasileira foi bombardeado pelo surgimento de uma quantidade expressiva de instituições de ensino superior, públicas e particulares. Dentre Universidades, Centros Universitários e Faculdades (Integradas, Escolas, Institutos e Centros de Educação Tecnológica) foram criadas, apenas no período entre 1999 e 2004, 1095 instituições voltadas à formação superior de seus alunos.

De modo semelhante, houve um crescimento considerável nas vagas para os cursos de Ciências Contábeis, o qual, segundo o Censo do Ensino Superior elaborado em 2004 pelo INEP, figura entre os dez maiores cursos no Brasil, em termos de número de matrículas e concluintes. De acordo com a mesma fonte, a cada ano mais de 24.000 contabilistas ingressam no mercado de trabalho em todo o território nacional.

Assim, buscando garantir um padrão técnico de suficiência aceitável mesmo perante o enorme número de bacharéis formados todos os anos e, acima de tudo, exercendo a sua principal função, que é a de fiscalizar o exercício da profissão contábil, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) instituiu através da Resolução CFC nº 853/99 (posteriormente alterada pelas Resoluções 928/02, 933/02 e 994/04 do mesmo órgão de classe) o Exame de Suficiência como requisito para obtenção do Registro Profissional em Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

Segundo a redação do Art. 2º da própria resolução que o instituiu, o Exame de Suficiência era “a prova de equalização destinada a comprovar a obtenção de conhecimentos médios, consoante os conteúdos programáticos desenvolvidos no curso de bacharelado de Ciências Contábeis e no Curso Técnico de Contabilidade”.

O Exame era aplicado através de dois tipos de provas, uma para os Técnicos de Contabilidade (Ressalta-se que, em conformidade com a Resolução CFC 948/02, os CRCs deixaram de conceder Registro Profissional a portadores de certificados e diplomas de nível técnico que concluírem o curso na área de Contabilidade após o exercício de 2003) e outra para os Bacharéis em Ciências Contábeis, realizadas duas vezes ao ano, nos meses de março ou abril e setembro ou outubro, e simultaneamente em todo o território nacional.

Para os Técnicos em Contabilidade, a prova era composta pelas seguintes disciplinas:

a) Contabilidade Geral;
b) Contabilidade de Custos;
c) Noções de Direitos Público e Privado;
d) Matemática;
e) Legislação e Ética Profissional;
f) Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade;
g) Português.

Por sua vez, os Bacharéis em Ciências Contábeis realizavam exame abordando as principais áreas que constam, ou pelo menos deveriam constar, na grade curricular dos cursos superiores de Ciências Contábeis das IES brasileiras, as quais encontram-se expostas a seguir:

a)Contabilidade Geral;
b)Contabilidade de Custos;
c)Contabilidade Pública;
d)Contabilidade Gerencial;
e)Noções de Direito Público e Privado;
f)Matemática Financeira;
g)Teoria da Contabilidade;
h)Legislação e Ética Profissional;
i)Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade
j)Auditoria Contábil;
k)Perícia Contábil;
l)Português;
m)Conhecimentos Sociais e Econômicos.

O profissional recém-formado só poderia de fato registrar-se no Conselho Regional de sua jurisdição após receber a certidão de aprovação, a qual era obtida mediante a obtenção de no mínimo 50% dos pontos possíveis.

Durante os seis anos em que fora aplicado (de 2000 a 2005), o Exame de Suficiência mostrou-se um eficaz instrumento de capacitação técnica para com os egressos dos cursos de ciências contábeis de todo o Brasil, uma vez que incentivava a aprimoração do ensino da Contabilidade nas faculdades e universidades, as quais eram exigidas pelo próprio mercado a obter um expressivo percentual de aprovação dentre seus alunos, e, conseqüentemente, ajudava a melhorar a qualidade dos serviços prestados pelos contabilistas à sociedade.

Segundo dados fornecidos pelo próprio Conselho Federal de Contabilidade em 2003, o percentual de aprovação era de 62,39% entre contadores e 47,46% entre os técnicos em contabilidade. Através de um simples cálculo matemático, podemos identificar que as taxas de reprovação são de, respectivamente, 37,61% e 52,54%, ou seja, equivale dizer que mais de um terço dos Bacharéis em Contabilidade e mais da metade dos técnicos que responderam a prova não apresentavam, de acordo com os critérios de tal exame, competências técnicas para o exercício da profissão.

O exame representava muito mais do que um simples “funil” que selecionava os bacharéis e técnicos mais competentes tecnicamente, mas servia principalmente como um balizador que exigia do recém-formado uma dedicação para suprir quaisquer falhas que por ventura tenham existido no decorrer de sua formação acadêmica.

Apesar de todos os benefícios propagados anteriormente neste artigo, muitos colegas da classe contábil adotam posturas contrárias à realização do Exame de Suficiência pelo CFC. Dentre os argumentos defendidos por estes respeitosos companheiros, destaca-se como o mais consistente o que se refere à Inconstitucionalidade do mesmo.

Ao instituir a obrigatoriedade da aprovação no referido exame por meio de Resolução, mero ato administrativo normativo, o Conselho Federal de Contabilidade acabou por ferir o Princípio Constitucional do Livre Exercício Profissional, pelo qual, de acordo com o inciso XIII do Art.5. da CF, “É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”.

Como se faz muito claro na redação legal transcrita acima, o exercício profissional se dá pelo atendimento de dois requisitos básicos: a qualificação profissional e os regulamentos regidos por lei. O que equivale dizer que, para que o exame de suficiência tenha eficácia, é necessário que este se encontre regulamentado através de lei específica e não somente através de Resoluções ou outros atos administrativos normativos.

Embora essa interpretação pudesse ser passível de questionamentos, a mesma foi pacificada através da decisão judicial proferida quanto aos processos nº 2005.34.00.006.208-4 da 14a Vara Federal do Distrito Federal (DF), e nº 2004.72.00.015564-0 da Justiça Federal de Florianópolis (SC), a partir dos quais os Conselhos Regionais de Contabilidade passaram a registrar os profissionais nas categorias de Técnico em Contabilidade e Contador sem a necessidade de certidão de aprovação em Exame de Suficiência.

Assim, as provas encontram-se atualmente suspensas, aguardando decisão judicial ou elaboração de lei específica para a sua regulamentação (como ocorre no caso do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB). Projeto de lei para tal já fora aprovado pelo Congresso Nacional, porém foi vetado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva em 2005, alegando-se equívoco de análise.

Independentemente de nossa postura em relação ao assunto, nos cabe aguardar e torcer para que o desfecho desta longa “suspensão” em que se encontra o Exame de Suficiência seja o melhor para a classe contábil, primando sempre pela capacitação técnica e melhoria na qualidade dos serviços prestados pelos contabilistas aos usuários das informações contábeis.

Fonte: Portal da Classe Contábil – Artigo do Autor: André Charone Tavares Lopes

dez 18

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou na tarde desta quinta (11) que o governo decidiu criar duas novas alíquotas na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

A nova tabela do IR ficará da seguinte forma: quem ganha até R$ 1.434,00 será isento. Acima desse valor até R$ 2.150 pagará 7,5% de IR; acima de R$ 2.150 até R$ 2.866 pagará 15%; acima de R$ 2.866 até R$ 3.582 pagará 22,5% de IR; e acima de R$ 3.582, pagará 27,5%. Pelo sistema atual, a tabela do imposto de renda tem apenas três faixas: isenção até R$ 1.434 (já considerando a correção de 4,5% prevista para o ano que vem); 15% acima de R$ 1.434 até R$ 2.866; e 27,5% acima deste último valor.


Mantega disse que a nova tabela do IRPF vai gerar uma desoneração de R$ 4,9 bilhões em 2009. Segundo Mantega, esses recursos serão injetados na economia e vão estimular a demanda. “Com a nova tabela, o consumidor terá uma sobra de recursos para adquirir bens e serviços. Essa é uma medida que estimula a demanda na economia e alivia a carga fiscal, o que era o que todo mundo queria”, afirmou. O ministro explicou que a medida entrará em vigor em 1º de janeiro de 2009. Mantega afirmou que a nova tabela não tem prazo de validade.

Fonte: Portal Bonde – Economia - Notícias

dez 12

Para Marion (2005, p25) “contabilidade pode ser considerada como sistema de informação destinado a prover seus usuários de dados para ajudá-los a tomar decisão.” E usuário pode ser considerado qualquer pessoa física ou jurídica e podem ser internos ou externos à empresa, que tenham interesse emconhecer dados de uma empresa. Dados normalmente contábeis que trazem informações econômico-financeiras (Marion, 2005).

O objetivo principal da contabilidade é permitir aos usuários a avaliação da situação financeira e economica de uma entidade (Marion, 2005). Assim, de acordo com Crepaldi (2004), a contabilidade é uma atividade fundamental na vida econômica, sendo que, em sentido amplo, a contabilidade trata da coleta, apresentação e interpretação dos fatos economicos usando-se os termos contabilidade gerencial para descrever essa tividade dentro da organização. A contabilidade gerencial tem por objetivo fornecer instrumentos aos administradores de empresas que os auxiliam em suas funções gerenciais. Por meio de um adequado controle e de um sistema de informações gerenciais, é voltada para melhor utilização dos recursos humanos.

Segundo Resnik (1990), o proprietário gerente deve contar com o contador na fixação de preços; este mediante fórmulas simples, consgue ajudar o administrador a compreender a política de preços coerentes e os fatores de marketing relacionados diretamente com os objetivos da empresa. Nesse sentido, segundo Marion (2005), o contador deve ser um tradutor dos relatórios contábeis e financeiros. Alguém que saiba traduzir e interpretar as informações e adequá-las à tomada de decisões. Deve preocupar-se mais com a transparência, clareza e objetividade das demonstrações contábeis.

O contador gerencial deve assegurar que administração tome as melhores decisões estratégicas e para isso deve fornecer informações úteis e relevantes que facilitaream encontrar respostas para as questões fundamentais, em toda a empresa, sobre o que deve ser feito de imediato e mais tarde. É necessário ser proativo no fornecimento de dados pertinentes e opor tunos nas questõres empresarias mais amplas. (CREPALDI, 2004)

Franco (1999) cita que a globalização e o aumento da competição forçarão a estrutura e as exigências das finanças das organizações. Com isso o ritmo do trabalho dos contadores gerenciais tende a aumentar. O processamento de transações dará lugar a seu desenvolvimento na administração.

Fonte: Revista Brasileira de Contabilidade, pag. 66.

dez 11

Mesmo com a alta do dólar, menor oferta de crédito no mercado e taxas de juros mais altas, a economia brasileira mostra solidez, embora deva apresentar menores índices de crescimento em 2009.

“É só uma crise passageira”. Essa frase foi pronunciada por um investidor durante o colapso do capitalismo ocorrido após um sucessão de desastres econômicos e que teve como ápice a queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 24 de outubro de 1929. A partir dos Estados Unidos, ela alcançou a economia de vários países, inclusive o Brasil, onde o principal pilar da economia era a exportação do café. O país, então, viu os valores do seu principal produto despencarem e os créditos serem cortados, ocasionando um efeito dominó, com a derrocada de milhares de fazendeiros e falências no comércio e na indústria.

Após 79 anos o mundo vive a expectativa de outro abalo na economia norte-americana, que enfrenta uma das mais graves crises de sua história. Mesmo que o governo dos Estados Unidos coloque em ação um efetivo plano de resgate de sua economia, os efeitos da crise devem ser sentidos pela economia global pelos próximos dois anos, segundo especialistas.

Em meio a toda essa incerteza e uma onda de pessimismo dos investidores, dificilmente o Brasil sairá ileso de uma crise econômica mundial de maiores proporções. Mas é certo que nunca esteve tão preparado para enfrentar turbulências. O país desfruta de reservas superiores a US$ 200 bilhoes, o PIB cresce a 6,1%, a taxa de desemprego e de apenas 8,1% e o mercado interno ganha novos consumidores, graças às políticas e ao ciclo positivo da economia.

De acordo com o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, a expectativa é que o país continue crescendo no próximo ano, porém em menor escala. “O país seguirá crescendo mesmo em meio à crise externa pelo fato de atual ciclo positivo estar sendo condicionado principalmente pela forte expansão da demanda doméstica, especialmente pelo comportamento vigoroso dos investimentos.

Por outro lado, haverá sim impactos da crise externa sobre o desempenho da economia brasileira em 2009, por meio do recuo da demanda externa pelas exportações brasileiras e pela redução dos fluxos de capitais em direção ao Brasil”, avalia.

Há consenso entre os economistas de que o país continuará crescendo, mesmo diante de uma desaceleração mundial. Porém, as estimativas para 2009 apontam o percentual de aumento entre 2,5% e 3,5%, o que representa redução de até três pontos precentuais em relação ao resultado esperado para este ano, de 5% a 5,5%.

Paradoxos:

Relatórios sobre investimento Mundial da Unctad (Conferências das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), divulgando antes do ápice da atual crise financeira, aponta que o Brasil é o quinto país mais atrativo no mundo para se investir.

O país foi o que mais recebeu investimento estrangeiro direito (IED) na América Latina no ano passado, US$ 35 bilhões. Segungo o relatório, os países latino-americanos mais atraentes para os investidores continuarão sendo Brasil, México e Chile. O documento analisa, como parâmetro para esse crescimento, os altos preços do petróleo, das matérias primas e das infra-estruturas no desenvolvimento dos países, além dos investimentos nas fronteiras dessas áreas. Entretanto devido a alta carga tributária e aos estraves burocráticos para abrir e fechar empresas, o Brasil fica no 125º lugar entre os paises onde é mais difícil fazer negócios. Isso é o que aponta o relatório Doing Business 2009, divulgado também recentemente pelo Banco Mundial.

A instituição Pesquisou 181 países para determinar quais são aqueles cujas estruturas regulatórias facilitam a abertura e operação de empresas, o pagamento de impostos e o fechamento de negócios. O relatório crítica ainda a legislação trabalhista brasileira, que limita o tamanho das empresas e reduz o número de empregos.

Empresas brasileiros - quando o assunto é a captação de recursos e a sobrevivência das empresas no país, o certo é que os impactos diretos da crise na economia norte-americana serão sentidos a médio prazo. Apesar das propagandas otimistas de solidez, de fato, os efeitos já se manifestam e as piores consequencias são as mais lentas, pois, mesmo após o retorno a uma virtual estabilidade do sistema, continuarão corroendo, principalmente, as pequenas e médias empresas brasileiras, que lutam pela sobrevivência à custa de empréstimos e financiamentos.

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Reynaldo Passanezi, o Brasil poderá sofrer alguns impactos, mas é necessário que se mantenha a tranquilidade. “As empresas têm de estar conscientes de que o crédito ficará mais escasso e mais difícil de se conseguir e que isso vai perdurar até 2009″, afirmou.

Outro reflexo a ser sentido por empresários nacionais refere-se ao aumento com custos nas linhas para capital de giro e para tocar a ampliação de fábricas - juros médios de 28,4% ao ano, os maiores desde julho de 2006 -, uma vez que o crédito externo secou.

Em linhas gerais, a transmissão da crise financeira para o país poderá ser sentida mais intensamente pela menor demanda das exportações e pela contração da liquidez, o que implicará menores investimentos estrangeiros e menor disponibilidade de recursos para captações externas. “A oferta de crédito no mercado doméstico poderá ser prejudicada por esta piora do ambiente lá fora. Evidentemente, o grau do impacto a ser sentido pelas empresas brasileiras dependerá da duração e da intensidade da crise no exterior, ou seja, de quão profundo será o efeito sobre a economia mundial e quanto tempo o sistema financeiro internacional levará para se recuperar”, afirma Campos Neto.

Outra previsão é que as exportações brasileiras sejam negativamente afetadas. Porém, como ainda há a expectativa de que importantes economias emergentes sigam com bom comportamento, casos de China e Índia, é provável que o impacto sobre a receita total das exportações não seja significativa, podendo ocorrer inclusive nova expansão - embora pequena - em 2009.

Consumo - Os efeitos da crise financeira também são sentidos pelos consumidores brasileiros. A alta do dólar e a menor oferta de crédito, decorrentes do cenário internacional, afetarão o cidadão comum.

Para se ter uma idéia, a recente valorização da modeda norte-americana pode pressionar para cima os custos de produção de fabricantes que utilizam componentes importados. Por isso, o brasileiro passa a pagar mais por itens como eletroeletrônicos. Os produtos vindos de outros países ficam mais caros.

De acordo com o especialista em comércio exterior, Luiz Martins Garcia, a capacidade que o Brasil desenvolveu nos últimos anos de ampliar seus mercados de exportação deve amenizar os impactos da crise no país. “Sabe-se que o Brasil consguiu, nos últimos anos, diversificar de forma um tanto acentuada a gama de países com os quais opera. Mesmo assim, não há sombra de dúvidas de que tanto os Estados Unidos quanto a Europa são altamente representativos, não somente como destino de nossos produtos, mas também como origem de nossas importações”, afima, destacando ainda que, apesar desse fator positivo, a retração da economia norte-americana deverá afetar o crescimento do país.

Na média, os consumidores que se dispuserem a comprar a prazo ou a tomar empréstimos vão arcar com as maiores taxas de juros desde o segundo semestre de 2006: 52,8% ao ano, em média. Operações que antes eram oferecidas sem restrições, como os empréstimos com desconto em folha, praticamente sumiram. No máximo, os bancos estão renovando os financiamentos e, mesmo assim, em prazos menores.

Investimentos - É no mercado financeiro que os efeitos da crise são mais evidentes. Somente para se ter uma idéia, após o estouro da crise, o valor das empresas com ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encolheu R$ 617,8 bilhões. Corretoras e fundos de investimentos tiveram dificuldades para honrar compromissos no pregão paulista. Grandes exportadoras, como a Sadia e a Aracruz Celulose, perderam mais de R$1 bilhão, ao serem surpreendidas com a disparada do dólar em relação ao real.

Estima-se que, na primeira quinzena de setembro, saíram em fuga da Bovespa US$ 700 milhões, entre investidores estrangeiros e nacionais. Alguns deles decidiram se antecipar e sair do mercado de ações. Houve quem comprasse títulos de Petrobrás no início do ano a R$ 40 e tenha visto a cotação bater em R$ 30. Essa depreciação ocorreu mesmo com a descoberta do pré-sal, que aumentará substancialmente as reservas de petróleo produzidas no país.

A perspectiva futura é que em 2009 e economia mundial deva ter um desempenho mais modesto. Setores que exportam prioritariamente para as economias centrais (EUA, Zona do Euro, Japão) podem ser mais afetados. Já as importações do país devem desacelerar o ritmo de expansão, conforme o crescimento da economia brasileira também apresentar moderação nos próximos meses. “Acredito que o dólar, embora se torne mais volátil em meio a uma ambiente de turbulências, não deve apresentar mudança significativa de patamar. Se, por um lado, a menor liquidez global deverá impedir a continuidade da apreciação do real, por outro, as volumosas reservas internacionais fornecem um importante garantia, eliminando pressões especulativas contrárias à moeda doméstica”, conclui Campos Neto.

Fonte: Fenacon em Serviços - Setembro/Outubro 2008

dez 2

Para ser um profissional contábil de sucesso é necessário ter uma visão ampla do ambiente das organizações, para tanto, este profissional deve estar preparado para assumir este papel, a Contabilidade Gerencial, aliada com outras áreas do conhecimento científico, dará este suporte, com a finalidade de agregar valor a está profissão tão nobre e promissora dentro deste novo modelo de fazer contabilidade.

Segundo Dias (2005), o termo contador gerencial não é novo, o surgimento da Contabilidade Gerencial foi após a Revolução Industrial, que ocorreu no século XVII, devido a necessidade de levantar os custos do processo de conversão de mão-de-obra e materiais em novos produtos.

O Contador Gerencial é definido como um profissional que identifica, mede, acumula, analisa, prepara, interpreta e relata informações financeiras e operacionais para o uso da administração da empresa, nas funções de planejamento, avaliação e controle de suas atividades e para assegurar o uso apropriado e a responsabilidade de seus recursos. (IFAC - Internacional Federation of Accouting - Federação Internacional de Contabilidade)

Dentro desta definição destaca-se várias qualidades do contador gerencial, e a sua importância dentro das organizações, entretanto, estas qualidades, dependem muito, da vontade de obter sucesso na profissão.

Para exercer com presteza a sua profissão o contador deve estar envolvido em todo processo decisório da empresa e conhecer profundamente o negócio da empresa

Para entender melhor o papel do contador gerencial nas organizações é necessário conhecer profundamente a contabilidade Gerencial e seus objetivos.

A contabilidade Gerencial tem como objetivo facilitar o planejamento, controle, avaliação de desempenho e a tomada de decisão internamente, através de relatórios de orçamento, contabilidade por responsabilidade, desempenho, custos e relatórios especiais com a finalidade de facilitar a tomada de decisão. (PADOVEZE, 1996).

Estes relatórios são apresentados de acordo com a necessidade de administração, com valores históricos e previstos, utilizando para tanto varias bases de moedas, sem restrições dos princípios de contabilidade geralmente aceitos, com exceção daqueles determinados pela administração.

A Contabilidade Gerencial utiliza-se de outras disciplinas como, economia, finanças estatísticas, pesquisa operacional e comportamental organizacional.

Segundo souto Maior (1994), exitem quatro características principais qualitativas da informação contábil mencionadas pela ONU:

Relevância: define como informação relevente, aquela informação capaz de influenciar uma avaliação ou tomada de decisão, imediata ou futura. Os fatores que influenciam na relevância da informação disponibiliza pelas demonstrações contábeis são: oportunidade, tempestividade, materialidade, valor preditivo e feedback.

compreensibilidade: as informações contidas nas demonstrações, não devem se excessivas e complexas de tal modo a comprometer a compreensão por parte dos usuários, destruindo a essência das demonstrações, que deve informar.

Confiabilidade: um informação é de qualidade quando a mesma se tem minimizado a possibilidade de erros na sua geração. A informação apresentada deve representar de forma fiel a realidade. Deve levar em consideração a essência econômica dos eventos que ele representa, deve ser imparcial e neutra, e não deve favorecer nenhuma das partes em detrimento da outra. A prudência deve ser utilizada na elaboração de uma demonstração, o profissional precisa ter devido cautela para que não superestime receitas e não sejam subestimados, apresentando-se distante da realidade.

comparabilidade: os usuários devem comparar as demonstrações contábeis de uma empresa através do tempo, a fim de identificar tendências na posição patrimonial-financeira e no seu desempenho. (PADOVEZE, 1996).

Para que o trabalho do contador gerencial alcance com mas eficiência o seu resultado final é essencial que no decorrer dos seus trabalhos utilize de todas as suas ferramentas de trabalho com o intuito de otimizar os seus serviços. Ser um Contador Gerencial, não é um exatamente uma funçao específica dentro das organizações, mas sim um comportamento profissional e uma postura a ser aprlicada dentro do desenvolvimento das atividades das organizações.

Fonte: Portal da Classe Contábil

Autor do Artigo: Admilson Francisco Machado - Contador

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