fev 10

Investir no conhecimento do contabilista é uma oportunidade de elevar nossos profissionais ao nível de países de primeiro mundo, sem que deixemos nada a desejar. É importante a Paraíba caminhar junto, promovendo e participando cada vez mais de eventos no que se referem aos cursos, palestras e seminários.

Temos que ser, e podemos ser profissionais atualizados, dinâmicos, envolvidos em questões que contribuam para o desenvolvimento da profissão, mostrando cada vez mais o seu valor diante das mudanças e da evolução que o mundo passa.

A importância do contabilista é algo indiscutível enquanto categoria profissional que participa efetivamente na construção de uma nação economicamente desenvolvida. São profissionais que buscam atuar de forma cada vez mais presente nos contextos econômico, social e político, fazendo toda diferença.

Em se tratando de fazer diferença, gostaria de ressaltar a importância do profissional contábil nas questões ambientais e incentivar sua adesão. É ele quem pode contribuir com a sociedade e com o governo, podendo avaliar e atuar dentro do sistema de gestão ambiental, detectando problemas e encontrando oportunidades. Sei que quando discutimos estas questões, compatibilizar o crescimento econômico com a preservação ambiental aparece como um grande desafio, porém, quando enfrentado, o profissional contábil consegue realizar um trabalho adequado e de valor.

Contabilistas são capazes de verificar como as empresas podem atuar de modo positivo em parceria com o meio ambiente, dentro de suas condições financeiras e administrativas. Não é a toa que a auditoria ambiental é um importante componente da auditoria social. Ela exige do profissional contábil conhecimentos múltiplos, como biologia e engenharia, que a primeira vista podem parecer fugir da sua área de atuação, mas que são de extrema importância para que essa tarefa seja desenvolvida com qualidade.

Desta forma, incentivo os profissionais e as empresas para que façam sua parte, entendendo que ações de cuidado com o meio ambiente, assim como ações sociais, são importantes para o desenvolvimento da profissão contábil. Temos muito a oferecer neste sentido e, claro, temos total capacidade de prestar nossos serviços de forma prática e útil à sociedade, que espera de nós, assim como de outros profissionais, resultados.

Renovação é a palavra orientadora do período em que nos encontramos. Podemos aproveitar o máximo de tantas novidades e oportunidades oferecidas; elas surgem no campo do conhecimento e da tecnologia em nossa área de atuação, e basta que saibamos tomar posse delas e fazer o melhor uso possível.

Fonte: Informe Contábil – Publicação do Conselho Regional de Contabilidade do Estado da Paraíba – CRC-PB – Dezembro 2009 – Ano I - Nº 5 – Profº Elinaldo de Souza Barbosa (Contador).

fev 8

Em auditoria, a coleta de provas1 exerce um duplo papel: por um lado, o de validar, ou não, as asserções contidas nas Demonstrações Financeiras (DF)2, conduzindo assim ao objetivo final dos trabalhos de uma auditoria, que é a expressão de uma opinião por parte do auditor; por outro, o de salvaguarda dos trabalhos realizados por este profissional, sendo certo de que a sua opinião apenas foi possível, ou não, a partir das provas recolhidas no decurso do seu trabalho.

Não sendo, portanto, a coleta de provas um fim em si, trata-se do fio condutor dos trabalhos de auditoria, e sem o qual aquele objetivo não será concretizado3. Enquadrado no contexto português, este trabalho tem por finalidade abordar aspectos relativos à obtenção de prova em auditoria externa, em especial no que à divulgação de normas técnicas e profissionais concerne, sem nunca descurar alguns aspectos doutrinários relacionados com o tema, sempre que considerados pertinentes à condução dos objetivos aqui pretendidos.

Fonte: Revista Editada pelo Conselho Federal de Contabilidade - Ano XXXVIII Nº 178, 179 e 180 - Julho a Dezembro 2009 - Fábio de Albuquerque.

fev 1

Há, porém, restrições ao uso do formulário impresso.

Em 2009, menos de 1% dos contribuintes optaram pelo formato.

Novo formulário de Declaração de Imposto de Renda (Foto: Receita Federal/Reprodução do G1)

A Secretaria da Receita Federal divulgou nesta segunda-feira (25) o modelo do formulário que será utilizado na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2010, ano-base 2009.

No ano passado, de um total de 25,5 milhões de declarações, cerca de 175 mil documentos foram entregues por meio de formulários impressos, ou menos de 1% do total.

Isso porque a Receita tem buscado restringir o uso do papel. Em 2009, por exemplo, houve uma série de impedimentos ao uso dos formulários, como quem teve mais de R$ 100 mil em rendimentos, ou quem recebeu rendimentos de pessoas físicas ou do exterior, entre outros.

Se a regra do último ano for mantida, os formulários poderão ser entregues somente nas agências e nas lojas franqueadas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), durante o seu horário de expediente. Em 2009, o custo para o contribuinte que desejou utilizar este modelo foi de R$ 4.

Além do formulário impresso, a Receita também disponibilizou, em anos anteriores, outras formas de declarar Imposto de Renda. São elas: por meio da utilização do programa do IR, que envia o documento pela internet; ou mediante a apresentação de disquetes em agências bancárias.

As regras gerais para a declaração deste ano, entretanto, ainda não saíram. Em anos anteriores, a declaração aconteceu entre o início do mês de março e o final de abril.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1461805-9356,00-RECEITA+FEDERAL+DIVULGA+MODELO+DO+FORMULARIO+DO+IR.html

jan 21

A Fenacon alerta todas as empresas de contabilidade, enquadradas no anexo III do Simples Nacional, que a primeira Declaração Anual do Simples Nacional para o Empreendedor Individual (DASN-EI) referente ao ano de 2009 deverá ser elaborada,gratuitamente, até o dia 29 de janeiro.


É importante destacar, ainda, que enquanto não fizer a declaração, o Empreendedor Individual não pode emitir o carnê com os valores fixos mensais a serem pagos em 2010. A primeira parcela de janeiro de 2010 vence em 20 de fevereiro. Além disso, para

a entrega fora do prazo há multa de R$ 50,00.


A DASN-EI  é feita por meio da internet, no portal da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br), via site do Simples Nacional.


Portanto, a orientação é de que, caso a empresa contábil tenha feito alguma legalização de empreendedor individual entre em contato com o mesmo para elaborar tal declaração, evitando assim futuros transtornos.

Fonte: Fenacon – Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas. Presidente Valdir Pietrobon. Contato: comunica@fenacon.org.br - Jornalista Responsável: Vanessa Resende DF-2966/03 DRT - Equipe de Jornalismo: Natasha Echavarría e Karen Portella.

nov 23

O curso de contabilidade promoveu em 18.11.09 uma palestra intitulada: “A TI como diferencial competitivo nas empresas” ministrada pelo professor Luiz Mauricio Martins, doutorando em Ciências e Tecnologia da Informação pela Universidade de Coimbra e Coordenador do Curso de Computação do UNIPE.

Ações como essa são muito importante porque o contador vai para um mercado que exige conhecimentos em tecnologias da informação. O nosso aluno deve absorver uma cultura de indissociabilidade da contabilidade com a informática.

A coordenação do curso, com o apoio do Curso de Computação, pretende desenvolver mais ações visando uma formação profissional adequada às necessidades de mercado, com a atualização de alguns planos de ensino e inclusão no calendário do semestre de atividades como mini-cursos, palestras ou oficinas com ferramentas de informática aplicáveis à contabilidade institucionalmente, as coordenações dos cursos de computação e contabilidade pretendem desenvolver ações conjuntas como, por exemplo, projeto de pesquisa unindo o Núcleo de Práticas Contábeis com a fábrica de software, integrando os alunos e docentes dos cursos.

A UNIPE se preocupa com a empregabilidade de nossos egressos e apóia iniciativas que contribuem para uma formação de qualidade.

Fonte: Coordenação do Curso de Ciências Contábeis

nov 13

RESUMO

O modelo CAPM – Capital Asset Pricing Model (modelo de precificação de ativos) é atualmente bastante usado no mercado de capitais. Entretanto, tem recebido algumas críticas por demonstrar em sua teoria que apenas a covariância entre o retorno individual de um ativo e o retorno do mercado com a variância deste retorno de mercado é o elemento determinante do retorno de um ativo. Neste sentido, outros modelos têm surgido como uma opção ao CAPM, no qual um deles vem se destacando em trabalhos atuais, cujo nome é o APT – Arbitrage Pricing Theory (modelo de precificação por arbitragem). Assim, este trabalho teve por objetivo investigar a relação existente entre um conjunto de cinco variáveis contábeis (liquidez, endividamento total, variação do lucro, alavancagem e crescimento do ativo) e o risco do ativo com base na APT, no mercado de capitais, precisamente em três bancos (Banco do Brasil, Bradesco e Banco do Nordeste do Brasil) no período de 1999 a 2008. Quanto aos resultados da pesquisa foi constatado que em relação as variáveis estudadas não foi possível estabelecer a mesma correlação, em sua totalidade, com o que a teoria prediz. Dos dados encontrados os que mais se aproximaram da teoria quanto às relações existentes para explicar o risco, foram os apresentados pelo Banco Bradesco, em 04 variáveis. Já o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste, apresentaram em apenas duas variáveis.

Palavras chave: CAPM; APT; Risco; Variáveis Contábeis.

Clic aqui para ter acesso ao artigo completo:

http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/Enfoque/article/view/8080/4616

Fonte: Autores: Marcos Igor da Costa Santos - Professor da Faculdade Potiguar da Paraíba e Manuel Soares da Silva - Professor do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPE

out 28

Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia 2008, ao comentar sobre a situação flutuante dos Bancos, afirmou textualmente que os “lucros precoces eram parte de uma fábula da imaginação dos contadores”, ou seja, acusou que foram editados resultados fantasmagóricos que iludiram investidores.

A leitura do artigo do referido articulista “Os bancos não estão bem” distribuído pelo “New York Times News Service”, veiculado na Internet em 20 de outubro de 2009, permite inferir que a crise deveras ocorreu com a participação de balanços falsos, protegidos por normas flexíveis ou como aqui muito se tem dito “voláteis”.
Por incrível que possa parecer, perante tantas opiniões abalizadas, mediante o simples raciocínio de que ninguém investiria em empresas com ativos podres e lucros falsos, ainda existe quem opine que a informação contábil nada influiu. Como afirmou o grande pensador Denis Diderot, em suas famosas “Obras Filosóficas”: “Não basta revelar: é preciso ainda que a revelação seja completa e clara”. Difícil me é entender como perante tal realidade, de tanta falsidade demonstrativa evidente, de tê-las sob a égide “normativa contábil de entidades”, ainda se possa negar que isso existiu.

 


O grande calote mexeu fundo no bolso dos contribuintes, afirma Krugman, evocando ainda o elevado prejuízo econômico motivado pelo alto índice de desemprego, motivando perdas nos empréstimos hipotecários e cartões de crédito.


Tal realidade, entretanto, não está a ocorrer apenas nos Estados Unidos; muitas nações sofreram e ainda estão penalizadas duramente em razão das perversas “engenharias financeiras” que as “normas denominadas como internacionais contábeis” não impediram; sequer as referidas ensejaram que se denunciasse com antecedência a catástrofe. Isso valeu ao contador a imputação de “fabulista” feita pelo Nobel de Economia, termo que por extensão, segundo os melhores dicionários equivale ao de “mentiroso”.


O ilustre censor, todavia, limitou-se a acusação genérica, sem mencionar as causas, essas que segundo denúncias do Senado do País do referido, há mais de três décadas já haviam sido detectadas, ou seja, como as de um “conluio” (este é o termo que a publicação do parlamento deu ao caso e que editou pela imprensa oficial do governo); assim bem explica e assevera, dentre outros vários, o professor universitário, membro da Academia Brasileira de Ciências Contábeis, Valério Nepomuceno em sua Teoria da Contabilidade (edição Juruá), indicando os envolvidos no esquema e que foram as grandes empresas de especulação financeira, auditores transnacionais e entidades de classe contábil, em um intrincado processo normativo.


Não há dúvida alguma sobre “ativos podres” e “resultados fantasiosos” evidenciados nos balanços, nem que a informação falsa decorrente seja uma das responsáveis pelo macro desastre que abalou a economia e o povo em muitas nações, a menos que se deseje, ao negar, emitir opinião enganosa. Segundo o conceituado jornal “Le Figaro”, de Paris, de 21 de outubro de 2009, tão grave e desumano é o problema que o povo francês, em face dos efeitos da crise, iria até restringir os gastos com os presentes de Natal destinados às crianças.


Nosso próprio País que tanto se alardeou não ter sofrido efeitos da crise, segundo o Correio Brasiliense de 20 de outubro de 2009 denunciou nível elevado de concordatas nas empresas de menor dimensão, com restrições de crédito às mesmas, praticados pelos Bancos; segundo o noticiado a comparação entre janeiro de 2009 com igual mês do ano passado, por exemplo, a quantidade de ações de concordatas subiu 354,55% (número vultoso) e em nenhum mês, houve redução no número de pedidos, continuando a suportar incrementos, esses que em setembro foi de 25,93%; em setembro de 2009 a arrecadação federal despencou 11,29 por cento frente ao mesmo período de 2008, fato que ensejou interrogações e preocupações considerando que mais de 75% do PIB nacional se concentra nas grandes e médias empresas…


Uma pesquisa responsável, não comprometida em conluios, que indicasse as efetivas causas e lesões à arrecadação tributária e à sociedade, criadas pelos “ajustes” em balanços ao sabor da Lei 11.638/07 ainda não chegou ao meu conhecimento.


Insensato, pois, é afirmar que as médias empresas possam receber benefícios em razão de aplicação de normas contábeis que tamanhos danos sociais e econômicos de há muito estão causando; administrar exige dados verdadeiros e baseados em prudência, coisas que as normas não asseguram; não tem sustentação do ponto de vista ético e científico contábil a afirmação de que informações produzidas segundo as normas denominadas como “internacionais” (mas de teor exclusivo anglosaxônico) ajudam as pequenas e médias empresas em seus empreendimentos. Tal falácia sobre o enfoque de utilidade pressuposta, se dita a Krugman muito provavelmente ele responderia que isso se tratava de “mais uma fábula dos contadores”, confirmando o conceito que já havia expendido. Se o mencionada prêmio Nobel de Economia já afirmou sobre o que às grandes aconteceu que diria se tivesse que apreciar o fato sob um prisma de “generalidade” de aplicação e pequenas e médias empresas?


A solução para a crise econômica, derivada das manobras e conluios financeiros, encontra-se na mesma modalidade de procedimento que há cerca de 80 anos Einstein ofereceu a Roosevelt (perante os efeitos da crise de 1929) quando afirmou que tudo se resolveria com “mais trabalho”. 
Estamos de acordo com o que o grande ícone da Física Teórica, mas, um dos mais inteligentes intelectuais de sua época aconselhou e que agora Krugman repete em seu artigo recente referido; a solução é aumentar o “nível de emprego”; isso, todavia, será solução parcial e não resolverá integralmente o problema das crises sem uma estratégia que inclua não apenas a “recuperação”, mas, também, a “proteção”, para que novas fraudes não venham a inundar o mercado, derivadas de novos calotes financeiros; a questão não está em apenas aliviar o mal, mas, sim em erradicá-lo.

 


Isso passa, todavia, por um rigor a ser imposto à excessiva liberalidade e aos erros das referidas “normas”, fazendo com que estas passem a se agasalhar na ciência da Contabilidade e que respeitem as leis, pois, tais coisas não estão a ocorrer.


Necessário é que seja atribuída maior importância aos critérios de prudência, esses que se encontram vulneráveis em face da subjetividade que se está ensejando para admitir lucros fantasiosos e perdas inexistentes.

A “imprudência” amparada pelas denominadas normas internacionais foi e ainda é a responsável por essa dita “fabula” que o detentor do prêmio Nobel de Economia 2009 acusou; se tal deficiência não for erradicada jamais conseguirá haver segurança quanto à sinceridade dos informes contábeis, com reflexos e responsabilidades que recairão sobre os contadores em geral, embora egressa de um grupo apenas, como já tanto foi denunciado por ilustres intelectuais e políticos.

 

Fonte: Homepage Prof. Dr. Antonio Lopes de Sá - Artigo: Crise e fábula dos Contadores - Acesso: 28/10/2009.

 
 

 

out 20

Uma abordagem da contabilidade gerencial no contexto econômico, comportamental e sociológico

A controladoria e a Contabilidade Gerencial, no Brasil e no mundo, têm-se desenvolvido de maneira significativa, mas, infelizmente, de maneira geral, a propagação desse conhecimento tem demorado muito para ser absorvido no ambiente acadêmico brasileiro. Este livro mostra que a Contabilidade Gerencial e seus artefatos são instrumentos a serem tratados não apenas sob abordagem técnica e funcional; ao contário, dada a complexidade de ambientes em é utilizada, ela demanda entendimento de outras áreas das ciências sociais aplicadas, como, por exemplo, a Sociologia, Psicologia e a Economia, as quais exercem forte influênicia sobre sua concepção e operacionalização. Isso se deve a vários fatores, dentre os quais a escassez de bibliografia com atualidade e a velocidade que as mudanças organizacionais exigem e com amplitude para o tratamento eficaz dos problemas gerenciais contemporâneos.

Um dos aspectos relevantes desta obra é o seu foco. Diferentemente de maior parte dos trabalhos até agora disponíveis, seu conteúdo e sua forma apresentam conceitos adaptáveis à realidade da organização e mostram como os artefatos gerenciais corretos devem ser selecionados, implantados e, o que é mais importante, utilizados de fato pelas empresas. Muitos sistemas de controle gerencial bem concebidos, desenvolvidos e implantados acabam sendo abandonados por razões de ordem institucional, contingencial, psicológica etc.; este livro trata dessas razões de forma sucinta e direta, podendo auxiliar as organizações em projetos dessa natureza.

Autor: Fábio Frezatti, Wellington Rocha, Artur Roberto do Nascimento e Emanuel Junqueira

Editora: Atlas

Fonte: Revista Fenacon - Julho/Agosto 2009 - Pág. 41

out 6

Assim como ocorre em diversas outras ciências, especialmente nas tidas como sociais aplicadas, existe na Contabilidade ainda uma grande disparidade entre o conhecimento teórico e a prática profissional, a qual, na maioria das vezes, parece pautada meramente em normas e regras, em negligência do doutrinário e científico.

Muitos profissionais foram educados, desde o tempo da academia, a especializar seu conhecimento apenas naquilo que o mercado exige mais, ou seja, a prática profissional. No entanto, de nada adianta o conhecimento do “como fazer” sem o embasamento do “por que” se está fazendo. Em outras palavras, o profissional que se atém exclusivamente ao trabalho laboral e corriqueiro acaba desenvolvendo uma visão deveras limitada, tornando-se incapaz de pensar por si mesmo e aceitando supostas verdades como se verdadeiras fossem sem um prévio julgamento crítico. Citando o notável Economista francês Jean Fourastié, “O atraso das ciências econômicas e sociais em relação às ciências da matéria é uma das causas das infelicidades da humanidade. A técnica arrasta o homem para horizontes imprevistos”.

A Contabilidade surgiu, ainda na pré-história, como uma forma de atender a uma necessidade prática: controlar a riqueza. À medida que o homem primitivo deixou de ser nômade, desenvolvendo a agricultura e a criação de animais, passou a definir conceitos de propriedade, utilizando instrumentos rudimentares (como, por exemplo, pedras e fichas de barro) para registrar o seu patrimônio. Em outras palavras, a necessidade de controle da riqueza fez com que o homem primitivo desenvolvesse mentalmente um sistema que atendesse àquela carência e, em seguida o colocasse em prática.

Considerando que o conhecimento contábil não é estático e, deste modo, evoluiu juntamente com a civilização humana. O surgimento das primeiras comunidades, o desenvolvimento da escrita e a criação da Moeda como instrumento de troca, dentre diversos outros fatores, ocasionaram um crescimento das relações comerciais e da economia, o que passou a exigir da contabilidade instrumentos mais precisos e modernos. Basicamente, quanto mais um povo se desenvolve, maior e mais complexo torna-se o seu patrimônio, exigindo dos profissionais da contabilidade mais dedicação e Empenho em tentar sanar as necessidades dos usuários.

Durante a Idade média, por exemplo, foi desenvolvido no Oriente Europeu, mais precisamente no norte da Itália, o método veneziano de escrituração, mundialmente conhecido como método das partidas dobradas, o qual surgiu como uma forma de atender à grande Expansão das relações de comércio naquela região, ocasionada pelo evento que os historiadores chamam de Revolução Comercial (Séc. X – XIV). O primeiro livro a tratar da referida técnica de escrituração foi publicado na cidade de Veneza, em 10 de novembro de 1494, escrito pelo Frei Franciscano Luca Pacioli e intitulado Summa de Arithmetica, Geometrica, Proportioni et Proportionalita (Súmula de Aritmética, Geometria, Proporção e Proporcionalidade). A obra, que em sua edição original apresentava mais de seiscentas páginas, não foi a primeira a tratar sobre assuntos contábeis, mas teve o seu mérito por introduzir as partidas dobradas na comunidade literária da Contabilidade, dando origem a diversos outros livros que também trataram do assunto.

Surgiu então a primeira escola do pensamento contábil: o Contismo. Era, finalmente, a Contabilidade engatinhando rumo à condição científica.

Com o passar dos anos, o Contismo decaiu, dando lugar a correntes mais modernas. A Contabilidade, entretanto, evoluiu cada vez mais. A culminância dos esforços de incontáveis estudiosos levou enfim a disciplina ao status de Ciência Social, buscando sempre a resposta às questões envolvendo o seu objeto de estudo, o fenômeno patrimonial.

A História evoluiu, vieram as grandes navegações, a revolução industrial, a globalização, o desenvolvimento da informática, o estabelecimento da era do conhecimento e incontáveis outros acontecimentos que alteraram a Sociedade e a economia, cabendo aos profissionais da Contabilidade o mesmo desafio enfrentado pelos homens primitivos há milênios: Questionar os modelos existentes e, com base no conhecimento teórico, desenvolver novas técnicas que, ao serem colocadas em prática, satisfaçam as necessidades por informação.

Como se percebe, a teoria e a prática contábil não são antagônicas, mas sim complementares. Assim, podemos dizer que do mesmo modo que a teoria só possui valor se tiver aplicação prática, a prática só agregará valor se apoiada pela teoria, e não única e exclusivamente por normas e regras.

Autor do Artigo: André Charone Tavares Lopes

Estudante do 4º Semestre de Ciências Contábeis. Primeiro colocado no processo seletivo da Faculdade Ideal e Terceiro colocado no processo seletivo da Universidade da Amazônia

Fonte: Portal Classe Contábil – Artigo publicado 01/10/2009

set 16

O momento atual da Economia vem trazendo ao Brasil uma especialização do setor contábil, principalmente com a chegada de inovações como o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), Nota Fiscal Eletrônica. Além disso, há maior internacionalização, com a chegada dos IFRS, que são as normas internacionais de contabilidade.

A afirmação é do presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP), José Maria Chapina Alcazar. “O segmento contábil se adapta a todos os momentos. Por isso, os profissionais precisam investir na educação continuada”, disse.

Segundo Chapina, o setor contábil não conviveu com a recessão. “Quanto mais o País entra em crise, mais aumentam as demandas por um planejamento estratégico”, explica.

Em evento realizado ontem à noite na Câmara dos Vereadores de São Paulo, o presidente do Sescon-SP destacou as principais mudanças que o segmento vem vivenciando nos últimos tempos. Uma das principais é o Alvará Eletrônico, que, de acordo com a entidade, é uma chance de legalizar as cerca de 95% de empresas brasileiras que não têm alvará de funcionamento.

O sistema, implantado inicialmente no site da Prefeitura de São Paulo, permite que qualquer empreendedor acesse o sistema e, por meio do número da escritura do local, consiga retirar, em questão de minutos, o alvará para o funcionamento do seu empreendimento - no caso de imóveis que tenham até 150 metros quadrados.

Com a mesma ferramenta, o novo empreendedor consegue verificar se a atividade comercial que ele deseja estabelecer em determinado local é permitida naquela região.

“Essa sugestão de simulação [que partiu do Sescon] representa um grande avanço tecnológico”, ressaltou Chapina Alcazar.

Desde sua fundação, em 1949, o Sescon-SP concilia a prestação de Serviços no território paulista à luta permanente pela diminuição da Carga Tributária e ao surgimento de um melhor ambiente para o desenvolvimento do empreendedorismo em todo o País.

Atualmente, a entidade representa cerca de 67 mil empresas paulistas contábeis e de assessoramento e conta com uma Universidade Corporativa.

Segundo o presidente do Sescon-SP, José M. Chapina Alcazar, o setor contábil vive um momento especial com a implementação de novas tecnologias e a internacionalização, com os IFRS.

Fonte: DCI - PORTAL CLASSE CONTÁBIL - Notícia 15/09/09

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