Blog - Administração » 2010» fevereiro
fev 26

Em alguns países, como México e Espanha, é costume tirar um cochilo após o almoço. O hábito, além de ajudar a descansar, estimula a aprendizagem, segundo estudo realizado pela Universidade da Califórnia (EUA).

“O sono não corrige apenas os prejuízos decorrentes de longos períodos de privação de sono, mas, em nível neurocognitivo, leva a aprendizagem para além de onde estava antes da soneca”, explicou um dos autores da pesquisa, Matthew Walker, segundo a Agência Fapesp.

A pesquisa apontou também que. quanto mais horas a pessoa permanecer acordada, mais vagaroso se torna o cérebro. Perder uma noite de sono pode diminuir a capacidade de armazenar novas informações em até 40%.

Metodologia

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores examinaram 39 adultos divididos em dois grupos, sendo que um cochilava à tarde. Ao meio dia, todos foram submetidos a exercícios de aprendizagem com o objetivo de estimular a região do cérebro que atua no armazenamento de memórias. Os resultados dos dois grupos foram iguais.

Duas horas mais tarde, às 14 horas, o primeiro grupo dormiu durante 90 minutos, enquanto o outro permaneceu acordado. Às 18 horas, os dois grupos foram submetidos a uma nova rodada de exercícios. O grupo que ficou desperto teve rendimento inferior em relação à rodada anterior e aqueles que cochilaram tiveram melhor desempenho e apresentaram ganhos na capacidade de aprendizagem.

A conclusão dos pesquisadores é de que o sono é necessário para “limpar” a memória de curto prazo, liberando mais espaço para as novas informações. “É como se a caixa de entrada de e-mails estivesse cheia e, até que seja limpa, por meio do sono, não será possível receber mais mensagens”, afirmou Walker.

Fase do sono

De acordo com a pesquisa, esse processo de atualização ocorre na fase dois do sono, que se encontra entre o sono profundo e o estado que os sonhos ocorrem. Os pesquisadores pretendem também analisar se a redução de sono apresentada à medida que as pessoas envelhecem está relacionada à redução na capacidade de aprendizagem com a idade.

Por Karla Santana Mamona - InfoMoney

fev 25

É muito comum pessoas cansadas do atual trabalho ou desempregadas aventurarem-se em novos empreendimentos. Muitas delas começam um negócio a partir de uma idéia ou de um sonho. Imaginam montar um negócio e em pouco tempo começar e viver dos rendimentos desse empreendimento. Na maioria das vezes, esse sonho acaba se tornando um pesadelo, pois o empreendimento não foi bem planejado.

Muitas vezes a pessoa tem um emprego fixo, mas não está satisfeito com o trabalho, com o chefe ou não se sente realizado e quer mudar de vida. Vem então a idéia de ser o próprio patrão. Ainda há aquelas que estão desempregadas, não conseguem nova colocação e imaginam que abrir um próprio negócio seja a melhor alternativa para voltar a trabalhar. Estes são os dois casos clássicos de empreendedores que fracassam por falta de planejamento e falta de capital.

Em muitos casos, essas pessoas acabam lançando-se em ramos de atividade totalmente desconhecidos, simplesmente porque “ouviram dizer” que é um ramo lucrativo, ou porque sonham com um trabalho que lhes dê prazer. Todos os ramos são lucrativos, desde que se conheça o mercado, o local onde a empresa será instalada, os fornecedores, os prazos de pagamento dos insumos, o prazo de retorno do investimento, taxas e impostos a serem pagos e mais do que tudo, que se tenha uma boa noção das despesas e receitas mensais do empreendimento.

O principal motivo que faz pequenas empresas naufragarem antes do primeiro ano de vida é a falta de planejamento. Esse planejamento muitas vezes não é feito por falta de conhecimento da estrutura de um negócio, ou por subestimar as despesas do início da atividade de uma empresa. Nestes casos, o negócio tem início com pouco dinheiro, sobrando pouca reserva para imprevistos e para a sobrevivência durante o tempo que o empreendimento ainda não começou a se pagar. Nesta hora o empresário tem continuar tirando dinheiro do bolso para alimentar a empresa até que ela comece a dar lucro, e ainda tem que ter dinheiro para pagar suas contas pessoais. É nesse ínterim que as contas desandam. Começa a faltar dinheiro para injetar na empresa como capital de giro ao mesmo tempo que falta dinheiro para o pagamento das contas pessoais.

No fim das contas, as únicas alternativas que restam são vender a empresa por um valor irrisório, ou ainda, a mais penosa, que é simplesmente fechar as portas e arcar com todos os prejuízos.

Todos estes transtornos podem ser evitados. Basta que seja feito um planejamento meticuloso do empreendimento antes que se invista o primeiro centavo. Caso o empreendedor não se sinta capaz de fazer este trabalho, pode contratar empresas ou consultores aptos a realizar este trabalho. Claro que isto também requer um desembolso. Mas este gasto com um profissional qualificado não será em vão, pois ele lhe esclarecerá muitos pontos que podem inviabilizar o seu projeto e com isso evitar que você invista dinheiro e tempo num sonho que em menos de um ano pode se transformar num pesadelo e jogá-lo de novo no mercado de trabalho. Mas pode também orientá-lo a redirecionar o seu projeto e torná-lo viável, fazendo com que o seu lucro venha em menos tempo do que viria caso você não fosse assistido por um profissional qualificado.

Fonte: Administradores.com

fev 24

O Carnaval foi embora e como sempre no Brasil, agora é que de fato o ano começa. Que tal, então, aproveitar o momento para cuidar da sua imagem? Não importa se você quer mudar de emprego ou pretende investir suas fichas em uma promoção. Estar na vitrine é questão de vida ou morte; de sobrevivência. Por isso, procure sempre construir uma imagem positiva e saia do anonimato.

Quem planeja alçar voos no mundo corporativo não pode se esconder atrás do computador e achar que seus esforços estão sendo vistos. Apareça, mostre-se. Lembre-se que a imagem é um patrimônio único e valioso. Seja uma grife, cuide dela com carinho e autenticidade. A imagem positiva é um produto que construímos.

Crie sua identidade como se fosse uma espécie de impressão digital. Tenha um posicionamento estratégico no mercado. Defina seus valores, o que é mais marcante em sua personalidade, que habilidades você tem, qual atividade lhe dá mais prazer. Crie e propague sua marca pessoal.
Não esqueça que vivemos em uma sociedade que valoriza a aparência, a embalagem. Pense que, como marca pessoal, você é um produto que precisa ter visual caprichado para causar boa impressão. Aprenda também a “vender seu peixe” e dê um impulso na imagem que as pessoas terão de você.

A comunicação é fundamental para que as pessoas saibam o que você faz e pretende. Seja sincero consigo mesmo, de que forma você conseguirá mudar de emprego ou alcançar aquela promoção tão desejada se for visto como mais um no meio da multidão?

Em princípio pode parecer bobagem o que estou falando ou algo já comum, mas é fato que dez entre dez pessoas que querem dar um salto na carreira esquecem coisas simples como essas. Resultado: ficam a se lamentar por estarem sempre no mesmo lugar. As pessoas preferem adotar a postura de vítimas para justificar a estagnação, quando seus destinos profissionais dependem apenas delas. As clínicas de planejamento de vida mostram que essa atitude de passividade é mais comum do que se pensa.

Neste ano que começa agora, abandone velhos hábitos, mude radicalmente sua forma de pensar, agir. Dê uma chance ao novo e as portas estarão sempre abertas para você. Acredite, vivemos ciclos que precisam ser iniciados e encerrados constantemente. O sucesso depende de como nos posicionamos e somos vistos. Não deixe que as amarras do sobrenome corporativo o impeça de voar mais alto. Ponha sua escola na avenida. Crie sua marca pessoal e tenha um futuro brilhante, sempre!

Autor: Júlio Sérgio Cardozo

fev 23

A aparência pode contar pontos não apenas no momento de conseguir um emprego, mas também na hora da definição do salário. A polêmica afirmação foi resultado de uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade de Yale, em Conneticut, nos Estados Unidos. O estudo mostrou que, entre os entrevistados, os considerados menos ‘atraentes’ ganhavam em média 10% a menos em comparação com os de melhor aparência.

Ao analisar esse estudo, fica difícil aceitar que ele se aplica em sua totalidade à realidade brasileira, principalmente ao afirmar que a beleza garante não só uma vaga como um salário maior. Isso se aplica, obviamente, às empresas cujo negócio é a “boa aparência” – moda, estética, publicidade, eventos.

Mas, se não se pode afirmar que a pesquisa se aplica ao Brasil, tampouco pode-se afirmar o contrário.

A dimensão estética é um importante valor em todas as culturas. Diante do belo, das belas formas, do gracioso, jovial, suave, agradável e harmonioso cria-se uma atmosfera de boa vontade e empatia. Os recrutadores não são super homens ou super mulheres imunes às emoções que a presença do belo suscita. Mas os bem preparados são capazes de manter a objetividade e escolher um candidato avaliando as competências, as habilidades e as atitudes necessárias ao trabalho que irá realizar.

O belo, quando é mera aparência, sem essência, muito depressa é desmascarado. Uma recepcionista atenta é de grande ajuda para o recrutador. Ela observa o comportamento do candidato a emprego enquanto ele espera ser chamado para a entrevista e poderá traçar um perfil só com as respostas a essas perguntinhas bem básicas: como se apresentou à recepção? Chegou no horário? Estava tranqüilo? Esbaforido? Foi educado e gentil? Cumprimentou outras pessoas presentes? Sentou-se e portou-se sobriamente? Apanhou uma revista para ler? Qual revista? Abriu o próprio computador? Falou ao celular discretamente? Pareceu impaciente? Transpirava? Tomava café ou água demais?

Além disso, hoje há câmeras por todo lado. Ficou fácil confrontar a percepção sobre a pessoa.

Conteúdo define a escolha

No fim das contas, as empresas contratam as pessoas afinadas com os seus valores, visão e missão. Nos processos seletivos costumam deixar claro “como são as coisas por aqui”. Ou seja, qual a cultura prevalecente. E essa cultura decorre dos valores que as pessoas compartilham, explicitados, por exemplo, em comportamentos, vestuário e postura no trabalho.

É comum que pessoas se candidatem a empregos em empresas cujas culturas ou “jeito de ser” façam sentido para elas. Algumas buscam empresas por serem “cool”, oferecerem “mimos” como liberdade e informalidade. Outras preferem empresas com estilos de negócio e gestão mais tradicionais. Num caso ou noutro, a aparência das pessoas segue o estilo da empresa e a percepção do belo pode variar.

Aparência, essência e sedução

Mesmo que a pesquisa aludida não se aplique à nossa realidade, empresas e candidatos a emprego se esmeram na arte da sedução. Um quer ser atraente para o outro. Quer ser a escolha do outro. Seduzir é fazer crer que se pode propiciar ao outro, melhor do que ninguém, o que ele deseja. O sedutor faz-se encantador, irresistível. Sabe o que pode encantar e oferece - seja “boa aparência”, comportamento ou atitude. Isto não precisa implicar numa deliberada, contínua e penosa “representação”. Se for pura aparência, sem essência, não há como sustentar-se por muito tempo. Ainda que amem o belo, as empresas precisam de resultados. Se for possível ter o melhor dos dois mundos (beleza e resultados), por que não?

Por Angela Souza - www.administradores.com.br
* Angela Souza é Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da empresa Talk Interactive. É bacharel em Filosofia pela UFSC, especialista em Filosofia Política (UFSC) e em Gestão Estratégica de Negócios (FGV/RJ).

fev 22

A equipe certa é considerada importante patrimônio da empresa para alcançar os resultados almejados. Cada profissional é uma peça chave na grande engrenagem e a troca de valores éticos e profissionais entre seus membros, contribuem decisivamente para um trabalho de qualidade.

O aumento da competitividade e globalização faz com que as empresas busquem cada vez mais profissionais preparados para enfrentar os desafios da profissão e que agreguem maior conteúdo à equipe a qual estará inserida.

Para Stefi Maerker, diretora-presidente da SEC Talentos Humanos, empresa especializada em recursos humanos, o momento é propício para aqueles que estão à procura de uma oportunidade, mas cada profissional deve estar sempre atualizado e desenvolvendo suas habilidades pessoais e de trabalho. “Apesar do mercado está bastante competitivo, oferece grande oferta de empregos no momento. Esse é o momento de investir em suas habilidades, já que as empresas esperam cada vez mais dos profissionais”.

Para Alessandra Tomelin, gerente de recursos humanos da vagas.com.br - empresa especializada em tecnologia para recrutamento e seleção - ressalva que não é apenas o profissional que precisa se capacitar para atingir seus objetivos, mas também as próprias empresas. “As organizações começaram a entender que, para manter seus líderes e os melhores profissionais, precisam oferecer para essas pessoas uma boa estrutura de trabalho, com salários atrativos e possibilidade de crescimento na carreira”, afirma Tomelin.

Currículo? O que pesa mais?

Entre os tabus dos profissionais que procuram melhor se adaptar ao mercado de trabalho, está em saber o que vale mais na seleção de um candidato, se uma melhor formação acadêmica ou mais experiência profissional na área disputada. Luis Testa, gerente de marketing da Vagas.com.br, afirma que a opções dos recrutadores varia de acordo com a empresa e o objetivo que ela opta pelo cargo. “Essas variantes vão depender do perfil de cada empresa, onde encontramos espaço para concorrência entre um profissional com formação mais acadêmica, com outro, de maior bagagem de experiência”.

Luis Testa relata também que a opção dos selecionados vai muito além do currículo e que outros fatores, como por exemplo, o domínio sobre redes sociais, habilidades de relacionamento com outros profissionais e atividades extracurriculares, podem ser diferencias na escolha pelas empresas. O especialista cita a própria seleção para estágio em seu setor. “O critério de seleção adotado para escolha de duas estagiárias no setor de marketing da nossa organização estava envolvida pelo domínio dos candidatos sobre as redes sociais. Esse era o perfil que precisamos no momento e foi determinante pelas escolhas dos candidatos”.

A consultora Stefi Maerker alerta também que não basta profissionais serem “expert” no assunto, precisam de habilidades e características como coragem, otimismo e equilíbrio emocional, por exemplo, paras lidar com as adversidades e pressões do ambiente profissional. A especialista elencou oito habilidades e competências mais procuradas no mercado pelas organizações. Confira:

  • Flexibilidade: para saber lidar com mudanças rápidas e repentinas e para aceitar a volatilidade do mercado e a incerteza da rotina;
  • Coragem: para arriscar, apesar de não existirem respostas prontas;
  • Resistência: para encarar uma rotina de imprevistos, pressão e obstáculos e saber superá-los, mantendo sua essência e equilíbrio;
  • Otimismo e Equilíbrio Emocional: ter a habilidade de se manter motivado e encarar a rotina de forma positiva, transformando pequenos problemas em grandes soluções;
  • Criatividade: para pensar diferente, encantar com novas soluções e contribuir com o ambiente de trabalho;
  • Comprometimento: vontade de fazer a diferença e se envolver com o trabalho que faz – vale lembrar que este envolvimento vem de dentro, e não deve ser ligado apenas ao salário;
  • Capacidade de Aprendizagem: para buscar auto-conhecimento e aprendizado, crescendo sempre;
  • Visão Generalista e Função de Especialista: é bom conhecer um pouco sobre tudo, pois ter informação é um diferencial desde que exista foco;

Buscar agregar valores a empresa com muito trabalho, dedicação e empenho são outros fatores fundamentais para conquistar bons resultados na empresa.

Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br

fev 19

Mais de 90% dos profissionais estão insatisfeitos com o emprego, apontou uma pesquisa internacional promovida pela empresa de Recursos Humanos Bumeran. Entretanto as pessoas devem tomar alguns cuidados antes de trocar de emprego.

“Um ponto importante é ter a consciência de que não é apenas a empresa que nos escolhe, mas nós também podemos e devemos escolher a empresa. Isso significa planejamento, buscar a empresa e o segmento que mais nos interessam, justamente para evitarmos cair na mesma armadilha da qual tentamos sair”, afirmou a presidente da ABRH-Nacional (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Leyla Nascimento.

Mudança

Segundo Leyla, a mudança de emprego e a conquista da vaga desejada são facilitadas se o profissional valorizar a vida associativa.

“Enquanto profissionais, devemos entender que ninguém neste mundo corporativo cresce sozinho. Fazer parte de uma entidade de classe é compartilhar conhecimento e práticas corporativas essenciais para a atualização de qualquer profissional, bem como criar uma rede de relacionamentos que pode nos ajudar muito na hora de trocar de emprego com sucesso”, disse a presidente.

Os profissionais devem manter as portas abertas ao sair de uma empresa e é importante que justifiquem a saída de forma verdadeira.

A hora certa

De acordo com a presidente, o profissional percebe que é hora de mudar quando o emprego deixa de ser gratificante. Assim, ele deixa de se envolver com as questões da empresa, fica desinformado sobre o que acontece no ambiente de trabalho e chega até mesmo a não ser mais chamado para reuniões. ”Quando chegamos a este ponto, é mais do que evidente de que é preciso repensar nossa relação com a empresa”, concluiu Leyla.

Por Equipe InfoMoney - InfoMoney

fev 18

Quando observo os fatos do cotidiano sempre fico pensando como é difícil e ao mesmo tempo fácil ser verdadeiramente um ser humano. Parece-me que o estado de espírito comanda nossos comportamentos. Parece-me que nossos valores, aquilo que acreditamos como correto, nos influenciam, agimos de maneira inconsciente e consciente, temos controle, perdemos o controle, afinal somos seres humanos. Ao agirmos, vem a reflexão sobre nossos próprios atos e, a partir dela, passamos a nos comportar de uma maneira diferente, aprendendo a viver melhor. Nossa consciência bate à nossa porta e nossos valores entram em cena.

Nossas percepções sobre o mundo, sobre as relações, sobre os processos que diariamente vivenciamos começam a ter maior sentido para que possamos ser seres humanos mais felizes. Somos direcionados por uma força interna, mas também temos de aprender a respeitar o próximo e, assim, viver em comunidade. O ideal está longe, mas a felicidade depende de cada um e das escolhas que fazemos nos processos de relacionamento com outros seres humanos. Nos ambientes organizacionais, as preocupações são as mesmas, busca-se a humanização: o respeito ao trabalhador enquanto ser humano. A natureza verdadeiramente humana, segundo Morgan (1996), é construir as organizações em função das pessoas e não das técnicas.

Parece-me que vivemos entre acertos e erros. Na busca do equilíbrio. Quantas cenas diárias não acontecem no cotidiano das organizações! Imagine uma cena de desentendimentos, de contradições, de tristeza e até mesmo de decepção, qualquer uma. Quem não as tem? Imagine uma cena de entendimentos, de alegria, de comemoração, de reconhecimento. Imagine-se uma nova descoberta. Tenho refletido muito sobre a essência do viver e neste sentido fico pensando que as experiências poderiam ter maior significado se, simplesmente, não passássemos por elas, mas as vivenciássemos.

Parece-me que a corrida está em fazer o que ainda está para ser feito, e não em pensar antes da tomada de atitude, observar a extensão de nossos atos e discursos, refletir antes de agir, pesando as consequências. Para isso, é fundamental que, nos ambientes organizacionais, o ser humano não continue a agir por impulso, pela dinâmica e pressão que lhe é imposta. Vive-se um ritmo alucinante, simplesmente passando pelos momentos. É fundamental, reafirmo: viver os momentos e com eles aprender os inúmeros significados da essência do viver.

O fato é que precisamos aprender a valorizar e a comemorar cada movimento, para vivermos intensamente nossas experiências de vida. Não é diferente no ambiente de trabalho: o ser humano está ali, pronto para crescer no desenvolvimento de suas atividades, nos relacionamentos dos quais participa; enfim, está ali pronto para ser feliz, mas não em um “mundo perfeito”.
Para Moggi (2008), organizações são “organismos vivos por excelência”; ao ampliarmos nosso olhar sobre elas, ficamos perplexos diante de sua complexidade. Uma pessoa pode buscar qualidade de vida, outra, crescimento pessoal, desenvolvimento profissional, entre tantas aspirações. Sempre olhei para as organizações como organismos sociais.

Você já conseguiu imaginar o mundo sem organizações? Sem o viver e conviver em sociedades? Precisamos aprender com nossas percepções, nossas habilidades e nossos conhecimentos. Precisamos contemplar o nosso interior e perceber que nós somos parte fundamental na busca conjunta da felicidade que tanto almejamos nos ambientes organizacionais. Precisamos entender que nas organizações da contemporaneidade a diversidade se faz presente. Diversidade implica práticas distintas e simultâneas em uma organização, ou seja, as diferenças existem e convivem, contrapontos são vistos como naturais e permitem às pessoas o seu aprendizado e consequente crescimento.

Se organizações são comunidades sociais, constituídas de pessoas que, ao se relacionarem, constroem significado, é natural nesses ambientes o respeito ao ser humano e o viver em ‘comunidades de prática’. Nesse contexto, a dimensão que a comunicação assume em uma organização está muito mais vinculada ao seu aspecto formativo, constitutivo de uma realidade, do que ao nível informacional. É preciso centrar o olhar na construção dos processos, no desenvolver relações, no construir e constituir o saber, privilegiando-se dessa forma a humanização nos ambientes organizacionais.

Por Marlene Marchiori - www.administradores.com.br

*Marlene Marchiori é Pós-doutora em Comunicação Organizacional pela Purdue University, dos Estados Unidos. Doutora pela Universidade de São Paulo, com estudos desenvolvidos no Theory, Culture and Society Centre da Notthingham Trent University, do Reino Unido.

fev 12

O uso das redes sociais no ambiente profissional ainda divide opiniões. Alguns alegam que a utilização dessas ferramentas provoca perda na produtividade do profissional. Já outros enxergam nas redes de relacionamento uma forma de ampliar setores da empresa, turbinar a inteligência organizacional e utilizá-las como eficiente instrumento de trabalho.

Uma recente pesquisa divulgada pela Manpower, multinacional especializada em recursos humanos, revelou que as empresas brasileiras são as que mais exercem controle sobre o uso de mídias sociais no trabalho pelo mundo.

De acordo com o estudo, 55% das companhias do Brasil têm alguma política nesse sentido, contra apenas 20% da média global. Outro dado revelado na pesquisa apontou o setor de finanças como à área que mais controla os empregados (81%), seguido de transportes (65%) e administração pública e educação (58%).

Entre os fatores mais apontados pelos recrutadores entrevistados na pesquisa que se posicionaram contra o uso dessas ferramentas no ambiente profissional, estão: resguardar a reputação da empresa, proteção das informações confidenciais das companhias e, escolhido como a principal razão, a perda de produtividade entre os funcionários.

Re
des complicadas

Há casos extremos que esse problema com o uso de redes sociais no trabalho pode levar até à demissão do funcionário. Uma dessas situações aconteceu na empresa de Antônio Carroça, gerente de uma consultoria especializada em informática. Ele não viu outra alternativa ao constatar o prejuízo na realização das tarefas. “Tive que bloquear nas máquinas da minha recepcionista e secretária o uso das redes sociais, devido à utilização de Orkut, MSN e Youtube por muito tempo durante o dia. A consequência é que, toda vez que pedia algo, demoravam uma semana para fazer. Mesmo depois de bloqueadas as máquinas, uma delas foi lá e removeu a trava. Demiti na mesma hora”, diz o gerente.

Liberar o uso das redes sociais com responsabilidade foi até uma das tentativas na empresa de tecnologia de informação dirigida pelo empresário Robert Roman. Porém, em pouco tempo, a tentativa do uso consciente das redes de relacionamento não obteve o sucesso esperado.

“Algumas pessoas da nossa equipe de conteúdo dos portais deixam de atualizá-lo, ou o atualizam de qualquer forma, com erros crassos de português, ou mesmo frases que não fazem nenhum sentido, para que sobre mais tempo para conversar com amigos no MSN, acompanhar o twitter de uma celebridade, ou ver o que mudou em seu facebok, ou Orkut”, relata Roman. “Hoje em dia, apenas a área de vendas tem acesso ao msn e algumas pessoas das outras áreas têm acesso vigiado às redes sociais”, comenta o empresário.

Fonte de renda e até de motivação

Por outro lado, a utilização da rede social no trabalho, em muitas organizações, abre um leque de oportunidades comerciais para a empresa e pode, de quebra, servir como forma de motivar os funcionários. Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil, afirma que, em boa parte das empresas, as políticas para mídias sociais ainda estão focadas no gerenciamento de riscos, e não na maneira como as organizações podem aproveitar essas ferramentas em benefício dos empregados e do negócio.

O publicitário Edson Gatto, por exemplo, só tem a comemorar: “100% dos contratos fechados são graças ao uso e presença de orkut, blog, twitter e e-mail na empresa. Por exemplo, fechei um contrato com o SENAC para todo o ano de 2010 devido ao disparo de um e-mail que fiz através do orkut no final do ano passado”, comenta Edson.


Já o consultor Lourival Karsten relata ter trabalhado tanto para empresas onde as redes sociais são totalmente liberadas e também em empresas em que existem inúmeras restrições. “O que pude observar é que nas empresas em que as redes sociais estão liberadas, o pessoal é bem mais antenado e as discussões - muitas vezes entre colegas da mesma sala, mas através dos computadores - são bem mais animadas. Quanto à produtividade, não consegui vinculá-la a uma ou outra forma de acesso à informação, pois normalmente está associada a muitos outros fatores”, informa o consultor.

Para Leandro Vieira, editor do Portal Administradores.com.br, a utilização consciente das redes de relacionamento no ambiente de trabalho não deve passar apenas pela responsabilidade do profissional, mas, principalmente, pela forma como a empresa transmite sua visão e princípios corporativos. “Se existir uma noção compartilhada de que todos estão no mesmo barco e compartilham objetivos comuns, o uso das redes sociais e de ferramentas digitais como o MSN pode impulsionar a organização a um patamar superior”, comenta Vieira. “Em nossa empresa, muitas ideias nasceram a partir da interação em diversas comunidades virtuais, algumas das quais sem nada a ver com o nosso negócio”, revela. “Além disso, não podemos esquecer do fator relacionamento. Temos construído relações riquíssimas através do uso de mensageiros instantâneos e da participação em redes como Orkut e Twitter”, finaliza Leandro.

Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br

fev 11

Os brasileiros estão mais confiantes em relação à manutenção do próprio emprego do que há seis meses.

Em janeiro deste ano, o número de pessoas que se sentem com o emprego mais estável, do que há seis meses, subiu dois pontos percentuais e passou de 39% em dezembro para 41% no mês passado.

Os que disseram estar menos confiantes representaram 28% dos que participaram da pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), três pontos percentuais menor em relação ao mês anterior.

Classes e regiões

A classe AB é a que sente mais estabilidade no emprego, com 51% das pessoas que disseram que estão mais seguras do que há seis meses. A classe C vem em seguida, com 41% de respostas, e a classe DE, com 33% das respostas.

Na região Sul, 45% dos entrevistados se sentem seguros no emprego, a maior proporção registrada, seguida da região Sudeste (42%) e Norte/Centro-Oeste (39%). A região Nordeste é onde se concentra o menor número de pessoas que acreditam na estabilidade no trabalho, na comparação com seis meses atrás, com 37% das respostas.

Entre os entrevistados, 31% conhecem alguém que perdeu o emprego por causa das condições da economia nos últimos seis meses. Esses participantes da pesquisa conhecem aproximadamente quatro pessoas que perderam o emprego.

Futuro

Quando os entrevistados foram perguntados sobre as chances de perder o emprego nos próximos seis meses, 16% consideraram que elas são grandes. Outros 32% consideram a chance de ficar desempregado pequena e 38% consideram que ela é média.

A região Sul é onde as pessoas mais acreditam na possibilidade de perder o emprego nos próximos meses, com 23% que responderam que as chances são grandes. Porém, 26% acham pequena a possibilidade de perder o emprego.

Nas regiões Norte/Centro-Oeste, 18% acham que as chances de perder o emprego são grandes. No Sudeste e Nordeste, 15% e 12%, respectivamente, acham que são grandes as possibilidades de perderem o emprego nos próximos seis meses.

Por Equipe InfoMoney - InfoMoney

fev 10

A área de Departamento Pessoal (DP) está em expansão nas empresas, o que pode significar mais oportunidade de emprego no mercado de trabalho.

Segundo a professora de Departamento Pessoal da Contmatic Phoenix, Rita de Cássia Lourenço, o profissional da área é responsável pela parte administrativa de cálculos e de administração da folha de pagamento, desde a admissão até a demissão de um funcionário.

“[O mercado de trabalho] está aquecido para bons profissionais, para quem é qualificado. Ele dá oportunidade, mas quer resultado rápido”, afirmou Rita.

Capacitação

Quem quer trabalhar na área não precisa ter necessariamente uma graduação, mas é recomendável, segundo o diretor executivo da Contmatic, Mário Hessel.

De acordo com o diretor, profissionais que começam como em cargos mais baixos, mas fazem cursos livres, cursos técnicos de contabilidade ou de Recursos Humanos podem trabalhar na área.

Departamento

Para Hessel, o departamento é composto por três setores: admissão, compensação e desligamento. O primeiro, segundo o diretor, é responsável pelo processo de integração do indivíduo na empresa, dentro dos critérios administrativos e jurídicos.

Já o de compensação é o que cuida do controle de frequência, pagamento de salários, benefícios, taxas, impostos e contribuições.

“O desligamento é o setor encarregado pela quitação do contrato de trabalho, estendendo-se na representação da empresa junto aos órgãos oficiais (DRTs, sindicatos, justiça do trabalho, etc.)”, explicou Hessel.

RH x DP
O Departamento Pessoal faz parte da área de Recursos Humanos. De acordo com Hessel, o segundo é responsável pelo recrutamento e seleção de funcionários, treinamento, salário, segurança e medicina do trabalho, enquanto a parte mais burocrática fica sobre a responsabilidade do DP.

Por Equipe InfoMoney - InfoMoney

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