Blog - Administração » 2009» julho
jul 31

“A sociedade não pode ficar ao sabor de conveniências políticas”, afirma diretor do Conselho Federal da OAB.

Formação cultural sólida, domínio do português, senso ético e fidelidade aos fatos. Para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, o jornalista só precisa disso, e mais nada. O diploma é dispensável.

A decisão do STF, de derrubar a necessidade do diploma para ser jornalista, levantou dúvidas na sociedade e gerou polêmica. À imprensa, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a queda da exigência do diploma de jornalismo criará uma espécie de modelo de desregulamentação para outras profissões.

Heitor Kuser, presidente do IBDES (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social), explica que a Constituição Federal de 1988 prevê a regulamentação de profissões que podem oferecer riscos à saúde, ao bem-estar ou à segurança da população, o que poderia justificar a desregulamentação de mais profissões.

Segundo ele, existe um debate atual acerca da necessidade de diploma para ser economista, professor de educação física, entre outras atividades. “Gilmar Mendes avisou que outras profissões serão desregulamentadas”, lembrou.

Posição do IBDES

No caso específico do jornalismo, ele desaprova a decisão e acredita que a população saiu perdendo no que se refere à ética e à imparcialidade exigidas pela atividade de repórter. “Já existem pessoas sem diploma de jornalista expressando suas opiniões na imprensa. São os articulistas e comentaristas”, afirma.

“O jornalista tem a capacidade de traduzir informações de forma que todos compreendam, do trabalhador com menos estudo ao presidente da República. Acho que o País perderá no que tange à função principal do jornalista: democratizar a informação”, opina.

“Para ser repórter ou editor, é preciso ter a técnica. Esses ministros não sabem o que é um conselho editorial ou uma pauta e cometeram um erro grave. Creio que as grandes editoras continuarão preferindo profissionais formados. É o mesmo caso do analista de sistemas. Não é uma profissão regulamentada, porém 90% das pessoas que trabalham na área têm diploma para tal. Isso acontece porque a chance de esse profissional cometer um erro grave é menor e empresa nenhuma quer assumir grandes riscos”.

De acordo com Kuser, o problema se dará em rádios e jornais do interior, onde, não raro, os jornalistas são membros da família do proprietário, ou amigos. Falta profissionalização e esse quadro pode piorar.

A avaliação da OAB

Ophir Cavalcante Junior, diretor do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e advogado trabalhista, explica que a regulamentação das profissões, no geral, é necessária. “A sociedade não pode ficar ao sabor de conveniências políticas. Nossos profissionais são treinados justamente para melhor servir à sociedade. A desregulamentação das profissões favorece a proletarização das mesmas”.

Ele lembra que a decisão do STF, que começou com o jornalismo e pode se estender a outras profissões, irá desestimular os jovens a cursarem uma faculdade, embora obrigue as instituições de ensino a perseguirem um maior nível de qualidade.

Por fim, o diretor da OAB afirma que a decisão pode acirrar a disputa por leitores entre sites de notícias oficiais e páginas pessoais e blogs, já que a não-obrigatoriedade dos diplomas pode legitimar estes últimos. “A internet é um canal livre, por meio do qual todos podem se expressar [possuindo ou não diploma]“, lembra.

O que diz um professor de ética

No entanto, o jornalista e professor de Ética Jornalística na Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, Caio Túlio Costa, é totalmente a favor da decisão do STF. “Tive experiências muito boas com jornalistas formados em filosofia, ciências sociais, engenharia, medicina e letras”, lembra Costa, que já atuou como ombudsman.

Ele afirma que, para ser jornalista, é preciso ter diploma, mas não necessariamente de jornalismo. “Para ser jornalista, é preciso ter formação universitária sólida, talento e vocação para jornalismo e um profundo conhecimento de filosofia moral”, afirma, ao acrescentar que a ética não é uma particularidade desta profissão. Costa preferiu não se pronunciar a respeito da desregulamentação de outras profissões.

Darwinismo: seleção será natural

O sócio da Steer Recursos Humanos, Ivan Witt, afirmou que, mesmo que outras profissões venham a ser desregulamentadas, não ocorrerão mudanças profundas no mercado de trabalho. Sua explicação está baseada na teoria de Darwin: sobreviverão os mais fortes, talentosos, preparados e competentes.

“O mercado sempre buscará profissionais com a melhor qualificação possível, e que preencham os requisitos da posição. Ficará a cargo do empregador a decisão de contratar ou não profissionais formados”, afirma. “Não devemos confundir desregulamentação com ausência de curso superior. O mercado vai continuar tão ou mais exigente e, com certeza, quem possui formação superior de qualidade terá mais chances em sua área”.

Com relação ao jornalismo, ele opina que há muitas emoções e pouco entendimento para listar os prós e os contras da decisão do Supremo neste momento.

A questão dos salários por trás da decisão

Questionado sobre se existe uma pressão do empresariado por salários mais baixos, por trás da decisão dos ministros, Witt responde que os salários costumam ser estabelecidos caso a caso, em função da formação, da competência, da experiência e do valor do profissional no mercado.

“Ao cair na tentação de contratar um profissional menos qualificado para pagar salários mais baixos, as empresas correm o risco de perder clientes, por conta da queda da qualidade do seu produto. Não acredito que compense. Mas pode acontecer. Faz parte do jogo. Alguns ganharão menos, outros terão mais acesso a emprego. No final, creio que o balanço será positivo, num modelo mais justo”, opina.

Jovens devem fazer faculdade?

Com relação ao desestímulo aos jovens no que se refere à faculdade, ele garante que “a desregulamentação não elimina a necessidade de conhecimentos específicos abrangidos por uma profissão”.

“O curso superior continua tendo um papel fundamental. Quem optar por não fazer faculdade terá mais dificuldade para ingressar no mercado de trabalho, na área desejada. Pense assim, entre um jovem recém-formado e sem experiência e outro sem formação e sem experiência, quem a empresa contrataria?”.

Fonte: Administradores.com

Por Karin Sato - InfoMoney

jul 30

Para Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, falta aceitação das diferenças entre gerações dentro de organizações.

O jovem da Geração Y é educado com a certeza de que pode tudo, sua auto confiança é tamanha que ela pode ser, em muitos casos, auto destrutiva. Essa é a opinião de Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, que participou no dia 22 de julho do SAO Executive Experience em São Paulo.

O Programa, que aconteceu entre os dias 19 e 26 de julho, teve como objetivo colocar jovens universitários e recém formados de todo o País em contato com o mercado e expertise de São Paulo. Foram cerca de 15 executivos que compartilharam experiências de vida, negócios e carreira durante toda a semana.

De acordo com Eline, muitos jovens já ingressam nas empresas com a pretensão de que são bons em tudo o que fazem. Embora esse comportamento seja positivo em alguns aspectos, faz com que essa geração não se relacione bem com as outras, já que as consideram atrasadas e não buscam entender as diferenças ou sequer aprender com os mais experientes.

Em contraponto, a executiva explica que as companhias também não estão aptas a receber estes novos profissionais, pois resistem em mudar a gestão do negócio, que certamente não deve mais caminhar como antigamente.

A Geração Y, também conhecida como Geração da Internet, refere-se aos nascidos após 1980. Esta geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo.
“O conceito de autoridade dentro da organização deve ser repensado, os chefes de hoje devem ser muito mais par para entender e aproveitar o que esse jovem tem de bom, sendo que este não deve ter a ilusão de que sabe mais para poder assumir o lugar de seus chefes tão rapidamente”, opina Eline.

A presidente do Grupo Foco acredita que as gerações podem conviver perfeitamente, mas para isso precisam se aceitar para ver onde está essa diferença e compreendê-la. Essa consciência, segundo ela, será fundamental para que não haja uma deterioração organizacional, em que a empresa se ocupe mais com as brigas internas do que com seu verdadeiro foco, o cliente e o mercado.

Fonte: Administradores.com

jul 29

“Alguma pressão é necessária, uma vez que o ser humano tem a tendência de se acomodar”, diz especialista.

Existem pessoas que trabalham melhor sob pressão. Mas é uma minoria. Quem garante é Flavia Garbo, gerente de Desenvolvimento Organizacional da Luandre - Soluções em Recursos Humanos.

“Acredito que é preciso separar a pressão das ações de incentivo. Por exemplo, ações como a do “funcionário do mês” são motivacionais e em nada se comparam com o terrorismo exercido por alguns gestores, que ficam infernizando a vida do funcionário e cobrando metas inatingíveis”, explica.

“Alguma pressão é necessária, uma vez que o ser humano tem a tendência de se acomodar. Existe aí uma zona de conforto, na qual as pessoas acabam se apoiando”, acrescenta.

Pressão boa ou ruim?

Segundo a especialista, um dos pontos que determinam o comportamento opressor do líder é a meta. “Para motivar, a meta deve ser atingível e desafiadora. Quando é inatingível, ocorre uma pressão que é desnecessária”.

A maneira de se comunicar também indica se o gestor já passou dos limites. Gritar, ameaçar de demissão e humilhar já indicam assédio moral.

Consequências da pressão

Essa pressão desnecessária, na maioria das pessoas, causa estresse e esgotamento. “O efeito é o oposto do esperado. Se a pressão é por prazo, a empresa perde em qualidade. Se é por qualidade, pode perder em prazo”, afirma.

Quando um profissional passa muito tempo sob pressão, sua produtividade cai vertiginosamente, de acordo com Flavia. “Justamente para combater o estresse, muitas empresas contam com programas de qualidade de vida para seus funcionários”.

Ela lembra que alguns profissionais estressados chegam a desenvolver problemas de saúde, como gastrite, dor de cabeça e insônia. “Como resultado, o nível de absenteísmo [ausência no trabalho] aumenta”.

A gerente de Desenvolvimento Organizacional alerta ainda que o profissional pode vir a sofrer a chamada Síndrome do Burnout, termo que, em inglês, significa “acabar-se em chamas”. Trata-se de um desgaste provocado pelo trabalho, que causa profundo sentimento de exaustão, frustração e raiva.

Fonte: Administradores.com

Por Karin Sato - InfoMoney

jul 28

Pesquisa destaca ainda algumas perguntas feitas nos processos seletivos e como candidato deve se comportar .

Estudo realizado pelo Korn/Ferry Institute constatou que os primeiros 15 minutos de conversa entre o recrutador e o candidato à vaga são de grande importância, porque definem o rumo da comunicação entre eles.

Segundo a pesquisa, nesse momento, o candidato deve manter-se conectado com o entrevistador, além de opinar e contribuir durante a entrevista. Dessa forma, o profissional que está sendo avaliado pode fazer alguns questionamentos ao recrutador e, sobretudo, responder o que lhe for perguntado.

Perguntas

Com o objetivo de traçar um perfil profissional, os recrutadores fazem diversas perguntas ao candidato. Confira algumas das perguntas que podem ser feitas em processos seletivos:

  1. Qual a crítica construtiva que mais o surpreendeu?
  2. Como você descreveria as culturas dos seus últimos empregadores? Em qual você se ambientou melhor?
  3. Conte alguma iniciativa concebida por você na qual tenha sido responsável pela execução. Quais eram os desafios esperados e quais foram encontrados? Como você os superou?
  4. Fale sobre seu relacionamento com pessoas de diferentes opiniões.
  5. Conte algumas histórias sobre suas ações na empresa, como você desempenha seu papel.

Ao responder as perguntas o candidato precisa ter cuidado na escolha das palavras, evitando o sarcasmo ou críticas às empresas nas quais trabalhou anteriormente. Uma forma de treinar essas respostas é praticá-las com um amigo ou com alguém que seja bem próximo e conheça a sua trajetória profissional. Assim, será possível receber o feedback (retorno) necessário e ajustar o discurso.

Ainda de acordo com o estudo, o segredo é demonstrar segurança e conforto e ainda exercitar a concisão. O ideal é descrever a trajetória profissional em três minutos ou menos.

Sinceridade

Outra característica fundamental que o candidato deve apresentar durante a entrevista é a sinceridade.

“A sinceridade também é um elemento chave. Muitos tendem a esconder momentos não tão brilhantes em sua trajetória. Ganha (a vaga) quem consegue transformar essa linha de questionamento em uma oportunidade para demonstrar quanto conhece sobre os seus pontos fracos e como está trabalhando para aprimorar seu desenvolvimento pessoal. Atualmente, esse autoconhecimento é avaliado como um ponto forte do candidato”, explica o presidente da Korn/Ferry International na América do Sul, Sérgio Averbach.

Um outro diferencial competitivo é investir um tempo para pesquisar sobre a empresa. Para isso, o candidato pode utilizar as ferramentas de busca da internet que reúnem grande quantidade de dados e referências. Com esse material, o profissional pode compreender a atuação da empresa no mercado, seus objetivos e valores.

Local

Por último, o candidato precisa ficar atento ao local da entrevista. Geralmente, as entrevistas de emprego acontecem na empresa contratante ou em uma consultoria de recursos humanos especializada em processos seletivos.

No entanto, o estudo destaca que, para a ocupação de cargos de liderança, no qual são necessárias entrevistas com diversos gestores, o profissional pode ser entrevistado em locais diferentes. “Conferências, restaurantes e aeroportos são lugares possíveis para essa conversa. A recomendação é que o candidato converse com o recrutador para definir o lugar onde se sinta mais a vontade”, ressalta Averbach.

Além disso, o estudo destaca que, na primeira entrevista, normalmente, o recrutador avalia os conhecimentos técnicos e funcionais do candidato.

Antes de passar para uma próxima etapa do processo seletivo, o ideal é que o entrevistado esclareça todas as suas dúvidas sobre o cargo oferecido.

Fonte: Administradores.com

Por Luana Cristina de Lima Magalhães

jul 27

Busca por esse profissional cresce cada vez mais, mas como as empresas o identifica e como alguém se torna inovador?

A busca por um profissional inovador, que trará soluções para diminuir gastos ou aumentar o lucro, é cada vez maior nas empresas. No processo de seleção, é comum que o recrutador avalie características da pessoa que possam indicar se ela é ou não inovadora em seu trabalho.

“Inovar é pegar algo que já existe e, em cima disso, fazer algo que não existe. Transformá-lo em uma coisa melhor. Isso tem a ver com criatividade, percepção e visão, e existem dinâmicas e jogos para ver se a pessoa é criativa, ou se a sua personalidade é mais fechada ou de rebeldia. Agora mesmo deve ter gente pensando em como ganhar dinheiro com a gripe suína. Mas só vai ser inovador se for além do lencinho”, explica o diretor-executivo do Insadi (Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual), Dieter Kelber.

Ele lembra que a inovação dificilmente está naquela pessoa fechada, centralizada e metódica, mas sim no profissional mais aberto a novas experiências, e é isso que as empresas procuram identificar no processo seletivo.

Motivação

Kelber também afirma que uma forma comum de avaliar se o candidato ao emprego é inovador é questioná-lo sobre a sua motivação. “Com isso, é possível ver se a pessoa está disposta a inovar”, diz.

Mas o principal fator que as empresas levam em consideração no processo seletivo, de acordo com o diretor, é a experiência profissional. “É a experiência que conta no perfil da pessoa inovadora. Essa é uma característica que se adquire com o tempo. Um profissional sem experiência pode até ter boas ideias, mas só vai ser inovador em um determinado contexto”, explica.

Nesse caso, de acordo com Kelber, as referências de empregos anteriores poderão significar uma grande ajuda para conseguir a vaga. “Se ele der referência, já é meio caminho andado, porque não é só falação. É comprovação prática”.

Já no processo de seleção de um estagiário ou trainee, o diretor afirma que as empresas irão considerar mais a avaliação da personalidade do candidato, pela criatividade e motivação que demonstrar no processo seletivo. “Quando o profissional está começando, a empresa irá analisar se a pessoa tem capacidade de fazer algo diferente”. Ele lembra que, no processo de seleção, existem dinâmicas e jogos para ver se o candidato propõe soluções básicas ou diferentes.

Como ser inovador

Apesar de a inovação ser uma característica que o profissional irá adquirir com o tempo, Kelber considera que há algumas atitudes que podem ajudar. “Para ser um profissional assim, tem de pesquisar, para entender o que o cliente quer. A inovação não é simplesmente propor qualquer coisa. A proposta tem de ser viável, daí a importância de pesquisar como a implementação da sugestão vai trazer resultados”, diz.

Nesse sentido, é importante procurar referências sobre como um produto ou serviço nasce e como acaba caindo no esquecimento. Aprender a lidar com o risco também é essencial, pois, na busca por novas ideias, sempre há um risco envolvido.

Por último, Kelber ressalta que fazer coisas que não fazem parte do dia-a-dia do profissional pode ajudar na busca pela inovação, como assistir uma palestra de biologia, embora trabalhe com engenharia. “Precisa sair da caixa, porque senão a mente fica cega e a pessoa não fica inovadora”, considera.

Fonte: Administradores.com

Por Roberta de Matos Vilas Boas

jul 24

Taxa de desemprego recuou de 8,8% em maio para 8,1% em junho. Rendimento do trabalhador não acompanhou alta e ficou estável.

A taxa de desemprego no país registrou em junho sua terceira queda mensal consecutiva, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desemprego no mês passado ficou em 8,1%, na menor taxa desde os 6,8% registrados em dezembro do ano passado. Em maio, o desemprego havia ficado em 8,8%.

Na comparação com junho de 2008, no entanto, o desemprego ficou quase estável: naquele mês, a taxa ficara em 7,9%.

A análise do IBGE mostra que, na passagem de maio para junho, houve alta de 4,1% no emprego entre militares e funcionários públicos estatutários. Nas demais categorias (empregados com e sem carteira de trabalho assinada no setor privado e trabalhadores por conta própria) houve estabilidade na mesma comparação.

O número de desempregados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas foi calculado em 1,9 milhão – uma queda de 8,3% na comparação com o mês anterior. Já a população ocupada ficou em 21,1 milhões, uma alta de 0,8% frente a maio. Regionalmente, o IBGE destaca a queda de 12,5% no número de desocupados em São Paulo e a alta de 1,3% na população ocupada no Rio de Janeiro.

Na comparação entre meses de junho, a indústria extrativa e de transformação foi destaque negativo, com queda de 5,0% no emprego. Já educação, saúde e administração pública foi destaque positivo, com alta de 4,6% na mesma comparação.

Rendimento fica estável

A recuperação do rendimento médio real do trabalhador não acompanhou o crescimento do emprego na comparação entre maio e junho. Segundo o IBGE, a renda média ficou em R$ 1.312,30, estável frente ao mês anterior. Na comparação com junho de 2008, no entanto, houve alta de 3,0%.

O rendimento médio real domiciliar per capita teve comportamento semelhante – ficou estável frente a maio e cresceu 2,5% na comparação com junho do ano passado. Já a massa de rendimento efetivo dos ocupados ficou em R$ 27,8 bilhões, apontando alta nas duas comparações: 0,5% em relação a maio e 2,8% em relação a junho do ano passado.

Fonte:Administradores.com

Por G1

jul 23

jul 22

Segundo administrador de empresas, Luiz Alberto Ferla, o primeiro passo é criar um plano de negócios

O sonho de ter um próprio negócio faz parte dos planos de muitos profissionais. Entrentanto, por nunca ter administrado uma empresa antes, este objetivo pode causar bastante dor de cabeça se não for bem planejado. Será que você está preparado para abrir um negócio próprio?

De acordo com Luiz Alberto Ferla, administrador de empresas, CEO (diretor executivo) das empresas Talk Interactive e Knowtec e coautor do livro “Viagem ao Mundo do Empreendedorismo”, o primeiro passo para quem deseja ser empreendedor é desenvolver um plano de negócio.

“Trata-se de um documento no qual são colocadas as principais características do futuro negócio. Com isso, é possível avaliar se ele será lucrativo ou não. É uma importante ferramenta na prevenção de surpresas desagradáveis depois que o negócio já estiver funcionando, como a dificuldade de encontrar fornecedores, investir em novos produtos ou ainda descobrir se o investimento de capital foi ou não suficiente”.

Análise

Com um plano de negócio estruturado, Ferla destaca que o profissional precisa avaliar alguns aspectos antes de abrir um negócio próprio. O primeiro deles é o conhecimento do mercado no qual irá atuar. “Ter familiaridade com a área de atuação é importante para o êxito do negócio. Geralmente, quando se conhece o assunto, fica mais fácil negociar com fornecedores, saber o que diferencia um produto do outro, por exemplo. É preciso saber o terreno onde se pisa”.

Depois, o administrador ressalta que é necessário fazer uma pesquisa de mercado, para checar se este negócio terá clientes e concorrentes. “Saber quem serão seus futuros clientes é extremamente importante. Se você deseja deseja abrir uma mercearia no bairro onde mora, vale fazer uma consulta prévia com alguns moradores para estar seguro de que um comércio deste gênero é bem vindo na região. Outra dica é procurar ajuda especializada”.

Além disso, o profissional deve ter consciência de que seu negócio pode demorar a apresentar lucro. “É preciso estar ciente de que os ganhos só poderão ser medidos após seis meses, ou mais, a partir da abertura do negócio. Por isso, é fundamental ter capital de giro e, de preferência, também um fundo de reserva para alguma emergência”.

Outro aspecto importante para se pensar diz respeito aos riscos do negócio. “Todo negócio tem um período de amadurecimento. Ao longo desse tempo, podem ocorrer altos e baixos, que fogem ao controle ou planejamento inicial do empresário, como uma crise na economia. Por isso, o empreendedor tem de estar certo de que, se perder o dinheiro investido no negócio, não terá sua vida financeira destruída”, lembra Ferla.

Por ser difícil trabalhar sozinho, o empreendedor precisará da ajuda de outros profissionais. Logo, ele deve pensar se será preciso contratar pessoas. “É importante checar se há profissionais qualificados no mercado para a sua área de atuação, informar-se de como contratá-los e verificar se será mais vantajoso terceirizar o serviço, sempre analisando os custos que isto acarretará para a empresa”.

Tempo

O tempo de dedicação para que o negócio seja bem-sucedido também deve ser calculado pelo profissional.

“É importante estar ciente de que, a partir do momento em que se decide abrir um negócio, envolver-se oito horas por dia, durante cinco dias por semana, certamente, não será o suficiente. Não basta ter boas ideias, boa localização, produtos de qualidade, mão-de-obra qualificada, se não investir na boa administração e, para isso, é preciso ter tempo. Portanto, deve-se analisar se o tempo de dedicação será total ou parcial e, se preciso for, transferir essa responsabilidade para uma pessoa capaz e de confiança”.

Dinheiro e satisfação

Checando todos esses aspectos, para transformar uma ideia de negócio em realidade, o profissional precisa verificar quais são as suas condições financeiras para abrir um negócio próprio. “É de suma importância avaliar o valor do investimento inicial para abertura de um negócio. E o plano de negócio facilita esse cálculo. O melhor é inciar sem dívidas. Quando isso não for possível, é preciso planejar para que o pagamento do empréstimo não ultrapasse os lucros esperados pela empresa”.

Por último, na opinião de Ferla, o profissional tem de verificar se este trabalho proporcionará felicidade. “Gostar da área em que vai atuar é importante para criar um ambiente favorável ao sucesso do negócio. Trabalhar com prazer e dedicação vai tornar o dia-a-dia do empresário mais agradável e, consequentemente, mais produtivo”.

fonte: Administradores.com

Por Luana Cristina de Lima Magalhães

jul 21

Cada vez mais empresas de todo o país buscam alternativas de economizar e também de se tornarem competitivas, almejando ganhar mercado e crescer. Uma das saídas mais procuradas atualmente é o investimento em automação, processo que leva a redução de perda nas empresas e a busca do custo baixo, menor tempo de produção, alta qualidade e maior satisfação do cliente.

“A automação dos processos produtivos é importante para todas as empresas, independentemente do seu segmento, com os objetivos de aumentar a produtividade, reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência. Em outras palavras seria produzir mais com a mesma estrutura, mudando apenas a forma de fazer”, afirma Marco Antônio Stoppa, diretor comercial da Reymaster, um dos maiores distribuidores de materiais elétricos do país e que marca presença no mercado paranaense neste segmento.

Segundo Stoppa, um dos grandes utilizadores de automação são as empresas automobilísticas, principais motivadores da alavancagem da economia local, mas que atualmente enfrentam certa estagnação devido à crise global. Porém, os demais segmentos também utilizam e podem utilizar de automação para melhorar seus processos.

No mundo todo, o mercado de automa¬ção industrial cresceu 6,4% em 2008, movimentando um total de aproximadamente US$ 100 bilhões. No Brasil, o cresci¬mento foi de 11%, chegando a US$ 1,5 bilhão. “Muitos investimentos que vi¬nham sendo feitos nos últimos anos eram fruto de uma perspectiva de cres¬cimento de mercado que mudou subi¬tamente devido a crise mundial. Mas esse período negativo da economia serve para ajustar o mercado, em especial na indústria, através de re¬precificação de bens e serviços e con¬solidação do setor em busca de compe¬titividade através da Automação dos Processos Produtivos”, afirma.

Sobre a Reymaster

Com mais de 20 anos de mercado, a Reymaster é formada pelas empresas: Reymaster Materiais Elétricos, Engerey e Reynet.

A Reymaster Materiais Elétricos é uma empresa que distribui mais de 150 marcas nacionais e internacionais, desde eletrodutos e caixas de passagem até inversores de frequência e CLP’s. Possui mais de 5.000 m² de estoque a pronta entrega para todo o Brasil.

A Engerey foca sua atividade no desenvolvimento de soluções em montagem de painéis elétricos e automação industrial. Possui mais de 40 funcionários e em 2009 inaugurou sua nova sede com mais de 1.000 m².

A Reymaster ainda atua na linha de conectividade com a Reynet, que oferece soluções em dados, voz, imagem e identificação.
Ao todo são mais de 150 colaboradores e 30.000 itens em estoque para pronta entrega.

Fonte: Administradores.com

Por Patrícia Stedile

jul 20

Como a simples idéia de um universitário se transformou no site de negócios de maior audiência do Brasil

Em 2000, quando ainda cursava a faculdade de Administração de Empresas, o gaúcho Leandro Vieira teve a idéia de fazer um site voltado para profissionais e acadêmicos de sua área. Algum tempo depois, lançou o Administradores.com.br, que veio a se tornar o principal site brasileiro voltado à Administração.

O comprometimento com o seu sonho selou o destino de Vieira, que buscou qualificar-se cada vez mais para estar à altura de seus desafios: depois de concluir o curso de Administração, fez MBA em Marketing, Mestrado em Administração na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, certificou-se em empreendedorismo pela Havard Business School e também graduou-se em Direito. O esforço tem dado bons resultados.

No último mês de maio, o Administradores.com.br ultrapassou a marca de 1.600.000 visitas, estando bem à frente dos demais sites voltados para o mesmo público, inclusive os sites dos principais jornais e revistas sobre negócios.

Parte do sucesso do Administradores está em fazer a ponte entre empreendedores, profissionais de Administração, professores e, ainda, estudantes. O Presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Adm. Roberto Carvalho Cardoso, reconhece a importância do veículo: “O Administradores.com.br representa uma excelente oportunidade de interação e de troca de experiências entre os Administradores”, afirma Cardoso. “O CFA se sente feliz em apoiar este empreendimento de sucesso, que tem contribuído para a evolução da Profissão de Administrador”, conclui.

Diferente de outros negócios digitais de sucesso, que contam com investidores externos, o Administradores, desde o princípio, vem sendo gerido com recursos próprios. Vieira já foi sondado por algumas empresas de venture capital, além de grupos nacionais e estrangeiros interessados no portal. “Tenho alguns amigos que receberam aporte de grupos privados, mas empacaram e perderam o espírito criativo de seus negócios”, comenta Leandro Vieira. “No nosso caso, o processo de inovação é constante. Temos muitas idéias e pagamos para ver. A Internet é um ambiente onde as estratégias precisam ser testadas. Muitas falham, algumas colam e pouquíssimas se tornam grandes sucessos ao longo do tempo. Não podemos sufocar nossa criatividade com a obsessão por lucros”, revela o administrador.

Leandro comenta ainda que, apesar do Administradores crescer rapidamente e dar saltos de um ano para o outro, esse crescimento tem sido sustentável. “Não queremos ser um sucesso meteórico e momentâneo, que as pessoas esquecem assim que outra novidade aparece. Alguém ainda se lembra do Second Life? O nosso objetivo é crescer ao mesmo tempo em que proporcionamos crescimento aos nossos usuários, às pessoas que acreditam em nosso trabalho – e isso não acontece da noite pro dia”, finaliza Leandro.

Fonte: Administradores.com

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