Blog - Administração
mar 11

Terminar um curso superior já não é mais garantia de competitividade no mercado de trabalho. Está cada vez mais comum a exigência de pelo menos uma pós-graduação, principalmente em empresas de grande porte e alguns setores da administração pública. Além disso, do ponto de vista da remuneração, pós-graduados recebem, em média, 66% a mais que os graduados.

Escolher o tipo de pós-graduação a fazer nem sempre é fácil. Mas essa decisão, indiscutivelmente, deve ser tomada levando em consideração os planos e metas a serem traçados do ponto de vista profissional. Por isso, antes de decidir pela especialização, mestrado ou MBA, é bom ter alguma noção do que quer ser. “Sem dúvida a opção profissional é o principal determinante e, portanto, deve estar definida antes mesmo de se escolher o curso de pós-graduação”, afirma Celina Ramalho, professora de planejamento e análise econômica da FGV-SP.

Os cursos de pós-graduação se dividem em duas vertentes principais, que têm, também, suas subdivisões. Grosso modo, na categoria stricto sensu, estão os mestrados e doutorados, voltados, principalmente, para a Academia, embora alguns profissionais de outras áreas busquem essas alternativas para formação continuada. Já as especializações e MBAs se encaixam na definição lato sensu, que têm foco no mercado de trabalho, e são procurados por quem pretende seguir carreira em empresas. “Os cursos lato senso levam à formação do aluno uma visão mais abrangente das empresas em que atuam e dos seus processos”, afirma Ramalho. A professora complementa: “Já o profissional (recém-formado) que pretende desenvolver-se academicamente deve buscar a seleção em um programa de mestrado”.

Com as crescentes exigências do mercado por formação continuada dos seus profissionais, é recomendado estar em constante atualização e melhoramento. A ideia é nunca parar, cursar outras especializações, participar de eventos na área etc. “Esta modalidade (a educação continuada), a mais moderna, é aplicada esperando-se que o profissional nunca pare de estudar e assim esteja sistematicamente e ininterruptamente se atualizando das novas aplicações de conceitos e tecnologias em seu meio profissional”, afirma Ramalho.

Por outro lado, a professor não aconselha que o profissional curse mais de uma pós-graduação ao mesmo tempo. “Conciliar duas ao mesmo tempo não se recomenda, grosso modo, até pela necessidade de gestão do tempo a ser dedicado às atividades requeridas em qualquer um dos programas de pós-graduação”, afirma.

Por Simão Vieira, www.administradores.com.br

mar 10

Problemas conjugais, doenças na família, morte de um ente querido. Um dia todos podem passar por um desses ou outros problemas pessoais, o que pode gerar a seguinte questão: o que deve ser reportado ou não ao chefe?
De acordo com o diretor da Monster Brasil, empresa especializada em carreira e recrutamento, Rodolfo Ohl, o colaborador que porventura estiver passando por um problema pessoal deve antes de tudo avaliar se é pertinente ou não levar tal questão ao conhecimento do chefe, sendo também importante que a pessoa observe o seu histórico dentro da empresa.

“Se a pessoa não tem um bom histórico, o problema pode servir como uma justificativa para o desligamento. Porém, independentemente disso, a pessoa deve saber justificar a importância dela estar expondo tal assunto”, diz ele.

Além disso, completa o especialista, na hora de decidir ou não pela conversa, o profissional deve ter em mente qual é a cultura da empresa e saber avaliar o perfil do gestor.

E se impacta no trabalho?
Por outro lado, na opinião da consultora de Recursos Humanos do Grupo Soma, Jane Souza, problemas pessoais que podem afetar o desempenho do profissional ou alterar a rotina no ambiente de trabalho devem ser reportados à chefia ou ao departamento de Recursos Humanos da empresa.

Nestes casos, diz ela, a pessoa deve conversar e verificar, por exemplo, se é possível se afastar por um período da empresa ou mesmo tirar uns dias de férias para resolver o problema. Em outros casos, segundo a psicóloga e consultora de planejamento de carreira da Manager, Juliana Barros, pode ser necessário que o colaborador precise da ajuda de um profissional.

Seja qual for o caminho para resolver o assunto, Jane alerta que algumas atitudes nunca devem ser tomadas. A principal delas, diz a consultora, é a exposição da questão para toda a equipe.

“Em toda a empresa há uma ou duas pessoas que se tornam mais próximas e podem até vir a ser um apoio para quem está passando por um divórcio, uma doença na família, enfim, por algum problema pessoal. Porém, não é prudente expor o problema a toda a equipe, pois o funcionário pode se tornar vulnerável”.

E o líder?
No que diz respeito ao líder, os especialistas consultados são unânimes ao afirmar que este deve ter sensibilidade e procurar conversar ao notar que um membro de sua equipe está rendendo menos ou se comportando diferentemente do habitual.

Na medida do possível, dizem, pode ser uma alternativa conceder afastamento ou adiantar o período de férias para que a pessoa tente resolver seus problemas, especialmente se foi um bom funcionário com um cargo estratégico na empresa.

“Como líder, é essencial que ele esteja interessado no seu funcionário”, finaliza o consultor da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos, Laerte Cordeiro.

Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

mar 9

Uma recente pesquisa realizada pela Sophia Mind, empresa especializada em comportamento e tendências no universo feminino, revelou que as mulheres estão à frente de 52% das micro e pequenas empresas, representando 41% da força de trabalho no Brasil.

Dessa forma, os indicadores só aumentam e comprovam que elas atingiram seus sonhos sem perder a sua essência. Essa particularidade, por sua vez, é adotada pelos homens no ambiente profissional e usada como qualidade fundamental para um líder. A competência feminina se mantém valorizada por atributos que podem aperfeiçoar o trabalho dentro de uma instituição, como a sensibilidade, a intuição, a compreensão, a paciência, o dinamismo, a inteligência emocional, a facilidade de trabalhar em equipe e o cumprimento de prazos.

O estudo ainda revela que 35% das mulheres assumiram a administração da casa, o que pode não ser um dado tão empolgante. A figura da mulher foi culturalmente moldada como aquela que cuida dos filhos, do marido e dos afazeres domésticos. Mas lembre-se, a mulher representa muito mais para o país, ela é uma líder e educadora nata. É ela quem ensina as primeiras palavras ao filho, e é ela que aconselha o marido nos problemas do dia a dia.

Lady Diana é um exemplo de líder que se destacou mundialmente pelo seu trabalho humanitário. Dentre algumas de suas qualidades, a simpatia, simplicidade e sensibilidade são características que fizeram dela a princesa mais querida de todos os tempos. Diana quebrou regras antes jamais ultrapassadas e levou a realeza aos subúrbios do Reino Unido. Conhecida como a Princesa do Povo, Lady Di liderou o envolvimento do Governo britânico ao combate à AIDS. Assim como Diana, muitas mulheres demonstraram o quanto é importante manter o caráter feminino para otimizar a gestão de pessoas e alcançar metas.

Assim, não podemos esquecer o quanto a mulher contribuiu para as modificações no ambiente corporativo, tornando-o mais harmonioso e didático. Vale ressaltar que, quando citamos características femininas ou masculinas, não é o mesmo que falar dos sexos. Uma mulher pode ter aspectos masculinos na liderança de uma empresa, como ser mais racional e focada. O mesmo pode acontecer com o homem, que pode assumir qualidades como compreensão e apoio, provenientes do sexo oposto.

É importante lembrar que o modelo de liderança ideal tende a ser aquele misto, com ambas personificações. É preciso que as habilidades de ambos os sexos se unam para gerar um único modo de liderar, muito mais eficaz e que englobe todas as características exigidas pelas grandes corporações.

Por Eduardo Shinyashiki, www.administradores.com.br

mar 8

Você está inserido dentro das redes sociais que a web disponibiliza? Tem algum blog, Orkut, Twitter, Facebook ou outra ferramenta dessas conhecidas como web 2.0?

Caso sua resposta seja sim, você é mais um entre milhões de pessoas no mundo que compartilham mensagens através desse meio. De acordo com a pesquisa do Ibope Nielsen Online realizado em 2009, somente no Brasil, 59 milhões de pessoas utilizaram comunidades e ferramentas de mensagens instantâneas.

Já a pesquisa “Internet Use” realizada pela GfK Brasil, comprova a preferência dos internautas em seu momento de lazer pela utilização das redes sociais (confira detalhes). Nela, foi apontada que as ferramentas conhecidas como web 2.0 são as principais razões que levam quase metade dos brasileiros a utilizarem a internet em seus momentos de diversão.

Até o relacionamento do “mundo empresarial” com as redes sociais tem ficado cada vez mais estreito. Apesar de algumas organizações bloquearem as redes sociais no ambiente de trabalho para não dispersar a atenção do funcionário dentro da empresa, muitas organizações estão utilizando essas ferramentas para aumentar sua exposição no mercado, obter feedback com seu público alvo e até para mapear tendências e comportamentos dos consumidores.

Mas, Ivan Witt, head hunter e sócio da Steer Recursos Humanos, empresa especializada em seleção para cargos de alta qualificação, alerta que profissionais devem tomar cuidados dentro desse espaço virtual até mesmo na utilização por razões pessoais. “É preciso ter critérios na utilização das redes e analisar qual é o objetivo com as postagens de idéias, pensamentos ou sugestões. Não é porque a internet é um ‘campo aberto’ que se deva abastecer uma página com qualquer tipo de informação”, diz Ivan Witt.

O especialista ressalta que esses cuidados devem ser tomados, pois, a maioria dos usuários dessas redes possui contatos em diferentes segmentos. “Nas redes sociais não estão apenas presentes amigos e familiares, mas também gestores, chefes, políticos, jornalistas, colegas de trabalho, e todas as vertentes pessoais e profissionais que fazem parte da vida dos internautas”, completa.

De acordo com o Diretor da Publiweb Marketing Digital , Conrado Adolpho, para utilizar as redes sociais, de certa forma, é preciso agir como o virtual fosse o real. “É preciso tomar alguns cuidados com privacidade e transparência. Qualquer informação enganosa é descoberta rapidamente e a crítica pode ser postada para posteridade em algum blog ou site manchando por muito tempo a imagem que demoramos tanto para construir“.

Para não cair nas armadilhas que as redes sociais podem provocar na sua imagem profissional, confira alguns cuidados apontados pelo especialista Ivan Witt para não prejudicar sua carreira.

1) Critério na hora de repassar informações

Um dos muitos benefícios que a internet proporciona é a facilidade para reprodução de conteúdos. As informações devem ser verificadas e a fonte deve ter credibilidade. Nem tudo que está disponível na rede é verdade. “Repassar uma informação mentirosa não tira só a credibilidade de quem assina o texto como também de quem a manda.”

2) Falar dos colegas, chefes ou da empresa, nem pensar. Você será mal visto e chamado de no mínimo, de fofoqueiro

Algumas postagens podem ser bastante prejudiciais para sua carreira, por isso pense muito antes de fazê-las, mesmo que seja feita no seu Twitter pessoal e que ele esteja bloqueado. Além de ser antiético, não fica nada bem para o relacionamento no ambiente de trabalho.

3) Cuidado extra para quem ocupa uma posição de destaque

Declarações feitas por profissionais em posições de destaque, mesmo que em suas páginas pessoais, inevitavelmente serão alvos de críticas e especulações pelos leitores. É impossível controlar o desdobramento da informação uma vez que ela se torna pública, principalmente se a fonte da mesma é o protagonista da ação.

4) Não emitir opinião pessoal no perfil corporativo

Funcionários não podem emitir opiniões pessoais quando utilizarem as redes empresariais, mesmo que sua função seja alimentar esses espaços. Isso pode levar até, em casos extremos, demissão por justa causa.

5) Imagine-se dando uma entrevista ao vivo

Uma regra fácil é imaginar-se dando uma entrevista ao vivo para um grande público. Seja coerente, não invente nem tripudie. A informação que você publica fica para sempre atrelada a você.

“Caso seus ‘seguidores’ ou ‘amigos’ fizerem parte de seu ‘networking’ profissional, seu perfil estará sujeito a interpretações da mesma forma, e o que era apenas uma informação sem importância, pode acarretar em diversos constrangimentos”, complementa o consultor Ivan Witt.

Não deixe de ver também a matéria “Redes Sociais: usar ou não usar? Eis a questão” com situações das consequências da utilização de ferramentas como MSN, Orkut, Facebook e Twitter no ambiente corporativo.

Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

mar 5

Quando o delicado momento da demissão pega o profissional de surpresa, os impactos podem ser imensos. A queda na auto-estima, a crise financeira pessoal e a dificuldade para se recolocar no mercado são grandes vilãs. Entretanto, o embaraço nessa hora não é só do demitido. Superiores responsáveis por dar a má notícia também têm dificuldade para lidar com a situação. “Ainda que um profissional experiente possa ter realizado várias ao longo da sua vida, cada demissão continua sendo um momento extremamente estressante”, afirma Fernando Trevisan, diretor geral da Trevisan Escola de Negócios, no artigo “O céu turbulento da demissão”.

O que dizer? Como dizer? Trevisan explica que é preciso ter muita cautela, por parte do superior, na hora de fazer a demissão. “O momento é extremamente delicado, e por isso deve ser tratado com o máximo de cuidado e respeito”, afirma Fernando. Norberto Chadad, CEO da Catho Consultoria em RH, lembra ainda que “a pessoa responsável pela demissão nunca deve esquecer que o demitido estará fragilizado no momento imediatamente seguinte à notícia e deve usar todas as ferramentas disponíveis para minimizar o impacto”.

Na hora de demitir é fundamental o olho no olho, ter uma conversa franca, mostrando as falhas do profissional que ocasionaram a demissão e deixando claro que a saída pode abrir espaço para novos projetos. “A conversa deve ser pessoal, nunca por telefone, muito menos por email ou telegrama. Esses pequenos detalhes fazem grande diferença para que o profissional que está sendo demitido não sinta sua auto-estima rebaixada”, lembra Trevisan. Norberto Chadad complementa: “uma boa solução para minimizar os impactos é oferece um processo de recolocação (outplacement)”.

Fui demitido. E agora?!

O profissional também precisa fazer sua parte. Não se deixar abater é o primeiro passo depois da notícia. “Uma demissão pode servir para tirá-lo da zona de conforto e se arejar profissionalmente”, afirma o diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios. “Não adianta se lamentar. O importante é absorver com sinceridade os motivos que o levaram à demissão, analisar os erros e olhar adiante com uma nova postura”, complementa.

Manter-se sempre preparado para o pior também é fundamental. Aliar planejamento financeiro com iniciativas preventivas voltadas para o mercado de trabalho deve ser a regra. “Sem dúvida, reservar uma parte da renda para emergências é uma atitude sempre prudente. Mas existem outras iniciativas importantes que podem ajudar o profissional demitido a se recolocar rapidamente”, afirma Fernando Trevisan. E ele complementa: “manter uma rede de relacionamentos ampla e diversificada é essencial, já que grande parte das contratações se faz por indicação. Mas não adianta buscar essa network só quando precisa. O ideal é aparecer sempre, contribuir de alguma forma e ajudar quando é solicitado”. Como lembra Norberto Chadad, “o networking é responsável por 50% das recolocações”.

A formação continuada também pode ajudar o profissional na hora de buscar um novo espaço no mercado. Além de desenvolver competências, a sala de aula é uma vitrine importantíssima, pois os colegas serão recrutadores altamente confiáveis para as empresas onde trabalham. “São eles que vão dar boas ou más referências sobre seu caráter e desempenho profissional. É importante estar atento para deixar uma boa impressão, já que ao fechar uma porta talvez você esteja fechando três”, diz Trevisan.

Especialista ou generalista?

Estar aberto a exercer novas funções pode ser um caminho para se realocar profissionalmente. Francisca Ribeiro, 53, que tem no currículo três demissões, afirma: “me tornei uma profissional a cada dia mais polivalente, podendo exercer inúmeras atividades em diversas funções e áreas”. Ela diz que foi tradutora, intérprete, professora, comunicadora social, relações publicas, agente de pessoal, gerente de RH, assessora internacional, recepcionista, baby sitter, promotora de eventos, diretora de sociedade de amigos de bairro e relações institucionais.Segundo Fernando Trevisan, o segredo está em o profissional ter flexibilidade. “É claro que um profissional especialista que seja flexível e também consiga tratar de outros assuntos, e um profissional generalista que consiga se aprofundar quando for necessário, vai se destacar em relação aos outros”. Já Chadad incentiva o foco em uma área. “A especialização é o melhor caminho. Participar de seminários, muita leitura e pesquisa constante farão toda a diferença em um processo de seleção de profissionais”, afirma Chadad.

Por Simão Vieira, www.administradores.com.br

mar 4

Existem profissionais que decidem mudar o curso de sua carreira, ao escolherem abrir o próprio negócio, por exemplo, ou se tornarem consultores. Mas, antes de tomar essa decisão, é importante estar atento a alguns fatores.
Segundo a consultora da Career Center, Adriana Néglia, o primeiro passo é avaliar se o profissional tem perfil de empreendedor. “Antes de tomar essa decisão, a pessoa deve analisar se tem o espírito empreendedor. Esse profissional precisar ser ousado, inovador, gostar de arriscar e ser corajoso”, explica.

Adriana afirma ainda que é necessário ter habilidades gerenciais, já que a pessoa será o gestor da empresa e futuramente de outros profissionais, além de ter habilidades técnicas no trabalho que será desenvolvido.

“Se a pessoa não tem essas habilidades ou espírito empreendedor, é aconselhável que procure um sócio que possa complementar suas atividades. No caso do empreendedorismo, um trabalho de coaching feito por especialistas pode ajudar”, declara Adriana.

Planejamento
Embora ser um profissional com perfil empreendedor ajude, somente isso não significa que o negócio irá para frente. Além de ter todas as características citadas pela consultora, o profissional precisa fazer um planejamento.

Esse planejamento deve incluir um estudo de mercado, para saber quais são as empresas concorrentes na área, quais serviços elas oferecem, além de pesquisar se esse mercado está saturado ou se há deficiência. “Quanto melhor for esse levantamento, menor o risco que o profissional corre ao mudar o rumo de sua carreira. Por isso, tudo deve ser pensado antes de se tomar qualquer decisão”, disse Adriana.

Equilíbrio emocional
Ao abrirem o próprio negócio, é comum que os proprietários desejem ter resultados no curto prazo, mas é necessário controlar a ansiedade.

“Além da ansiedade, a pessoa não pode ser perfeccionista. No mercado, existem coisas que fogem do controle, e geralmente, esses profissionais tentam controlar tudo. Nesta hora, é fundamental ter equilíbrio emocional”, alerta Adriana.

Facilitadores do negócio
A rede de relacionamento, o famoso networking, é considerado um facilitador ao profissional que decidiu mudar o rumo de sua carreira. Por meio dele, é possível divulgar a empresa, conseguir clientes e até mesmo montar uma equipe de trabalho.

“Por indicação, as portas se abrem, mas, para que isso aconteça, o profissional não pode abandonar a sua rede de contatos”, comenta Adriana.

Aprimoramento na área por meio de cursos, especialização, entre outros itens, também são considerados facilitadores para quem deseja tornar-se empresário ou consultor.

Carreira paralela
A consultora afirma ainda que existem muitos profissionais que permanecem na empresa em que atuam e, ao mesmo tempo, trabalham em seu próprio negócio ou na abertura dele.

“Isso não deixa de ser um planejamento, já que a pessoa quer ter uma segurança financeira para seguir com sua empresa”, diz Adriana.

Para manter essa carreira paralela, é preciso tomar alguns cuidados. A ética deve ser priorizada: não é correto deixar de fazer alguma atividade da empresa devido a algum compromisso com o próprio negócio. É preciso separar as duas atividades, para que nenhuma das empresas seja prejudicada.

“A transparência é primordial. Existem empresas que não aceitam a carreira paralela, pois têm receio de que as atividades não sejam cumpridas. Mesmo assim, o profissional deve comunicar sobre sua decisão e explicar que uma atividade não atrapalhará a outra”, finaliza Adriana.

Por Karla Santana Mamona, InfoMoney

mar 3

Estabelecer-se profissionalmente é o sonho de praticamente todo mundo. Com os mercados cada dia mais competitivos, os desafios para quem tenta construir uma carreira sólida são cada vez maiores. Por isso, sonhar com bons empregos e altos cargos não basta, é preciso trabalhar duro, com muito planejamento. Assim, ter a cabeça nas nuvens e os pés nos chão é mais que um verso do roqueiro gaúcho Humberto Gessinger, é a máxima de quem deseja galgar espaços e alcançar o topo.
O consultor de empresas, conferencista e professor do Programa de Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, Julio Sergio Cardozo, é uma dessas histórias de sucesso. Começou a trabalhar como office-boy e hoje tem sua própria empresa de consultoria em negócios, que fundou depois de se aposentar da Ernst & Young, responsável por serviços de auditoria, impostos, finanças e contabilidade em vários países.
Na organização, Cardozo ocupou cargos importantes e chegou a Chairman & CEO da América do Sul. Para Julio Sérgio, planejar e ter foco são cruciais no início da carreira. “A formação profissional precisa estar em linha com os requerimentos da carreira, da profissão escolhida. Dificilmente haverá tempo e recursos para investir na formação profissional paralela, ou seja, visando criar credenciais em outra profissão”, diz Cardozo.
O professor e consultor lembra, porém, que o primeiro passo para se dar bem é sentir-se bem na função que exerce, antes mesmo de se preocupar com o retorno financeiro. “Fazer o que gosta eleva a produtividade, faz acordar cedo com vontade de trabalhar” afirma. Mas o professor ressalta que isso não basta. Para ele, agir desde o início como um empreendedor, sempre de forma ética, é fundamental. “Pensar como dono, agir como endoempreendedor, fazer acontecer, mostrar comprometimento”, diz Cardozo.
Driblar as adversidades que surgem no caminho também é outra habilidade que precisa ser desenvolvida por quem quer ascender profissionalmente. “Levei muita rasteira e fui explorado fazendo tarefas que não me competiam”, conta o empresário. No entanto, ele complementa: “Existe muita ciumeira no mundo corporativo, principalmente dos incompetentes. Não conseguiram impedir o meu sucesso, mas atrapalharam bastante”.
Além de tudo, lideranças sem uma visão ampla do negócio podem ser um grande problema para profissionais muito bons. Julio Sergio conta que em alguns países onde trabalhou presenciou situações em que chefes não promoviam profissionais por eles serem muito bons na função que exerciam. Mas ele garante que esse não é o caminho. “Sempre estimulei a competição saudável e promovendo os mais capazes, criando oportunidades para o progresso profissional. Assim o fazia como forma de melhorar o meu próprio desempenho, pois trabalhar com gente de alto calibre é um desafio estimulante”, afirma Cardozo.
Por fim, manter um bom ciclo de relações é importante. Sergio dá a dica: “é fundamental manter-se bem relacionado com colegas e amigos, abrindo espaços e criando oportunidades para a mobilidade dentro da empresa e, eventualmente, fora dela”.

Por Simão Vieira, www.administradores.com.br

mar 2

Você já parou para pensar no tempo, e até no dinheiro, que as pessoas investem comprando fitas e gravando depoimentos para conseguir uma chance de participar do Big Brother? “Não tenho dúvidas de que o reality show da TV Globo é um programa interessante, de entretenimento, e que atrai a atenção de milhões de pessoas, mas para ganhar o tão almejado prêmio de R$ 1 milhão de reais os candidatos precisam contar com muita sorte”, afirma Domingos.

Além de concorrer com milhares, os possíveis participantes passam por uma criteriosa seleção. Uma vez na casa, têm ainda a concorrência interna com outros 13 participantes. É uma jornada difícil, mas não impossível, claro.

De acordo com educador financeiro Reinaldo Domingos, autor dos livros Terapia Financeira e O Menino do Dinheiro, “o sonho de ter R$ 1 milhão de reais é mais possível do que você imagina. Esse sonho depende muito mais de você do que fatores externos. O mais simples dos brasileiros pode conseguir juntar essa quantia sem precisar tentar a sorte em jogos de reality show. A resposta é simples: educação financeira”.

Guardando uma parte do seu salário em poupança, previdência privada ou bolsa de valores, o brasileiro pode atingir esse mesmo valor em 30 anos, ou em até menos tempo, se ele economizar em pequenos gastos que pesam no orçamento no final do mês.

“Ter R$ 1 milhão de reais não é um sonho tão distante quanto parece. O consumidor brasileiro precisa entender que a independência financeira está em suas mãos. O método da educação financeira é mais seguro e duradouro do que participar de um jogo em que poderá sair sem nada, apenas com cinco minutos de fama. Mas no jogo da vida não adianta apenas ser famoso, e sim saudável financeiramente. A fama é instantânea, tem prazo de validade, ao contrário da educação pessoal financeira, quando o dinheiro bem aplicado e gera lucros para a vida toda. Jogue na certeza de seus sonhos. Invista em você!”, complementa Domingos.

Fonte: Administradores.com

mar 1

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) propôs ação civil pública com pedido de liminar contra a União e o estado da Paraíba para garantir a sobrevivência da comunidade tradicional de Aritingui, em Rio Tinto (PB), a 50 km da capital.

Na ação, assinada pelo procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Duciran Van Marsen Farena, o MPF pede que a Justiça determine à União que programe ação emergencial com distribuição de cestas básicas para garantir a segurança alimentar e a permanência da comunidade no interior da área de preservação ambiental em que se encontra há mais de 100 anos.

Além da ação emergencial, também se pede que em 90 dias o governo federal elabore plano de desenvolvimento sustentável com políticas que atendam às necessidades da comunidade, como a inclusão de famílias nos programas assistenciais mantidos pelo governo, além da capacitação de seus integrantes e a criação de atividades produtivas compatíveis com os usos e costumes da comunidade e com a proteção ambiental da área.

Ainda de acordo com o pedido, a União e o Estado terão que enviar à comunidade de Aritingui equipe multidisciplinar de profissionais de assistência social e saúde para fazer levantamento das condições de segurança alimentar, saúde, educação, emprego, renda e cadastrar as famílias em programas sociais como o Bolsa Família e Programa do Leite.

Também consta no pedido a inclusão, nos respectivos projetos de lei orçamentária de 2011, de verbas necessárias para execução do plano de desenvolvimento sustentável e ampliação do número de vagas em programas sociais para atendimento da comunidade.

Caso a Justiça conceda a liminar, em 90 dias a administração federal terá que identificar as terras da União que estão na posse de particulares, analisar a área pleiteada pela comunidade, instaurar imediato processo administrativo para retomada da área e destiná-la ao proveito da comunidade.

Situação de miséria – A comunidade tradicional de Aritingui é formada por famílias descendentes de indígenas e negros que vivem da agricultura de subsistência de modo familiar. Seus antepassados foram confinados à margem do mangue por força de pressões de atividades econômicas, como a cana de açúcar, sobre suas terras. Recentemente, viveiros de camarão avançaram sobre o mangue, ameaçando os moradores de expulsão.

A situação de miséria das famílias está registrada em diversos relatórios sociais realizados na área. As famílias vivem em precárias casas de taipa e não possuem nenhum tipo de renda, sobrevivendo apenas da agricultura de subsistência e pesca no mangue, com alimentação de baixa qualidade e crianças apresentando desnutrição.

Abandono do poder público - Diante desse cenário, verificado também em inúmeras visitas ao local, o Ministério Público Federal expediu diversas recomendações dirigidas à Secretaria Especial de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Seppir), Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e ao governo estadual. Nenhuma das recomendações foi atendida.

Para o Ministério Público, a comunidade tradicional de Aritingui, por ser comunidade extrativista que vive da coleta de produtos do mangue e agricultura de subsistência, faz jus a tratamento diferenciado, nos termos da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), incorporada como lei no ordenamento jurídico brasileiro.

O Decreto nº 6.040, de fevereiro de 2007 (institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais), em consonância com a Convenção 169 da OIT, define povos e comunidades tradicionais como sendo aqueles que “possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

No entanto, segundo revela o procurador Duciran Farena, a indiferença oficial quanto à sorte da comunidade tradicional de Aritingui tem sido a regra, a despeito das recomendações do Ministério Público.

“As famílias de Aritingui nem sequer são tratadas de modo equitativo como os demais pobres. São discriminados, perseguidos, tidos como indesejáveis, obstáculos ao ‘desenvolvimento’ agrícola canavieiro e camaroneiro, e em consequência disso são abandonados por aqueles responsáveis pela execução das políticas públicas – como o Fome Zero, o Bolsa Família, e o Programa do Leite da Paraíba”, aponta.

Segundo a ação, no âmago da recusa da Seppir em reconhecer a comunidade tradicional está a não identificação desta comunidade como objeto de proteção da secretaria por não se tratar de quilombolas, mas de ribeirinhos, descendentes de negros e indígenas”.

O MPF também refuta a alegação de limitação de recursos orçamentários, feita pela Seppir, ao negar a entrega de cestas básicas, pelo fato de que o país doou recentemente 260 mil toneladas de alimentos a países pobres, como o Haiti e Angola.

“Lamentavelmente, a expulsão de suas terras e a extinção de uma comunidade tradicional, atingindo simplesmente brasileiros e nordestinos, não é nenhuma catástrofe global, nenhuma guerra, nenhum terremoto, para atrair as atenções da geopolítica global do país das copas e olimpíadas”, afirma o procurador.

Disputa possessória - Desde 2005 tramita na Procuradoria da República na Paraíba procedimento administrativo para a proteção da comunidade que disputa na Justiça a posse do local em que vive contra a Destilaria Miriri, empresa produtora de camarões.

Em 2003 a Destilaria Miriri implantou, sem licenciamento ambiental, um viveiro de camarões na localidade vizinha de Tavares em Rio Tinto. Para ampliar seu empreendimento ilegal, a destilaria reivindicou áreas próximas, dentre as quais a ilha de Aritingui, de propriedade da União, onde vive a comunidade tradicional.

Após uma liminar para reintegração de posse, proposta na Justiça Estadual, a área foi ocupada e cercada pela vigilância armada da empresa e o acesso dos moradores à água foi impedido.

Transferido o processo para a Justiça Federal, por iniciativa do MPF, a liminar foi revogada e a comunidade autorizada a permanecer no local. O processo ainda está pendente de julgamento definitivo (Ação Possessória nº 2005.82.00.009202-9).

Fonte: Portal correio

fev 26

Em alguns países, como México e Espanha, é costume tirar um cochilo após o almoço. O hábito, além de ajudar a descansar, estimula a aprendizagem, segundo estudo realizado pela Universidade da Califórnia (EUA).

“O sono não corrige apenas os prejuízos decorrentes de longos períodos de privação de sono, mas, em nível neurocognitivo, leva a aprendizagem para além de onde estava antes da soneca”, explicou um dos autores da pesquisa, Matthew Walker, segundo a Agência Fapesp.

A pesquisa apontou também que. quanto mais horas a pessoa permanecer acordada, mais vagaroso se torna o cérebro. Perder uma noite de sono pode diminuir a capacidade de armazenar novas informações em até 40%.

Metodologia

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores examinaram 39 adultos divididos em dois grupos, sendo que um cochilava à tarde. Ao meio dia, todos foram submetidos a exercícios de aprendizagem com o objetivo de estimular a região do cérebro que atua no armazenamento de memórias. Os resultados dos dois grupos foram iguais.

Duas horas mais tarde, às 14 horas, o primeiro grupo dormiu durante 90 minutos, enquanto o outro permaneceu acordado. Às 18 horas, os dois grupos foram submetidos a uma nova rodada de exercícios. O grupo que ficou desperto teve rendimento inferior em relação à rodada anterior e aqueles que cochilaram tiveram melhor desempenho e apresentaram ganhos na capacidade de aprendizagem.

A conclusão dos pesquisadores é de que o sono é necessário para “limpar” a memória de curto prazo, liberando mais espaço para as novas informações. “É como se a caixa de entrada de e-mails estivesse cheia e, até que seja limpa, por meio do sono, não será possível receber mais mensagens”, afirmou Walker.

Fase do sono

De acordo com a pesquisa, esse processo de atualização ocorre na fase dois do sono, que se encontra entre o sono profundo e o estado que os sonhos ocorrem. Os pesquisadores pretendem também analisar se a redução de sono apresentada à medida que as pessoas envelhecem está relacionada à redução na capacidade de aprendizagem com a idade.

Por Karla Santana Mamona - InfoMoney

« Previous Entries

.