16/06/2017 17:56 pm

Alunos de TI do Unipê estão entre equipes finalistas do Hackfest

Cinco das dez equipes finalistas na maratona de programação do Hackfest Contra a Corrupção contam com alunos dos cursos de TI do Centro Universitário de João Pessoa. Os produtos dos grupos classificados à final serão apresentados ao público na segunda etapa do evento, programada para acontecer no dia 18 de agosto, no Centro Cultural Ariano Suassuna, localizado no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Na oportunidade, também haverá a premiação das equipes, conforme as regras previstas no edital da atividade.

“A gente ficou feliz com o resultado. Não foi fácil escolher os dez melhores, porque de fato os projetos foram muito bons”, comentou a profa. Thatyana Guerra, coordenadora do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário de João Pessoa e uma das julgadoras da comissão de avaliação dos trabalhos desenvolvidos na maratona de programação.

Os estudantes do Unipê estão presentes nos projetos B.O Bot, Políticos.com, Sou Fiscal, Caça Fantasmas e Geração Limpa, tendo os dois últimos trabalhos uma participação majoritária dos discentes da Instituição.

O prof. Felipe Soares, coordenador dos cursos de Gestão da Tecnologia da Informação, de Sistemas Para Internet e de Redes de Computadores do Unipê, enfatizou o fato do evento ter superado as expectativas, com a presença dos estudantes da Instituição em metade das equipes finalistas. Ele também enalteceu a participação das equipes que ficaram fora da final, mesmo tendo desenvolvido um bom material para o nível da competição.

“Quero fazer um destaque ao Clube de Programação do Unipê, coordenado pelo professor Thyago Maia, que tem desenvolvido um trabalho focado na preparação de alunos para maratonas de programação e isso tem feito a diferença em eventos deste tipo. Apesar de não ter ficado entre os finalistas, o grupo Political Manager, formado por alunos do Clube de Programação, desenvolveu um projeto inovador e que com certeza terá um futuro brilhante”, ressaltou o docente.

De acordo com o regulamento do HackFest, serão premiadas até dez equipes, sendo três com medalhas de ouro, três com medalhas de prata e quatro com medalhas de bronze. As equipes vencedoras com medalha de ouro receberão um prêmio de R$ 10 mil cada uma; as com medalha de prata terão cada uma a premiação de R$ 6 mil; e as com medalha de bronze serão agraciadas com R$ 3 mil.

Mais informações sobre a etapa de premiação podem ser obtidas em hackfest.com.br.

Projetos dos discentes auxiliam fiscalização e educam a sociedade

O aluno do quinto período de Gestão da Tecnologia da Informação Emanuel Mesquita, revela que o grupo buscou inspiração nos discursos de abertura da hackathon, ocasião em que foram citados grandes casos de desvio de dinheiro público em licitações vencidas por empresas fictícias.

“A ferramenta facilita aos órgãos fiscalizadores descobrir se uma empresa é fantasma indicando se ela está fisicamente presente ou não no endereço que consta nos contratos. O aplicativo, por meio da colaboração das pessoas, produz informação permitindo que os órgãos competentes se mobilizem para agir de forma pontual”, explicou o integrante do grupo Caça Fantasmas.

Com outro olhar a respeito de soluções no combate à corrupção, os integrantes do projeto Geração Limpa desenvolveram um aplicativo com jogos educativos para crianças. A integrante da equipe e aluna de GTI do Unipê Michelle Zacarias foi a idealizadora do programa e disse ter buscado inspiração em uma sobrinha de cinco anos.

Segundo ela, os comentários da criança a respeito dos conteúdos aos quais ela era exposta na TV mostravam a necessidade de se criar mecanismos para a propagação de valores éticos no grupo de pessoas que pode fazer a diferença no futuro. “A revolução do nosso país só vai acontecer quando a gente educar as pessoas. Quando a gente educa as crianças mostrando que corrupção é errada estamos promovendo uma revolução”, opinou Michelle.

Levando em conta a limitação de espaço de armazenamento nos smartphones de muitos usuários e a baixa predisposição deste público quanto ao download de novos aplicativos, a equipe do B.O Bot optou por desenvolver um atendimento automatizado para registro de ocorrências criminosas em redes sociais de grande adesão como o Messenger (Facebook), WhatsApp, Telegram, Skype, entre outros.

“Precisamos ressaltar que muitas pessoas não estão mais dispostas a instalar aplicativos em seus dispositivos para fazer coisas especificas como, por exemplo, registrar uma ocorrência. Cientes disso, nós desenvolvemos uma ferramenta que pode obter tais informações da forma menos invasiva e mais natural possível, o B.O Bot”, frisou Felipe Martins, aluno do último período de Sistemas Para Internet do Unipê e membro da equipe.

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Fonte: Assessoria de Comunicação - ASCOM